Papo Gatari #09 – Entrevista com Maaya Sakamoto, a doce voz de Oshino Shinobu!

PapoGatari!A vampirinha, a vampirona: palavras sábias de Oshino Shinobu/Kiss Shot Acerola Orion Heart Under Blade.

Yaho!

Até parece que o Otome tava virando um lugar especializado em SAO, né? Não se preocupem, as raízes não foram esquecidas: quando é pra falar de Monogatari, estamos sempre aqui prontos pra surtar. Ah, que SAOdades de surtar…

Como bem sabem, o nosso grande Raigho tem acesso quase exclusivo (a base de trocas financeiras) as revistas das heroínas de Zenmonogatari – são entrevistas exclusivas e imagens inéditas de cada. Estivemos aqui anteriormente com a entrevista da Horie Yui, dubladora da Hanekawa Tsubasa, e muito tempo de espera depois, a segunda encomenda chegou ao quartel general: documentos ultra secretos sobre Oshino Shinobu, também conhecida como “a waifu de todo mundo”, porque pelo visto é a única menina de Monogatari que ninguém odeia (e se você odeia, com certeza vai desaparecer).

1389347811-f07shinobu-oSei que fica repetitivo, mas como nem eu e nem o Raigho entendemos as runas místicas do idioma japonês, as gloriosas traduções são feitas com todo o amor e carinho pelo based semideus das traduções (desculpa, mas o deus é o CanonRap…Imouto Lover! Todo material em japonês que recebemos o Imouto-senpai aceita traduzir de braços abertos e Google tradutor fechado. Se tiverem que construir um altar pra alguém, façam pra ele. Obrigada, cara, somos eternamente gratos pelo seu esforço e trabalho muito bem feito.

Os comentários entre < > são cortesia do Imouto-senpai. E vambora pra entrevista!

Entrevista – Maaya Sakamoto

maaya-sakamoto-05Na Second Season aumentou o número de cenas importantes da Shinobu.

– Como você se preparou antes do afureko (after recording) da Second Season?

Sakamoto: Eu me preparei mentalmente considerando que a Shinobu teria mais cenas, mas… Tiveram casos em que eu fiquei assustada quando recebi o roteiro. Afinal de contas, no segundo episódio de Onimonogatari era praticamente só a Shinobu que falava.

– Qual a sua impressão da Shinobu nessa Second Season?

Sakamoto: Senti que havia uma quantidade muito maior de cenas especiais quando comparado ao que tínhamos antes. Em Kabukimonogatari, por exemplo, a Kissshot de outra rota aparece e a razão dela ter errado teve origem em sua relação com o Koyomi. Por causa disso ela acabou destruindo o mundo, então foi marcante poder ver qual a importância da existência do Koyomi na vida dela.

– Havia uma cena no fim de Kabukimonogatari onde a Kissshot de outra rota e a Shinobu se confrontaram.

Sakamoto: Era impossível fisicamente (não havia como falar no tempo determinado) devido ao ritmo rápido dessa cena, então acabei gravando essa conversa da Shinobu e da Kissshot separadamente. Primeiro a Shinobu e depois a Kissshot. Não sei se é por causa disso, mas não levei muito em conta que eu estava fazendo dois papéis diferentes. Tanto a pequena Shinobu como a Kissshot são a mesma pessoa, então não senti que era necessário distinguir uma da outra. Consegui gravar essa cena sem muita preocupação, de maneira muito natural.

– Acredito que essa tenha sido a primeira vez que você atuou como a Kissshot em sua forma original.

Sakamoto: Em relação a isso também consegui atuar muito naturalmente. Acredito que o fato de eu sempre considerar a pequena Shinobu como sendo uma forma temporária e interpretar ela pensando em “como a Kissshot seria se ela tivesse a aparência de uma criança” deve ter ajudado. Por isso eu tinha muita vontade de atuar a sua forma original. Em Nisemonogatari ela conseguiu a forma dela com 18 anos, mas essa cena foi especial porque eu dei meu melhor. Por isso que depois do afureko eu fiquei bem ansiosa para ver a versão final on-air. Como era uma cena que vários fãs estavam esperando ansiosamente eu também fiquei um pouco apreensiva se havia conseguido passar a imagem correta dela ou não (risos).

– Como foi Onimonogatari em que a Shinobu era a personagem principal?

Sakamoto: Até aqui tanto o Kamiya-san como o resto do cast tiveram uma enorme quantidade de frases e sempre pensava como “era trabalhoso”. Por isso aqui pensei que “finalmente chegou a minha vez”. Mas mesmo isso é uma das principais características de Monogatari Series, então foi um trabalho muito recompensador.

– Ainda assim não foi complicado falar tantas vezes?

Sakamoto: Foi sim. A voz e a aparência externa da Shinobu são de criança, mas a parte interior dela reflete uma vampira que viveu centenas de anos e por isso foi difícil conseguir manter a sensação de idade da Shinobu enquanto eu atuava. Além disso, algumas frases se referem a uma conversa com o Koyomi, mas também dão a sensação que ela está falando diretamente com o Koyomi por eles serem dois em um. Dava a impressão de ser uma conversa que se passava na cabeça de uma só pessoa. Por isso que tanto o monólogo como a narração possuíam uma sensação diferente de solidão. Embora tenha sido trabalhoso, o conteúdo da conversa da Shinobu era muito interessante, então consegui me divertir enquanto fazia a gravação. Agora ela possui a aparência de uma criança pequena e bonitinha, mas foi possível descobrir um pouco do que ela viveu durante centenas de anos.

– A reação dos fãs no segundo episódio de Onimonogatari foi muito positiva.

Sakamoto: Senão me engano, naquele episódio só havia eu e o Kamiya-san no cast. O roteiro também era grosso e muitas poucas vezes você fala tanto em um só episódio de anime de TV. Haviam cenas em que 1 cut era de dois minutos e você tinha que falar sozinha o que também é algo muito raro. Com certeza tive uma bela experiência que eu não teria se não fosse com essa obra.

– Por favor, nos diga se tem algum outro aspecto que você considera como sendo único em relação a Monogatari Series.

Sakamoto: Em alguns momentos o “intervalo” entre cada frase era muito curto e por isso houve vezes em que não conseguia acertar o timing correto. Porém o diretor de áudio dizia “Não se preocupe que nós arrumaremos isso depois” e ao ver on-air realmente estava perfeito (risos). O afureko dessa obra dava a impressão de que estavam gravando peças que seriam usadas mais tarde para dar o ritmo correto. O nosso trabalho era passar as palavras da obra original com fidelidade e depois o pessoal do áudio fazia o trabalho de juntar essas peças. O que nós fazíamos era um afureko, mas na realidade era mais próximo de um puresuko (prerecording).

– Então isso quer dizer que você se assustava ou se surpreendia quando via a versão on-air?

Sakamoto: Isso não tem muito a ver com nossa atuação, mas foi assim com o quarto episódio de Kabukimonogatari. Havia uma cena em que tinha uma carta do homem aloha, eu o chamo (Oshino Meme) de homem aloha (risos), encenada pelo Sakurai-san. Naquele tipo de cena não havia escrito no roteiro como seria o visual, então me surpreendi quando vi on-air. Bem único e artístico, foi um visual muito maravilhoso.

O que a Shinobu disse para a Nadeko é algo que as mulheres conseguem entender?

– Durante o afureko você conversava com o Kamiya-san que fazia o papel do Koyomi?

Sakamoto: Então, tanto eu como o Kamiya-san ficávamos olhando o roteiro e treinando sozinhos durante os intervalos… (risos) Claro que eu levo isso a sério toda vez, mas principalmente aqui você acaba causando muito problema para o outro lado se você errar e essa pressão continua o tempo todo. Por isso que qualquer segundo era precioso e eu ficava sussurrando as frases antes da gravação. Só que durante o segundo episódio de Onimonogatari, era eu que falava mais e pode ter sido engano meu, mas o Kamiya-san parecia mais relaxado (risos). Afinal de contas até aqui era ele quem falava o tempo todo.

– Na Second Season a interação da Shinobu com outras personagens aumentou.

Sakamoto: A conversa com a Black Hanekawa da Horie Yui-san foi marcante. Ela sempre terminava as frases com “Nya” enquanto eu terminava com “Jya” e a conversa passava uma sensação diferente com todo esse “Nyanyanya” e “Jyajyajya” (risos). Dava a impressão de que estávamos falando trava-línguas ou treinando repetidamente as mesmas frases. O fato de que essas frases eram ditas rapidamente parecia que era um rally de tênis de mesa, foi algo muito divertido e uma ótima experiência. Só que a Horie-san respondia perfeitamente () e eu ficava meio que apressada pensando “Não vai dar!” (risos)

– Além da Black Hanekawa, também teve a primeira conversa da Shinobu com a Nadeko em Otorimonogatari.

Sakamoto: Foi uma cena que foi muito divertida de se fazer, fiz com muito ânimo e me senti bem por ter dito aquilo. Com certeza a Nadeko é muito bonita, além de possuir uma beleza e fragilidade feminina. Então a Shinobu pergunta para ela se “Não acha que está se dando bem por causa disso?”. Achei que foi muito certeiro e qualquer mulher já deve ter sentido algo assim em relação a outras garotas como a Nadeko. Como mulher é possível ver esse lado e o fato do Nisio ter conseguido entender isso e escrito essa cena mesmo sendo um homem me fez ficar muito admirada. Principalmente a fantástica última frase: “Que bom ter nascido bonita por acaso” (risos).

– Nessa parte a Shinobu age bem agressivamente contra a Nadeko.

Sakamoto: Depois disso a Nadeko, que sempre era calma e bonitinha, ficou muito irada e toda essa excentricidade, também devido a atuação da Hanazawa-san (<33), foi muito divertida. Pessoalmente eu não consigo odiar a Nadeko, mas… Deixando isso de lado (risos), eu realmente atuei agressivamente. Em Otorimonogatari a Shinobu se encontra nessa posição e eu mesmo fiquei bem revigorada no fim (risos). Na verdade eu deveria ter dito mais intensamente, mas acho que ficou meio morno. Como posso dizer, o fato da Shinobu não subir no mesmo palco, não considerá-la como oponente passa a impressão de ainda mais frieza por sua parte.

Os principais pontos da Shinobu como personagem.

-Na Second Season houve alguma mudança ou descoberta em relação ao que você sentia em relação ao Shinobu.

Sakamoto: Depois de saber a razão pela qual ela teve seu primeiro servo e também porque ela não teve mais nenhum depois, mostra como ela “Não consegue fazer só por fazer, ou seja, ela é bem pura”. Ela diz que “não tem interesse em nomenclaturas e por isso não decora nomes de humanos”, mas acho que não é bem assim. Acredito que ela tenha medo da solidão e tristeza que ela sente porque não importa o quanto ela se relacione profundamente com alguém, todos vão morrer antes dela. Penso que ela diz coisas como “Não lembro de nomes de pessoas” ou “Todos parecem os mesmos” para se distanciar propositalmente. <Utsukushi-Hime ;__;>

-Como você chega nesse tipo de conclusão sobre alguma personagem?

Sakamoto: Bem, não acho que todos falem todas as coisas com a mesma importância. Existem aquelas palavras que surgem por causa do momento. Só que de vez em quando algo extremamente importante acaba sendo dito. Nessa obra isso equivale às expressões ou os olhares das personagens. Isso é decidido pelo supervisor e o diretor, então tem algo de importante ali e com base nessa parte visual que “é aqui” que eu consigo ver quais frases são destacadas. Conseguindo pegar essas frases e palavras que eu consigo entender a natureza real da personagem.

– Em relação a Shinobu, quais frases-chave foram essas?

Sakamoto: Em Kabukimonogatari na Second Season a Shinobu gritava com lágrimas no rosto para a Kissshot e por um instante ela fica sem palavras. Essa escolha em que ela, que costuma falar sem nenhuma interrupção, teve que parar por um instante antes de falar foi marcante. Isso ficou marcado porque foi algo que não tinha visto antes. Mesmo a Shinobu tem sentimentos que ela não consegue controlar, consegui ver nessa cena que a Shinobu ainda tinha certa humanidade.

Para o Koyomi a Shinobu é uma esposa onee-san?

<Amei essa expressão da Sakamoto: Nee-san nyobou (姉さん女房)>

– Para a Shinobu a existência mais importante é o Koyomi. O que você acha da relação entre a Shinobu e o Koyomi?

Sakamoto: Os dois consideram um ao outro como existências especiais, então são como parceiros inseparáveis que tem o mesmo destino. Por isso que a Shinobu tem uma visão diferente das outras garotas. Além disso, ela é muito mais velha que o Koyomi então dá a impressão de que ela é uma esposa onee-san que consegue aceitar tudo de braços abertos. Não só a personalidade do Koyomi, mas a relação dele com outras garotas de maneira que ela possui uma certa margem de confiança dando a sensação de maternidade. De vez em quando ela brinca e age como uma criança de verdade, mas é como a afeição que uma esposa onee-san demonstra de vez em quando e é exatamente porque ela confia completamente no Koyomi que ela age dessa forma. O Koyomi também faz decisões importantes na hora necessária mostrando seu lado como homem. Por isso que em alguns momentos a relação dos dois é invertida e é ele que puxa a Shinobu. Acho que os dois suportam um ao outro com um balanço muito bom entre eles.

– Em Onimonogatari a Shinobu pergunta se ele “Gosta dela ou da Mayoi ou da Yotsugi”. Você acha que existe algum sentimento amoroso entre eles dois?

Sakamoto: Será? (risos) Como a Shinobu eu acho que ela disse isso só para brincar um pouco com ele. Ao mesmo tempo ela deve pensar que não vai aceitar alguma resposta que não seja ela, então esse isso mostra o lado feminino dela. Mas o mais divertido naquela cena é que a Shinobu criou algum tipo de rivalidade contra as outras duas. Quando ela é a mais velha dentre as três (risos).

– Foi uma cena de fazer sorrir quando a Mayoi que tomou conta da situação e a Shinobu acabou obedecendo.

Sakamoto: A Shinobu e a Mayoi já ficaram juntas em um Character Commentary e ali também ela foi tratada como sendo tudo menos o Rei dos Kaiis (risos). A Shinobu deve pensar que a Mayoi é “chata”, mas como ela vem com tudo sem medo de nada, isso mostra que ela é a inimiga natural da Shinobu.

– Por último, nos diga qual foi sua impressão sobre a Second Season após o término das gravações.

Sakamoto: Consegui conhecer a Shinobu muito melhor. As expressões em que ela demonstra um pouco de erotismo ou que mostram como ela é fofa, além do ar misterioso que ela proporciona são seus principais charmes. A Second Season me fez pensar que ainda espero poder conhecê-la muito, muito mais.

Sakamoto Maaya – Seus papéis mais importantes nos últimos anos foram: Kusanagi Motoko em Ghost in the Shell: ARISE, Ozu Shion em Coppelion, Layla Maykal em Code Geass: Boukoku no Akito, Mari Illustrious Makinami em Evangelion: 3.0 You Can (Not) Redo, Ryougi Shiki em Kara no Kyoukai, Nino em Arakawa Under the Bridge entre outros. 

Essa foi a entrevista da nossa waifu vampirinha.

MAS CALMA!

Não foi só isso que veio na revista. Aguardem ansiosamente que ainda vem mais por aí. Até a próxima!

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5 thoughts on “Papo Gatari #09 – Entrevista com Maaya Sakamoto, a doce voz de Oshino Shinobu!

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