Musubimonogatari – Epílogo Integral

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Uma tradução integral do capítulo final.

Gostei muito do final de Musubimonogatari e acho que os spoilers não bastam, então, para fazer um agrado aos leitores, vou traduzir apenas o epílogo desse volume!

Espero que gostem!

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Agora o epílogo ou talvez deva chamar de conclusão para esse caso.

Ao pensar em uma forma na qual pudéssemos seguir em frente sem termos de abrir mão daquilo que nos era mais importante e após dar o primeiro passo nessa longa jornada, eu não estava empolgado, na verdade só me sentia cansado. Eu voltei logo para casa, queria recuperar as minhas noites não dormidas das últimas semanas, mas logo na entrada percebi que seria impossível – aparentemente a Tsukihi havia voltado de Tóquio, notei isso por ter visto um par de tênis desconhecido logo na entrada.

Isso também se deve ao fato de que agora eu sempre olho os pares de calçados na entrada, particularmente depois das aparições anteriores da Tsukihi e Hanekawa… mas sinceramente gostaria de não ter percebido desta vez.

É, parando para pensar, ela disse que voltaria pelo menos mais uma vez antes de se mudar oficialmente para o exterior. Mas tinha que ser justo hoje? Com a Karen fazendo o turno da noite pensei que finalmente conseguiria relaxar. A Oikura e a Tsukihi sempre aparecem quando eu não preciso, parece até que ficam armando pelas minhas costas…

Que seja, não tenho essa oportunidade todo dia mesmo, vou interrogar a minha irmãzinha sobre sua vida morando longe de casa. Imagino que ouvir sobre sua vida privada não seja mérito algum para mim, mas pelo menos vai servir como péssimo exemplo de vida. Escutarei os problemas da minha jovem irmã enquanto penso na Senjougahara, que, a julgar pelo fuso horário, deve estar trabalhando duro em outro país – pelo menos era o que eu achava.

Quando entrei na sala de estar quase caindo de cansaço, não era ninguém menos do que a própria Senjougahara que, a julgar pelo fuso horário, deveria estar trabalhando em outro país naquele momento, que estava sentada de pernas cruzadas no sofá.

“Yo.”

“Não me vem com ‘yo’!”

Com os joelhos tremendo, eu quase não cai por pouco. Eu só consegui me rastejar até o sofá.

“Como é que você entrou?”

“Sabe, eu acho que você deveria mudar o lugar onde deixa as chaves reservas escondidas.”

“E você deveria saber que nesta casa mora mais de um policial, lembra?”

“Desculpa, sinto muito. Eu sou mesmo idiota.”

Ela pediu desculpas, olhando diretamente nos meus olhos.

“Diretamente” não era bem o caso, já que ela estava usando um par de óculos escuros dentro de casa – como se ela tivesse voltado de algum lugar com um sol escaldante – o conjunto da obra fez com que o pedido de desculpas soasse vazio. Mas não pareceu que ela tivesse se desculpado especificamente pela invasão de domicílio.

Ela voltou só para pedir desculpas… ?

Deduzindo pela mala do lado dela, parece que ela veio direto da casa do pai – não, você não pode chegar a essa conclusão só por esse detalhe.

“Não, eu fui mesmo idiota. Eu estava estressada. Sinto muito.”

Mesmo com a sensação de ter levado uma surra moral, bastante esgotado, eu sentei no sofá e a encarei.

O plano na minha cabeça tinha sido feito com o cérebro que eu nunca usei e até agora não o tinha discutido com a Hitagi.

Até determinado momento, eu queria tomar minhas próprias decisões pelos meus motivos. Eu queria mostrar sinceridade, mas não nego que houvesse um pouco de teimosia no meio. Mas, bem, embora eu tivesse planejado ligar para ela amanhã, agora que estávamos aqui, eu não tinha um só instante a perder.

Eu queria dividir os planos do futuro que planejei ao lado dela.

“Hitagi. Eu preciso te falar uma coisa. Pode ser?”

“Claro. Desde que não seja sobre terminarmos pela quarta vez. E contanto que eu possa falar primeiro.”

“Hum…”

Ela já está tomando a dianteira, acho que faz parte. Se eu começasse a falar sem planejar nada, ela ficaria irritada comigo justamente por esse fato. Enquanto isso vou pensar exatamente no que quero dizer a ela.

“Eu enviei vários e-mails sobre estabelecer uma sede no Japão ao Presidente da empresa com a condição de que me tornasse oficialmente a líder do gerenciamento e, no fim, deu certo a ideia. Não é uma decisão unânime, mas assim que os problemas que envolvem orçamento estiverem resolvidos, vou voltar para cá na primavera com o alto escalão da empresa e a minha equipe. Assim nós vamos morar juntos de novo.”

“………………..”

Ela realmente foi seguindo com a conversa sozinha.

Quê? Quê?????? QUÊÊÊ???????

Ela colocou condições para ser promovida? Não só isso, ela envolveu o alto escalão e a própria equipe? Só para voltar pro Japão? Pra não ficar longe de mim?

“Fazia algum tempo que já estávamos debatendo sobre fundar algo aqui no Japão, eu só acelerei o processo… agora o meu pai será meu novo rival, bem, qualquer filha assume os negócios do pai um dia, certo?”

Eu acho que o ditado envolvia filhos, mas não tem lei nenhuma que proíba a filha de fazer o mesmo.

Mas sério, que loucura. Nós estávamos pensando a mesma coisa o tempo todo. Não, pra ser exato, eu só planejei ser promovido seguindo a hierarquia da minha organização, enquanto a Hitagi alterou o sistema inteiro da empresa, seguindo as próprias regras. Ela me superou em todos os aspectos…

Mas e agora… o que a gente faz?

Um milagre desses realmente acontece?

Se a Ougi-chan estivesse aqui, diria que é um presente dos tolos.

“O que foi? Se você não ficou feliz, eu vou começar a chorar.”

“Eu estou muito feliz. Acho que nunca estive mais feliz… só estou tendo problemas em me controlar no momento. Mas, Hitagi, agora você está pronta para ouvir o que eu tenho a dizer?”

Agora que chegamos a este ponto, eu realmente gostaria de esperar que o símbolo da paz que um dia foi chamado de “Hanekawa Tsubasa” apagasse todas as fronteiras do mundo. Mas não posso ser prepotente e esperar tanto. Quando esse cenário começar a se tornar realidade, provavelmente a Hitagi  vai ter de gerenciar os negócios internacionais da empresa, enquanto eu, no pior dos casos, vou ter de cuidar da coisa toda.

Temos que nos acertar agora.

“Pra que essa coisa toda de ‘você está pronta’… estou começando a ficar ansiosa. Você não vai mesmo falar sobre terminarmos pela quarta vez, né? Eu vou chorar muito se você tocar no assunto.”

“Não é isso, já disse. Claro que não quero terminar de novo, caramba, você parece que quer chorar toda hora. Enfim…”

Enfim, por que nós deveríamos falar de términos quando nem reatamos direito ainda? Essa é a primeira coisa que precisamos fazer. Não importa o quão natural pareça – eu não quero que as pessoas olhem para nós pensando que somos um casal iôiô. Já cansei de reconciliações.

Eu estiquei a minha mão e tirei os óculos escuros dela de forma pretensiosa porque pensei que se ela estava usando os usando dentro de casa é porque queria eu os tirasse. Mas parece que eu estava redondamente enganado. A Hitagi queria manter os olhos, inchados e vermelhos de tanto chorar por dias, escondidos.

Agora, se eu disser o que pretendo dizer – ela deve chorar ainda mais… mas agora eu sou alguém que começou a estudar línguas. Deixando todo o resto de lado, eu quero que ela, que passou muito tempo fora, escute a minha horrível pronúncia.

“I rab you.”

Depois de arregalar os olhos vermelhos, a Hitagi respondeu de forma tímida, como se estivesse sorrindo enquanto chorava,

“Fascination Koyomi (tore).”

Essas palavras finais não foram longamente elaboradas, elas vieram de memórias distantes.

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8 thoughts on “Musubimonogatari – Epílogo Integral

  1. Pingback: Musubimonogatari – Veredas – OtomeGatari

  2. É realmente uma mistura de felicidade e tristeza ler esse final, é como se fosse um vazio aconchegante kkkkk… que obra… NisiOisiN obrigado, e mais um caloroso obrigado ao blog por facilitar o desfecho (entendo que não seja o final da franquia) da obra aos fãs, só elogios.

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