Papo Gatari #10 – Entrevista com meg rock, a musa por trás das canções de Monogatari! [Pt.1]

PapoGatari!Jogue a primeira pedra quem não ficou viciado em Renai Circulation ou Platinum Disco! *prepara escudo*

Yaho!

Do jeito que até mudamos o nosso banner (na verdade eu, a parte gráfica é muito complicada pros lobos mexerem) pra algo relacionado a SAO, vocês devem estar achando que devíamos mudar o nome pra “Otome Art Online”. CALMA! SAO é minha coisa favorita de se odiar, mas Monogatari é minha coisa favorita de se amar.

Sem ódio no coração, vem mais um Papo Gatari, direto pra você, querido leitor.

No último episódio, os holofotes foram sobre Maaya Sakamoto, dubladora da Oshino Shinobu, em sua entrevista. Como prometemos, temos mais material de entrevista sendo preparado aqui – mas não é nenhuma personagem de Monogatari, mas podemos dizer que ela conhece as personagens como ninguém. Estou falando da megrock, cantora, mas principalmente compositora das openings de Monogatari Series! Sim, todas as openings que você já ouviu, se viciou, dançou e interpretou, foi ela que fez a letra. Todo o ZENBU (zenbu o todo hehehe). Como todo mundo sabe, a opening de cada arco representa os sentimentos sinceros da protagonista nele, então a megrock não só compõe, mas faz todo um estudo antes pra se aprofundar na mente da personagem que irá falar através da canção.

E, dessa vez, vamos fazer um pouco diferente: como a entrevista da megrock é maiorzinha, vamos dividir em duas partes. CALMA! Não se desesperem. A primeira parte vai ser hoje mesmo, no Dia dos Pais, porque meu pai e do Raigho não vão impedir o nosso trabalho aqui! Então, é hora de Monogatari+megrock!

Falei demais, melhor deixar a musa explicar por si própria. Obrigada, based Imouto Lover, por mais uma tradução deliciosa de postar aqui!

Entrevista – megrock/Nisio Isin

Uma obra-prima começa com determinação.

Nisio: Muito obrigado pelas maravilhosas letras das músicas.

meg rock: De nada, eu é que agradeço.

– Hoje queremos perguntar para vocês dois sobre vários temas ligados a Monogatari Series e também sobre suas outras obras.

Nisio: Então, deixe-me começar. As letras das músicas de Monogatari Series foram feitas depois das melodias do Kousaki-san?

meg rock: Sim, toda vez foi assim.

Nisio: O que você usa na hora de escrever as letras?

meg rock: Eu uso Mac, embora o principal seja o iPhone mesmo.

Nisio: iPhone!? 

meg rock: As anotações do iPhone ficam sincronizadas então eu vou escrevendo no iPhone, iPad, Mac quando vai vindo na minha cabeça. Nisio-san você escreve a mão mesmo?

Nisio: Sim. As primeiras anotações sempre são a mão. Acho algo errado quando tento escrever pelo celular.

meg rock: A sensação de velocidade de escrita é diferente? Como se não desse tempo de acompanhar a quantidade de ideias que surgem?

Nisio: Isso mesmo. Mas dentre os creators está ficando tudo cada vez mais digitalizado (risos).

– Usando o “(i)Cloud” para armazenar informação na rede.

Nisio: Sim. Não consigo me acostumar com esse cloud (risos). Um lugar misterioso “Cloud… Aonde fica isso?” (risos) Mas ouvindo como é usado dá vontade de começar a usar. Acho que se eu conseguisse usar direito, conseguiria me esforçar ainda mais.

meg rock: É bem prático. Quando eu não estou com nenhum aparelho também escrevo a mão, mas ter o cloud aumenta muito as possibilidades. Fui procurando várias opções de armazenamento e no fim o que achei foi o Cloud. Além disso, ajuda bastante poder procurar arquivos de texto lembro onde escrevi certas coisas.

Nisio: Então se eu usasse o Cloud eu poderia encontrar todas as ideias e anotações que eu perdi…?

meg rock: Sim. Eu vivo perdendo várias coisas, então poder acessar através de vários lugares ajuda muito.

Nisio: Acabei de ouvir algo muito bom logo de cara.

meg rock: Você escreve o manuscrito no computador mesmo?

Nisio: Sim. As anotações ficam lá, mas o manuscrito escrevo no computador. Tem algum estilo definido quando você está pensando nas letras de alguma música?

meg rock: Não tenho, mas para Monogatari Series eu sempre li a obra original antes de escrever as letras. Ficava sublinhando trechos importantes e colocando marcas no livro como se estivesse estudando para o vestibular. Colocava tantas marcas que parecia que tudo estava marcado e daí me perdia toda (risos). Haviam vários momentos em eu que pensava “Ah, eu preciso usar isso”. É assim que eu conseguia aumentar minhas ideias enquanto lia.

Nisio: Toda vez que os 90 segundos da opening de Bakemonogatari passavam na televisão eu ficava pensando se “Já não disse tudo que eu quis dizer na obra original”. Vendo o anime de Monogatari Series, a história já é passada em só 30 minutos, então pensava que a novel não precisava ser tão longa assim e na opening isso se torna ainda mais compacto. Acho que ouvindo a opening repetidas vezes poderia passar boa parte do conteúdo da novel.

meg rock: Mas eu só conseguia isso por causa do universo que o Nisio-san escrevia. Toda vez que lia a novel, escrevia a letra e sentia que estava tendo um play-catch com a obra. Os personagens vão progredindo, evoluindo e cada vez mais informações sobre o cenário surgem. Toda vez que surgia algo como “No começo isso não foi focado, mas na verdade era assim”, eu ficava apressada pensando que “Aí vem uma bola rápida e forte!” e assim me divertia em como devolveria essa bola.

Nisio: Pelo meu lado também me divirto sem preocupação ouvindo a música, mas logo depois sinto um estímulo para “escrever ainda melhor a novel”. Sempre fico muito feliz com isso.

meg rock: Muito obrigado. É uma honra!

Nisio: Por sinal, quanto tempo você demora para escrever uma música?

meg rock: Gasto o máximo de tempo possível. Quanto mais tempo tiver, mais tempo eu passo escrevendo. Sempre fico pensando em como melhorar até a última hora.

Nisio: Entendo muito bem isso. É o mesmo comigo.

meg rock: Seria como se eu continuasse escrevendo até a hora de colocar a embalagem no CD.

Nisio: Eu também fico escrevendo até a última hora antes de mandar para impressão. Acredito que eu sempre cause muito trabalho para o editor por causa disso.

– Ouvi dizer que depois que o Nisio-san entrega o manuscrito, você ainda faz uma revisão dele mais umas 4, 5 vezes.

Nisio: Entregar o manuscrito que é ruim. Sempre fico com vontade de continuar arrumando ele.

meg rock: Sei como é. Eu também fico checando continuamente como vai ficar a letra no booklet, como vai ficar o layout. Por causa disso os diretores chamam esse momento de “Tempo de terror da meg rock” (risos). Em relação a Monogatari Series quem já leu as novels e também quem vê o anime deve prestar muita atenção nas letras e por isso fico muito sensitiva quanto a isso. Acabo mudando a posição das letras e até mesmo o espaçamento entre cada uma delas até o último momento.

Nisio: Como você escreve a primeira e segunda estrofes? Você escreve a primeira estrofe inteira para passar para a segunda parte? Ou você escreve o geral de ambas as partes e daí começa a complementá-las?

meg rock: No meu caso, costumo primeiro criar uma ideia geral da estrutura e de como vai ser a conclusão da letra para depois começar a escrever de trás para frente. Quando estou escrevendo, estou sempre muito concentrada então acabo não levando algum método em consideração. Começo a escrever quando tenho alguma ideia na cabeça, sem pensar se vai ficar como a estrutura que eu defini antes.

Nisio: Sempre achei estranho como quase todas as músicas tem duas ou até mesmo três estrofes. Fico pensando se não seria melhor que mais músicas acabassem com uma só estrofe.

meg rock: Eu também penso assim (risos). Aconteceu faz pouco tempo, mas eu fiquei encarregada da letra da ending de Koimonogatari (snowdrop) e considerando que não era uma música cantada por uma personagem em específico e que deveria ter uma visão diferente do mundo de Monogatari Series acabei me empolgando demais e quando percebi ficou tudo comprimido em um só refrão. Fiquei como “se fosse para ser uma música que eu mesma cantasse já estaria completa ali!”. Como não é esse o caso, não tinha toda essa liberdade e comecei a escrever mais e quando percebi achei que não daria para colocar tudo que queria! …Que é o padrão de sempre (risos). O Nisio-san começa a escrever quando tem uma ideia geral da história?

Nisio: No começo eu penso que “dessa vez eu vou escrever esse tipo de história”, mas quase nunca isso se concretiza. Quando estou escrevendo naturalmente surgem novas ideias que me fazem pensar coisas como “não ficaria mais divertido se fosse assim?” ou “assim fica melhor” e daí a história vai mudando. Só que eu considero isso um aspecto positivo. Afinal de contas deve estar ficando mais divertido. Sinto que ficou melhor do que eu havia pensado inicialmente. É uma sensação boa (risos). Só que para short stories é melhor escrever como planejado. Se mudar o foco da short story ela fica completamente diferente.

meg rock: Também tem o risco de não ser mais uma short story, não é? (risos)

Nisio: Para histórias longas eu tenho a expectativa de que o eu de amanhã vai ter ideias mais interessantes, então nunca acaba indo como eu espero inicialmente. Mas para short stories se não for como eu planejo eu fico triste porque “gastei um dia à toa em que não consegui escrever até a noite algo que pensei hoje de manhã”.

A visão dos personagens se expande.

-Mudando um pouco de assunto existe alguma música de Monogatari Series que deixou uma forte impressão?

Nisio: Fiquei assim com as músicas da Hanekawa Tsubasa (). Ela possui três músicas, mas eu tivesse que escolher só uma, seria “sugar sweet nightmare” (<333). Toda vez parecia que a letra expressava muito bem o interior da Hanekawa.

meg rock: Fico muito agradecida por ouvir isso. Com as músicas da Tsubasa a direção das letras acabou sendo sempre essa.

Nisio: Começando com “sugar sweet nightmare” para “perfect slumbers” e “chocolate insomnia”, todos os títulos tem relação com sono.

meg rock: Quando escrevi “sugar sweet nightmare” não fazia ideia de que haveria uma segunda música, mas quando escrevi a segunda a música já sabia que haveria uma terceira, então resolvi manter o tema “sono” nos nomes das músicas. Falando em nomes, durante Bakemonogatari eu criei dentro de mim mesma uma regra misteriosa de alternar entre um nome em japonês e um nome em inglês. Começando com “staple stable”, “帰り道 (Kaerimichi)”, “ambivalent world”, “恋愛サーキュレーション (Ren’ai Circulation)”, “sugar sweet nightmare” e depois em Nisemonogatari “二言目 (Futakotome)”, “marshmallow justice”, “白金ディスコ (Platinum Disco)” e até Nekomonogatari Kuro com “perfect slumbers”. Só que em Nekomonogatari Shiro eu quebrei essa sequência.

Nisio: Porque era a segunda música em sequência da Hanekawa?

meg rock: Eu queria manter os nomes das músicas da Tsubasa em inglês e eu já tinha mais liberdade para dar nomes para as músicas, então levando em consideração que já haviam passado vários anos desde Bakemonogatari e como havia enjoado dessa regra eu decidi mudar.

– O nome da música tema de Kabukimonogatari, “happy bite”, também está em inglês.

meg rock: Sim. Já tinha mais liberdade, então não sabia se dava um nome em inglês ou em japonês e fiquei perdida (迷い=mayoi) até o último momento, assim como a Mayoi (risos). <Nice dajare (http://en.wikipedia.org/wiki/Dajare)>

Ficamos aqui por enquanto pessoar. Amanhã tem a segunda parte. E, pasmem: focada na Hanekawa! Hohoho, são os deuses se comunicando comigo e com o Raigho, dizendo “best girl… best girl…

Até amanhã!

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