O que World of Warcraft fez melhor

eJwFwUEOhCAMAMC_8ACgSCv4DQ8eDUGCbtQaqKfN_n1nvuptp5rULvL0yZjt6JnbprtwS7XoylzPkp6j68yXSSIp71e5pRvwGJ0dA1HAEMiTNxDBIcCII_qIFCyYhZc5t3veWVZLAEAroB0Gpz9PVb8_ntYnSg.nEsrJAsTx_rElVuW7yWdYvs6DTUO que esse MMORPG tem de tão diferente, que fez com que por anos se destacasse tanto?

Yaho!

Não, esse não é um post especial do dia dos namorados. Estou adorando bastante e com muito rancor minha solidão, obrigada. Afinal, essa data é quase inexistente pra nós aqui no Otome, é mais um domingo qualquer: tristeza, solidão e Game of Thrones ao final do dia.

Como sempre digo vez ou outra: não é só de Monogatari que vive esse blog. Logo que comecei falava dos mais diversos assuntos, e óbvio que continuaremos assim. Em hype ao filme de Warcraft, e pelo fato de que sempre fui uma fã da franquia (apesar de ter começado lá no Reign of Chaos), gostaria de discutir um pouco com vocês a respeito tanto da franquia quanto ao maravilhoso mundo que é World of Warcraft.

O mundo

WorldMap-World-smallAzeroth é grande. E é grande pra caramba.

Não é mistério para nenhum de nós o quanto World of Warcraft é enorme. Se quisermos falar em termos técnicos do arquivo, ele pesa em torno de 30gb, um pouco mais que isso. Certamente, para o mundo de hoje em dia – que temos jogos beirando quase 100gb por aí -, 30 gb não significa muita coisa. Mas, para a Marcela de 12 anos que adorava conversar com seus amigos muito mais velhos (de 20 anos pra cima) no Skype, baixar 10 gb de WoW demorou 3 dias na internet de 1mb, com o computador ligado direto. E ainda foi necessário fingir uma diarréia pra faltar aula e jogar, mas valeu MUITO a pena (claro que as vezes eu tinha que levar o computador comigo pro banheiro e fingir que estava cagando meu intestino fora).

Agora, vejam bem. Tem uma diferença entre ser grande e ser grande. Warcraft é do tipo grande. O que tem de diferente, além do itálico? Bom, é porque o mundo de Azeroth (e, claro, Outlands) é um grande que faz diferença. Isso quer dizer que cada cantinho do mapa é diferente, cada pedacinho de cidade tem algo especial, um toque de delicadeza, cuidado, atenção e carinho.

A minha ideia central aqui é que a Blizzard não desenvolveu apenas um jogo, eles desenvolveram um mundo. Sim, óbvio, Azeroth é um mundo, mas não apenas isso. Lembram lá no post de RWBY, como falei em lore? Pois então, o lore de Warcraft é imenso e a maneira como ele é integrado dentro do jogo (tanto as mídias de games mesmo como livros, comics) é fenomenal.

Com tantos diferentes MMOs que passaram pela internet e pela nossas vidas, algo faz com que WoW seja um dos mais famosos e bem sucedidos até hoje, mesmo com o avanço dos e-sports fazendo com que o número de assinaturas sejam reduzidas. É esse ponto que quero chegar, o que World of Warcraft fez de certo.

O “certo”

803-1A Blizzard já tinha um backstory antes de desenvolver o MMO. Já tínhamos passado por três jogos de Warcraft, mais até, se quiserem contar as expansões. Vimos os orcs saindo de Draenor e chegando em Azeroth, contaminados com o sangue de Mennoroth e escravos da Burning Legion. Vimos Sargheras ser derrotado enquanto possuía o guardião Medivh. Vimos o rei da Aliança morrer e seu filho ser levado para Lordaeron, o futuro grande rei da Aliança e Lo’Gosh. Thrall crescer, do jeito que seu pai Durotan imaginava, Arthas cair e virar o Lich King… Enfim, antes mesmo de virar um MMO já tinham quilos de história, personagens e lore.

Ao trazer isso para dentro de World of Warcraft, a Blizzard executou com maestria essa tarefa.

Não se enganem: não estou tentando puxar saco da Blizzard, de maneira nenhuma. Se for pra assumir um “clã” nessa briga de indústria de jogos, sou Nintendofag apesar de todos os pesares.

Pois bem. Até então estávamos controlando os heróis dessas histórias. E, pela primeira vez, nossa própria criação seria um desses heróis e interagiríamos com eles! Os jogadores entraram em cena e tomaram os holofotes pra si. Você poderia criar um Troll chamado “Chupaminhapica2001” e derrotar o Lich King. Chupaminhapica2001 poderia ser o novo herói de Azeroth. Nada impedia você.

O fato de já ter esse lore anterior trouxe uma grande vantagem pra Blizzard, pois eles já tinham essa história meio que encaminhada. E os jogadores já conheciam essa história, então eles podiam se engajar mais ainda no universo que estava ao seu redor. E explorar.

Sim, finalmente cheguei na palavra que eu queria usar: exploração. O que a Blizzard realmente fez de certo, juntando tudo o que falei até agora, foi juntar uma história complexa e completa junto com a possibilidade de explorar esse mundo. Eles criaram um mundo pelo qual você sente gosto de andar, de pegar sua montaria – seja voadora ou terrestre – e sair andando pelas florestas, desertos, montanhas, apenas descobrindo os locais. Vendo aqueles pequenos easter eggs e, mais do que tudo, aproveitando a paisagem.

A paisagem de World of Warcraft é uma das coisas que mais me dá prazer em jogar. Seu personagem realmente é proporcional com o que está ao redor dele, então você tem árvores imensas, lagos, cachoeiras. Você pode sair pulando por aí e explorar. Não é uma paisagem vazia, com aquele mesmo pedaço de árvore que vai se repetindo – tudo é diferente, tudo realmente é um novo mundo.

E o que seria apenas um mundo bonito se não uma casca vazia? É aí que entra o lore que eu falei. Você não está tão somente explorando uma montanha, você está explorando a montanha onde aconteceu tal coisa que influenciou de tal maneira a história. Aquilo que você leu a respeito dos outros jogos, que leu sobre o mundo de Azeroth no manual de Warcraft II, Warcraft III, está embaixo de seus pés virtuais. Você vê onde X e Y lutaram. Até alguns patchs atrás, você podia ver, sei lá, a espada do Mennoroth! A caveira do Gul’dan. A história se desdobra diante dos seus olhos, cidades mudam com determinadas destruições. Digo, o Cataclysm mesmo mudou incrivelmente como o mundo era antes. A cidade da Jaina: poof, explodida pelo Garrosh. E ela some mesmo.

Quando eu joguei World of Warcraft de novo agora, após ler extensivamente a história, senti-me um pouco em “One Piece“. Estou trilhando uma longa jornada lendo o mangá e definitivamente adoro o clima de aventura e novos mundos que ele cria, mas não vou entrar nisso agora.

Fazendo então um paralelo entre os dois, World of Warcraft faz com que eu me sinta o Luffy, porque sinto o prazer de aventurar e descobrir coisas novas. Os Mugiwara estão sempre se divertindo por aí, descobrindo novos amigos, descobrindo novas terras, e é bem isso que o Warcraft te permite. Logo que você cria um novo personagem, você já está em um lugar novo, exclusivo daquela raça/classe. Tem inúmeras grandes cidades para serem exploradas. Seja sozinho ou com um grupo de amigos, aventurar-se pelos cantos de Azeroth com seja lá qual raça você escolheu é uma nova aventura sempre, cheia de novidades. E com cada expansão o mundo aumenta e alguma coisa muda. Aquela cidade que você conheceu no patch X talvez não exista mais.

Essa sensação de aventura, essa mudança constante e a história se desdobrando na minha frente é o que a Blizzard fez certo com o MMO deles. A mecânica – vocês perceberam que eu nem toquei nisso. Porque eu não ligo muito pra mecânica de WoW. Talvez tenham muitos outros MMOs por aí com uma mecânica mais divertida. Pode ser que você ache Tera melhor, porque é de graça e também pesa 30gb. Mas o que me fez largar Tera com 2h de jogo e que me faz ocasionalmente pagar 1 mês de WoW é exatamente esse certo. Tera parecia uma casca vazia onde eu não ligava pros personagens e WoW é um outro mundo onde eu não sou a Marcela chata e baixinha que não faz nada. Eu sou Miyagisan, um pandaren caçador com um tigre pei-wu de pet chamado Marcela.

E, depois de uma longa aventura, tirar uma selfie com meus amigos.eJwNxUEOgyAQAMC_8ABgCSzgNzx4NAQJ2KhLYHtq-vd2LvMR73GJRTTmPheljnNmGoecTCPVIitRvUrq55SZbpWYU253eXgqsC4a7QNicCGgRasggnHGmP86emvRqY22NY9nbcS7RgDAHZz24OSrV_H9AZ21J0g.608x_AHaczqP0YSmCvhBXU3Oh_Y

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