Comentário Ougimanais #01 – A Fórmula Kafkiana

Comentarios ougimanaisA gata e o lobo retornando para suas discussões semanais que todos vocês adoram.

Yaho!

Chegou finalmente aquela época do ano, aquela época mágica que tem Monogatari toda semana! E claro, tem Marcela e Raigho toda semana ansiosíssimos pra comentar e dissecar daquele jeito especial que só nós sabemos fazer. Agora em Owari, especialmente, estamos mais trevosos do que nunca. A questão é: vocês estão prontos para nós?

O comentário dessa semana vai ser longo, porque é uma hora de episódio, então aguentem firme, apertem os cintos e vamos nessa!

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Raigho: Euler. A Identidade de Euler. Uma conta, números, o resultado mais belo de todos: zero. Nada supérfluo, cada mísero número fazendo seu papel, a definição de beleza matemática. Owarimonogatari começa direto ao ponto, é como se o Shinbo estivesse fazendo contas desde Bake para apresentar um resultado impactante agora. Se você não sabe o que é Monogatari, por favor, nem comece por Owari! A série mostra que agora é aquele momento de unir todas as peças e montar a parte mais importante do quebra-cabeça: Araragi Koyomi e seu trauma do passado. E assim começamos os Comentários Ougimanais.

Marcela: Trevosos, misteriosos, dark and edgy. Eu e o Raigho pintamos nossas unhas de preto, nossos coturnos e camisas de bandas tipo Nightwish pra ficar no maior clima trevoso possível. Só assim mesmo pra entender essa criatura, esse ser, as intenções daquilo que transforma tudo ao seu redor em 0 – Oshino Ougi. Caham – FINALMENTE A DUPLA DINÂMICA VOLTA A COMENTAR SEMANALMENTE MONOGATARI!

Raigho: “Oshino Ougi é Oshino Ougi”. Nada melhor para descrever essa jóia rara nos nossos comentários! Sentimos falta dessa nossa-relação-sexual-de-palavras-e-monogatari! Esperamos que tenham a paciência de nos acompanhar rumo ao 0, heh heh. A Ougi ela é um ser tão peculiar que resume a “Fórmula” que vai ser narrada: pra que fazer uma conta… se o resultado é simplesmente zero?

Marcela: Ah, cara, cara… É bem difícil comentar Owari. Sinceramente, eu ainda estou me sentindo com o cérebro um tanto bugado, mesmo assistindo pausadamente o episódio e tenho o meu phD em Monogatari. É uma das histórias mais complexas até agora, e não digo só pelo começo matemático – já que, enfim, eu faço Engenharia, é tipo minha praia com um coco bem gelado e um enchimento no meu biquini. Mas antes de entrar na regra da maioria, vamos começar de praxe falando dessa opening LINDA.

Raigho: Pelas obviedades primeiro: Escuridão, inversão. A OP é toda invertida, a Ougi caminha e parece se divertir naquela realidade do avesso, ela se sente bem. É tanta ESCURIDÃO que a música se chama “Decent Black”, existe uma “decência”, que segue uma ética, que faz jus. “Vamos abrir a porta, ei, vamos encontrar a resposta que leva a um futuro decente.” Ela menciona algo sobre “encarar a destruição que mantivemos longe dos olhos para sobreviver”. É uma “justiça”. A Ougi canta sobre justiça e sobre não se repetir erros.

Marcela: Na letra da música também fala sobre uma “regra gananciosa”, que vai ser abordada mais a frente no episódio e é um ponto principal dessa equação da destruição. No geral, é uma opening muito bacana com uma música que quanto mais tu ouve mais curte e sem muita complexidade pra interpretar. Tudo as avessas, Ougi detetive, cenário de classe e aquele relógio – lembrando que em Otorimonogatari a Nadeko fala sobre “sentir que seu tempo foi roubado” quando fala com a Ougi. Muita gente achou a opening meio “SHAFT querendo economizar”, mas eu amei.

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Raigho: UNTZ UNTZ UNTZ LOGO NO COMEÇO, gosto assim. É o SHAFT minimalista (agora nem tanto já que Kizu vai pagar as contas do shinbo/aposentadoria), daí caímos no episódio. Cair, é. O Araragi ali, preso, e a Ougi sacaneando. Eu vou usar um termo bom para essa situação: Kafkiano. Opressor, desconexo, sem fazer muito sentido. Isso aqui é praticamente O Processo escrito pelo Nisio. O episódio em si (boa parte) se passa naquela sala, são mais de 40 minutos de diálogo dentro desse lugar verde, vermelho, transcendente, é uma sala que engloba até o passado! É praticamente um Kaii! Se não for um de verdade, claro. Eu acho bacana mencionar que o Shinbo deu uma cortada na brutalidade da Ougi: ela arranca o intestino/região da barriga toda pra fora e tenta usar o suco gástrico do Araragi pra abrir as portas/janelas.

Marcela: NOSSA, por um minuto tava vendo de novo o começo do episódio pra ver se tinha isso. Curioso, pra quem adaptou aquela luta com a Kanbaru que ela brinca de cowboy com o intestino grosso dele, cortar isso agora… Particularmente nunca li Kafka, mas achei esse cenário fechado bem Agatha Christie. E esse cenário da sala de aula achei muito parecido com uma placa mãe ou qualquer placa dessas, mas pode ser só meu lado de engenheira falando.

Raigho: Sim! Um comentário interessante (porque Owari é só nas conexões) é quando o Araragi diz: “Ah, a Kanbaru sabe que estamos aqui, tudo bem” e a Ougi: “Nossa, você confiando nos amigos… puxa. Mas acho que não devemos deixar de tentar fazet algo.” Isso remete as palavras do Oshino (ela mesma brinca com isso) e com os traumas do Araragi, ela fica fazendo gracejos com “É, conhecer algumas pessoas consegue operar grandes mudanças.” Kizumonogatari (onde a Hanekawa ajuda o Araragi, onde ocorre a idealização da parte de ambos) e de umas falas do Araragi em Bake (Arco da Hanekawa, quando ela tá estrangulando ele e aparece as meninas ajudando ele nos lugares). É o momento de perceber a evolução e motivos do Araragi ser assim, de ajudar as meninas.

Marcela: Se nós tivemos um foco enorme em todos os personagens ao redor do Araragi com ele apenas sendo uma espécie de catalisador pros eventos, agora nessa terceira fase podemos esperar um desenvolvimento quase todo focado no Araragi. Um personagem que, não sei você nem os leitores também sentem isso, mas mesmo tendo ele quase sempre presente, sinto que… É um estranho.

Raigho: Exato! Exatamente. QUEM é o Araragi? De verdade. QUEM? O menino pedófilo? Que corre atrás da Hachikuji? Que baba pela Hanekawa? Que brinca com as irmãs? Que ajuda as pessoas? Fomos guiados pelo ponto de vista dele no começo, pulou pras meninas e a Ougi adentra no Araragi. Ela força uma entrada NO personagem. A Ougi ela vai atiçando, soltando coisas como “Ah, fazendo hora extra aqui… o relógio parou BEM no quase-horário de saída”… É interessante ressaltar o papel de superioridade. Vários ângulos onde a Ougi é vista de baixo pra cima, a sombra dela se agiganta sobre a do Araragi, ela se enrola nele, parece uma cobra. É uma “rara” ocasião onde o desconforto do Araragi não tem como ser disfarçado. É um estranhamento total.

Marcela: A Ougi… É estranho que ela tem controle sobre ele. Total controle sobre ele. O Araragi é um personagem que aparente ser desconfiado, meio denso, ele parece que não tá entendendo mas consegue sentir as sutilezas, enfrentar a opinião das pessoas. Um cara que bate de frente, uma das poucas exceções é a Hanekawa – só que né, tem toda aquela admiração. A Ougi simplesmente amarra uns fiozinhos nele e controla. Fácil, simples. É absurdo.

Raigho: A hora que ele senta. Aquele momento. Quando a riqueza-da-escuridão diz: “espera, por que você sentou bem aí?”, tem… o Araragi fica completamente desnorteado. Ele olha pra Ougi e ela não deixa tempo pra reação, já coloca algumas palavras na boca dele e insinua: “acho que você já esteve aqui hein”. A imagem do Araragi se afogando é uma metáfora para ele adentrando na própria mente. Quando ele pega o caderno e solta um grito abafado… a expressão dele. “Eu não me esqueci disso. Não tinha como.” Ele bloqueou completamente esse que foi o evento BRUTAL que abalou a própria base dele como pessoa. “Não foi o processo, foi o resultado.”

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Marcela: Cara, fiquei neurada quando ele deu aquele grito. Foram poucos os momentos que vimos o Araragi tão assustado. Por exemplo, quando viu a casa da Hanekawa. Mas até quando a Kagenui esmurrou ele até quase morrer… Nada. Relativamente calmo. Mas só de pegar naquele caderno, esbarrar naquelas memórias, o olhar da Ougi e o sorriso sempre presente…

Raigho: Vou falar disso do olhar mais pra frente um pouco, mas só ressaltando, ocorre 2 momentos no episódio onde bate uma espécie de “reconhecimento” do Araragi pra Ougi, como se ele notasse… algo. Mas então ele menciona o “julgamento de classe” e novamente, outra imagem de estranhamento: o reflexo do Araragi/Ougi se estica no reflexo da cadeira, é pra deixar qualquer um desconfortável, tudo refletindo a essência da situação. E uma piadinha bem meta ao estilo do Nisio (pela ougi, claro): “Depois você contar esse seu trauma, ela se torna uma história.” Uma monogatari. Ou seja, depois que o araragi abrir a boca, nasce mais uma peça na série/ele fica tranquilo. E FINALMENTE, a personagem CRUCIAL dessa história. Oikura Sodachi. Forte, intensa. “How Much”, sempre medindo as pessoas.

Marcela: Julgamento de classe! Raigho do céu, só pensei em Ace Attorney, o flashback do julgamento de classe do Phoenix. Senti quase uma inspiração do Nisio em Ace Attorney mas sei que é bom demais pra ser verdade. Foi nesse julgamento, com essa mesma Sodachi Oikura que Araragi Koyomi desistiu de ter amigos. “Ter amigos te faz mais fraco como ser humano”. O engraçado é que esse julgamento pareceu ser tão besta no começo, sabe, fiquei pensando “mas que exagero esse do Araragi, algo tão trivial que ele levou tão a sério…” Mas não. É muito maior.

Raigho: BRINCADEIRA RÁPIDA DO NISIO VALENDO – DIGA OS TEMAS RECORRENTES DA SÉRIE: Família. Justiça. Amizades. A aproximação que eu posso fazer aqui é a seguinte: A Ougi é uma espécie de Kurayami, ela busca um equilíbrio. Algo justo, doa a quem doer. Outro fato sobre o Araragi aparece nesse momento: ele JÁ ERA solitário. Não é uma história de alguém que PERDEU algo, é a história de alguém que abandonou até a NECESSIDADE de querer algo. Por isso é importante pensar em kizu/bake e em como o Araragi fica agindo. A imagem das sinapses, dos circuitos e o Araragi completamente fora, antes mesmo desse julgamento.

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Marcela: É, ia falar isso, porque ele fala sobre não precisar ter amigos mas ele nem tinha realmente. Ninguém avisou ele do julgamento de classe, chegou meio que de surpresa lá. E qual o assunto desse tão famigerado julgamento? A suspeita de que alguém roubou as questões do teste. Tanto alvoçoro pra… questões de um teste de matemática. Repetindo, logo que assisti fiquei: “quê. É só isso? Ninguém perdeu o peso, ficou com braço de demônio, virou deusa? Sério?” E tu, Raigho, ficou com essa impressão ou já de cara sentiu a tensão no ar?

Raigho: Tem a ver com “Euler”, na verdade o Araragi se lembrou de partes/e vai se recordando ao longo de Owari-1. Digo, esse julgamento é a fixação da Sodachi por números. Eu fiquei com receio na cena (eu já li Owarimonogatari inteiro, então sei o que rola) porque eu não sabia em detalhes o contexto…. afirmo que fiquei feliz com o desenvolvimento. O problema é o seguinte: a Sodachi acredita na beleza dos números. Ela percebu a diferença de mais de 20 pontos e sacou que algo tinha dado errado, na visão dela, era normal esse julgamento. Mas orra, 2 horas de discussão ininterrupta? Até a Gahara foi! É Danganronpa praticamente. “O evento mais desesperador da humanidade” = prova de matemática. Linguagem corporal diz muito nesse episódio, quando o Araragi vai começar a contar e dizer “foi o resultado”, a Ougi dá um safanão nele, ele já está assustado quando ela cola nele e tipo até arregala os olhos! Ela tá forçando ali, dizendo indiretamente: “enrola menos, hoje você não vai fugir disso.”

Marcela: Em especial da Ougi, porque ela não tem expressão definida. O corpo dela nesses momentos, a aproximação que ela faz no Araragi diz muito do que está pensando. E sim, 2 horas de discussão de ininterrupta sobre o teste de matemática… Se eu tivesse nessa classe, ia dar uma de Nadeko e chutar a porta bem longe soltando um belo “dane-se”. Mas o Araragi não teve como escapar porque, bom, ele estava presidiando a parada. Tudo indo nos trilhos da Sodachi.

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Raigho: Aí entramos no debate mesmo, é que no anime o capítulo 12 foram só os nomes na lousa, mas na light novel (SE não me falha a memória) tem uma lista dos alunos e características de cada um. Essa parte da discussão me confirma (em tese) uma teoria: não aparece mais ninguém na sala de aula (quando envolve o araragi) porque ele mesmo não percebe mais ninguém. Não se importa com ninguém. Os colegas dele são “nomes”, abstrações. Depois disso aí é que se tornaram nada mesmo. E ele bate na mesma tecla: “foi o resultado, foi o resultado.” “Em busca do justo, cometemos um erro definitivo. Foi aí que eu perdi minha própria justiça.”Meu deus, a parte dois desse conto. A hora da discussão.

Marcela: Primeiro, amo a maneira econômica SHAFT de ser, ao invés de fazer todos os personagens bora colocar só os nomes deles em pé, que massa. Só por um milagre mesmo animaram as pessoas em Otorimonogatari. Bom, voltando a história… Sim, a discussão. A Ougi dá uma de Poirot e quer solucionar o mistério, achando que eles não vão sair da sala enquanto não resolverem. Um clássico dos livros de detetive, o quarto fechado, etc. E já tá bem claro aí que o objetivo da Sodachi é jogar isso pro Araragi, porque ele tirou 100, porque ela odeia ele… Inclusive ao colocar ele pra ser o “juiz” é quase uma forma de falar “ei, como ele tá coordenando, pode ser justamente pra tirar qualquer culpa sobre ele”. A discussão é bem danganronpa, com todo mundo falando, nossa. Fiquei agoniada com as luzes também.

Raigho: Quando eu disse que o Shinbo estava afiado, era literalmente em tudo. OST e animação. Aquele som repetitivo, dum, dum, dum dum e as CARTEIRAS se chocando, as LUZES, a imagem estática do araragi pedindo calma e cada vez mais ele se chocavam e chocavam! Ah, haja fôlego. E focando no olhar do Araragi tremendo, tremendo, ele tentando impor ordem… puta merda. Foi fantástico. E atentem para o que ocorre: A Sodachi não fica puta da vida, quando o Araragi diz que eles precisam ir embora. É quando ele diz: “você compreende isso, não?”, frase que tem relação com “voltar para casa”, especificamente com “casa”. Vai ser explicado nos próximos episódios mas a Sodachi tem uns problemas complicados, pra dizer o mínimo. E tem se a impressão (deixo isso para cada um) de que a forma como o Araragi coloca implica certo conhecimento disso, embora ele não aparente se lembrar.

Marcela: O Araragi é mais denso do que outra coisa, me lembra muito o Kodaka pra ser sincera. Ele tenta parecer distante, tenta fingir que não lembra, pra não se machucar com essas coisas. A própria ideia de não fazer amigos por si só já é pra se proteger. Apesar de parecer ser sempre honesto com seus sentimentos, isso tá meio longe, ele ainda esconde muito de si. E a Sodachi… Puta que pariu, naquele momento. Quando ela pediu a votação… Eu gelei. Senti na alma a dor. Entendi finalmente a seriedade e o tamanho desse problema pro Araragi. Sigh.

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Raigho: O que que todo mundo faz? Pronto, vota na Sodachi e dane-se. “É pra acabar? então vamos”. E aí nós entendemos a “regra da maioria” e a imagem simbólica dos gatos com a pata levantada. O que QUEBROU o Araragi não foi só a Sodachi ter saído disso como “culpada”, mas é a própria ideia de que a venerada ideia de “justiça” que ele carregava poderia ser subvertida dessa forma. Uma justiça produzida em massa, transformando mentira em verdade porque assim é a humanidade. Influência dos pais dele (que são policiais) e muitas outras coisas estão na base do araragi, o que explica a Tsukihi/Karen serem… elas mesmas. (Ela ter saído como culpada também foi doloroso.) Explica também o motivo do Araragi ficar com uma certa “má fama” (que ele mesmo não percebia) e começar a não frequentar as aulas. “O que nos tornamos?”

Marcela: A ideia da justiça ser manipulada por números é algo que qualquer pessoa, ainda mais um filho de policiais, sente nojo. A própria pessoa que quis trazer justiça ser… Derrubada assim, jogada no lixo. O Araragi realmente é um cara sentimental, né? Sabendo que a menina odeia ele, o desespero pegou-o forte. E aí a gente vê como a humanidade é. Eles nem fizeram contato visual pra votar na Sodachi, só pensaram “é, bora jogar a culpa nela, queremos ir embora”

Raigho: A escuridão da humanidade. Nesse ponto entra a Ougi em sua primazia: “Espera, você fica aliviadinho porque contou a sua historinha?” É tipo “E DAÍ? Amigo, eu não te fiz contar essa história por nada, eu não começo um cálculo pra acabar em zero.” A Ougi diz: “A forma como você contou me diz mais do que isso.” É uma dica: o Araragi sempre coloca algum valor/quer dizer algo em suas histórias.

Marcela: Parecido com o conceito de kaii, né? Do tipo: “todo kaii tem uma razão pra sua existência”, toda história também tem um motivo, uma moral, algo a ser tirado dela. Não é apenas uma história. Pode até querer ser o Nisio falando da própria Monogatari Series.

Raigho: É, todo Kaii tem sua função, toda história tem sua moral ou ideia. Antes da Ougi falar o “culpado” ela brinca com o conceito de mistério, diz que se não tem um GRANDE DETETIVE ela fará a fala: “Eu desafio vocês, leitores.” Viu? Mesmo sendo pra TV, não mudaram essa fala. E a filha da p*ta nesse rolê era a professora. Caralho. Fiquei emputecido.

Marcela: Porra, você ficou emputecido? Eu quis socar o 2D fora dessa mulher, caralho. Quando ela falou que a culpada era a professora, logo saquei “ah, claro, ela queria melhorar a nota porque era a professora de matemática”. Até aí tudo bem, aceitável. Mas aí o Araragi diz… Diz que viu ela levantar a mão pra votar na Sodachi. Disfarçada de aluna. Se eu fosse o Araragi, tinha dado um murro nela na mesma hora. Puta merda.

Raigho: A professora estava entre eles, o gato negro. E a Sodachi ter passado de ano foi tudo na mão dela, a Sodachi some por 2 anos. Que é o mesmo período CRAWLING IN MY SKIIIIIIIIIIIIN do Araragi, “Tomodachi Iranai”. Confrontado e resolvido, a cor do cenário até volta; quando eles estão para sair… ocorre uma conversa silenciosa entre Ougi e Araragi, gosto desses momentos. Olhares.

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Marcela: Bacana é o Araragi falando pra Ougi que até parece que ela que prendeu ele lá. A safada ainda diz “nah, você tava preso no seu passado”. Pode até ser, mas todo mundo sabe né. Ougi não é algo a ser subestimado. Ainda não acredito direito em como o Araragi caiu direitinho na mão dela nessa situação, contou a história… Não sei se ele tava indo de acordo por estratégia ou simplesmente porque ela quis…

Raigho: Ela manipulou. O araragi visivelmente não tinha controle da situação. Tanto que depois ele vai até a sala dos professores, vê que a professora saiu de LICENÇA MATERNIDADE (onde brinca: “não, ela não sumiu por dor na consciência). Ele fica andando a esmo. Tipo desnorteado, tenta ver a sala de novo.

Marcela: E não acha, provando que era uma espécie de kaii mesmo. Agora, uma kaii da Sodachi, uma kaii dele, ou uma criação da Ougi? Acredito mais na última e poderia falar até mais sobre isso, só que algo muito importante acontece. SIM, ALGO. ALGUÉM. UMA DEUSA. A BEST GIRL. HANEKAWA TSUBASA, SENHORAS E SENHORES E HATERS DE PLANTÃO, APARECE! ISSO AÍ MEU LOBINHO~~

Raigho: Hahahahahaha, eu até deixei a brecha pro surto. A ending mostra um pouco do que está por vir: a Ougi guiando o Araragi até o momento em que BAM! A Hanekawa “destrona” ela. meus amigos, o confronto entre “detetives” vai ser ótimo. Edogawa Ougi VS. Sherlock Tsubasa.

Marcela: E ESSES OLHARES PRO PEITO DELA, MEU DEUS. DESNORTEADÍSSIMO, LEMBRANDO QUE ELE JÁ REJEITOU ELA PORQUE OWARI-1 É PÓS NEKO SHIRO. MAS ELA CHEGA PERTO, SUSSURRA NO OUVIDO… Ah é, a Sodachi apareceu e talz. Bizarro. MAS É, A HANEKAWA APARECE.

Raigho: A Hanekawa parece bem mais leve. Mais… consciente de seu corpo, eu diria. Os problemas da Sodachi são o próximo grande foco. Esperamos que os comentários ajudem vocês, para nós é sempre uma grande troca de ideias.

Marcela: SIM, vamos ter Hanekawa modo gênio! Lembram daquela ilustração DIVA dela com uma cara do tipo “vou te comer”, sorriso confiante e as mechas de tigre? Isso é agora, em Owari-1, e eu tô tremendo. TRE-MEN-DO. Ah, Sodachi passado dela- tá, tô zoando, vamos falar da amiguinha de cabelo branco, mas pfvr, Hanekawa aparece eu piso na cara dos haters, escrevo SAO na testa deles. Curiosa pro passado dela porque ao contrário do Raigho, não caço spoiler na net, então estou no escuro igual vocês, com exceção que manjo da cronologia e- Enfim, Raigho meu amor, vamos encerrar por hoje?

Raigho: Com certeza. Auf wiedersehen~

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E você, o que achou desse episódio? Ficou perdido? Comente lá embaixo que vamos rir da sua cara e depois solucionar sua dúvida!

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18 thoughts on “Comentário Ougimanais #01 – A Fórmula Kafkiana

    • Bem, os comentários são feitos baseados na premissa da galera ter assistido o episódio antes. Da LN ou coisas adiantadas não falamos justamente para não estragar alguma possível surpresa.

  1. Incrível como a Ougi owna completamente o Araragi, ela fica jogando as coisas na cara dele e o coitado nem tem como responder. E o que falar da Sodachi…. ela aparece apenas por alguns momentos e mesmo assim eu já gostei bastante dela, mal posso esperar até ela se encontrar com a Gahara. A temporada de outubro tá fraquinha tirando One-punch man e Noragami, mas pelo menos Owari está perfeito.

  2. Em qualquer forma de história, quando uma série muito longa de acontecimentos raros ou não ordinários ocorrem com o mesmo personagem, a pergunta comum que surge é “porque tudo acontece com esse personagem? Não existe mais ninguém no mundo pra isso acontecer?”. No fundo, já sabemos que a história é algo criada pelo autor, mas mesmo assim é inevitável argumentar sobre isso e exigir uma verossimilhança anacrônica (num sentido bem amplo e tolerante da palavra).
    A partir daí, ocorre uma polarização na discussão; os que partem para a ofensiva e acusam o autor de fazer um desenvolvimento forçado na obra e o passam a desgraça-lo. Os outros, defendem as escolhas do autor. Não é que as coisas acontecem sempre com o protagonista por sorte, mas sim que a história é escrita pelo autor e tal personagem é considerado o protagonista por ser o personagem em que todas essas coincidências convergiram.
    São duas maneiras opostas de se encarar o que é criar uma história; se é escolher um personagem como protagonista e faze-lo passar por eventos ou se é escolher um personagem que passou por eventos e torna-lo protagonista de sua história.
    Normalmente, para poder apreciar mesmo as obras mais Deus ex-machina, escolho seguir a segunda linha de raciocínio. É uma maneira safa de pensar e garante que você avalie mais quesitos numa obra do que só se foi “forçado” ou não. Auto-decepção? De certa forma, mas eu posso me dar o luxo de ser iludido por mim mesmo.
    Mas uma das coisas que mais me fascina é que Monogatari simplesmente escapa dessas duas linhas de argumentação. A maneira em que Nisio Isin construiu o universo da história simplesmente anula ambos os lados da discussão. O desenvolvimento acaba não sendo nem “forçado” pelo autor, nem é pura coincidência; simplesmente a maneira com que os Kaiis funcionam faz com que uma coisa leve a outra. De certa forma, pode-se dizer que todos os desenvolvimentos posteriores da obra sejam consequência dos anteriores.
    Mesmo em uma obra fragmentada com arcos que soam independentes, NADA é coincidência. E por isso que o passado do Araragi promete ser tão importante: não somente pra deixar uma backstory legal, ele é peça fundamental do quebra-cabeça. Ouso dizer que a mais importante.
    Agora é só ficar no aguardo até o próximo episódio. (Textwall? Eu? Quando?)

    • Tyr! Sempre um prazer seus comentários, sejam longos ou não, o importante é a presença! O próprio conceito de Kaii já é algo fascinante, ele se encaixa em qualquer folclore e ocorre… porque tem de ocorrer. O Araragi sempre pareceu “bloqueado” internamente, olhar para ele sempre foi ver uma fresta/algo mais obscuro, é fantástico finalmente entender o que o torna _Araragi Koyomi_.

  3. “[…] eu piso na cara dos haters, escrevo SAO na testa deles.”

    HAUSHUHASUHAUHSUHSAUHUASHSAHUASUHSA Best comentario, e Marcela, parece que SAO vai ter um filme ou algo do tipo com conteudo inedito em 2016, vai ter mais ódio/comentarios?

  4. Agora sim! Acompanhar Monogatari sem vocês não é a mesma coia. Pena que não falarão de Tsuki.

    E olha só como é a vida. Reassisti Tsuki esperando que Owari fosse continuação, aí vem o Araragi e diz que tudo aconteceu em outubro. Pausei o episódio e fui no post da cronologia (que vai precisar de uma atualizada agora com Owari) ver exatamente aonde essa monogatari se encaixava. Aliás, esse é um grande exercício mental, que só deve aumentar a cada episódio: ficar procurando o que é consequência dos arcos anteriores e o que é a causa de mudanças futuras.

    O que eu mais gostei nessa estreia foi a abordagem do poder da maioria, da tão desejada democracia. Desde Nise com a conversa sobre o que é falso e verdadeiro, é sempre incrível ver a subversão que faz Monogatari com conceitos comuns, mostrando lados que normalmente não vemos. E ver esse lado obscuro e assustadoramente real de algo que nos rodeia realmente dá um desânimo na humanidade.

    No mais alguns comentários rápidos:

    1 – No final não pude evitar de achar a reação do Araragi à situação do julgamento um pouco exagerada, mas como foi falado, não se tratou de uma mudança abrupta de comportamento, e sim um aprofundamento numa situação que já existia.

    2 – Achei uma decisão correta cortar a cena comentada da Ougi arrancando o estômago dos outros. A pegada do episódio é toda psicológica. Eu mesmo já estava me sentindo desconfortável com os ataques da Ougi.

    3 – Hanekawa está livre leve e solta depois de Neko Shiro, isso ainda vai render cenas maravilhosas aposto. A propósito, Hanekawa é a best girl, isso é indiscutível, mas ver a senjougahara dando chocolate pro Araragi e chamando-o de Koyokoyo fui de derreter corações em Tsuki.

    4 – A personagem que desbanca a Ougi na ED não é a Sodachi?

    • Estamos planejando falar bem da cronologia, mas precisamos arranjar um pouco de tempo/ver a abordagem. O que pegou com o Araragi é que isso abalou a crença dele de justiça, que embora (não pareça para nós) tão exacerbada quanto a das irmãs, é algo muito intenso. É uma crença pessoal que repentinamente foi estilhaçada. Se você curte fanservice Gahara/Araragi espere por Owari-3 na parte “Hitagi Rendezvous”, é literalmente sobre o encontro deles. Na verdade quem desbanca a Ougi é a Hanekawa mesmo (mencionando mais, é justamente na parte em que a Ougi tá no controle e “entra” no Araragi, ao lado ali você vê a Karen, Tsukihi e a própria Shinobu se não estou enganado), porque a Sodachi surge logo depois (com a maria-chiquinha) e fica ao lado do Araragi. Se não me engano na cabeça da Hanekawa tem uma espécie de máscara de gato, a caracterização (deus louve o Hajime Ueda) é como se ela fosse um detetive mesmo.

      • Tá certo, a Hanekawa vem e dá uma voadeira na Ougi, depois aparece a Sodachi. Dei importância a isso porque fiquei tentando encontrar algum simbolismo oculto ali, mas não tenho vocação pra isso XD.

        O Araragi e a Gahara não são mostrados juntos com tanta frequência, então quando aparece é sempre bacana.

  5. Ler os comentários de vocês é tão bom para me fazer entender melhor o que minha mente lenta de raciocínio não consegue perceber por si só…Certeza de bater ponto aqui toda semana além de quem sabe fazer algum comentário mais bem elaborado em relação a obra assim que assimilar melhor “Owari”(o que foi complicado nessa estreia).

  6. O Araragi não tem senso de justiça nenhum,apenas consternação/pena.Ele é apenas o ‘Shounen-Boy’ da série (referindo-se a Shounen,na dada expressão,como gênero).Piedoso,suave e bondoso.Acho estranho o autor ter estimado tanto a Hanekawa como algo branco e puro já que uma coisa desse tipo seguiria convicções inerentes de seu próprio ser e não da sociedade.O Araragi seria uma definição muito melhor de ‘Branco’,de um ser que segue um comportamento imanente.A Hanekawa seria mais como uma marionete controlada pelos cordões da sociedade.Uma pessoa seguindo o fluxo,a ‘onda’ a conduta ‘correta’,conceitos os quais são forçados na mesma por outra entidade,razão dela ser reprimida e frustrada.(Sendo também a razão pela qual eu não tenho muito apreço pela personagem).

    Sinceramente não vejo como essa história poderia trazer algum desenvolvimento ao personagem.O próprio autor deixa a entender que,Araragi não se esquecera de nada,que ele somente não pensa muito sobre as coisas das quais não gosta.Já que ele não se esqueceu,fica implícito que,quaisquer coisas ocorridas em seu passado,já tiveram efeito no jeito atual de ser do protagonista.Não é como se por exemplo alguém,depois de uma amnésia,começasse a viver uma nova vida e a aceitar novos paradigmas.Posteriormente a pessoa descobriria sobre seu passado e lembraria-se de que vivia sob ideais completamente diferentes,causando assim um choque de princípios.

    Bem decepcionado com tudo até agora,vamos ver se melhora…

    Btw

    A redatora odeia SAO porque?

    • A questão não é o fato de que ele já passou por isso ou que não esqueceu, tudo isso apenas reflete em como ele é AGORA. A ideia do arco é justamente colocá-lo pra enfrentar essas situações AKA o retorno da Sodachi as aulas e refletir uma mudança nele.

      Mostrar o que ele passou ajuda sim a entender o personagem e a personalidade dele, mas além disso ele vai enfrentar a situação já modificado por esses ocorridos.

      Ah, a redatora, eu mesma, odeio SAO porque é a coisa mais natural a se fazer.

    • Justamente por ser o ‘Shounen-Boy’ que ele procura a justiça, não uma justiça absoluta, do tipo em que ele sacrificaria sua família em nome de algo maior, por exemplo, mas sim uma justiça derivada da bondade, o que faz com que ele se revolte quando um inocente leva a culpa. Ele não grita aos quatro ventos “Eu quero ser o héroi da justiça” ou qualquer coisa do tipo, mas procura viver praticando o que ele acredita ser justo.

      E quem tem/tinha uma visão idealizada da Hanekawa é o Araragi, não o autor. Inclusive todos os arcos dela são uma desconstrução dessa imagem. A própria Black Hanekawa (que é chamada de black pelo Oshino por ser o lado “obscuro” dela) é visualmente branca, podendo indicar justamente que seguir as próprias vontades é o “verdadeiro branco”.

      Eu espero um desenvolvimento sutil pro Araragi, bem sutil, o que, pessoalmente, é muito melhor do que uma mudança radical de atitude e mentalidade. Afinal, não há problema em uma pessoa rever certo acontecimento do seu passado, refletir, e tirar uma mensagem daquilo, que antes não tinha tirado, sem necessariamente implicar numa mudança brusca de paradigmas. Acredito que o mesmo se aplica aqui. No final isso pode deixar uma sensação de ~tudo foi inútil, ele continua o mesmo~ pra alguns? Acho que sim, mas mesmo se acontecer eu provavelmente não vou me incomodar.

      • Não somente o Araragi,a série como um todo(logo o autor também) ‘venera’ essa característica dela.Isso fica evidente em vários momentos da série como,por exemplo,no monólogo do Kako.

        Deixando de lado os devaneios ideológicos de um protagonista Shounen,o substantivo justiça é melhor classificado como “reconhecimento do mérito de alguém ou de algo”.No caso de algum ‘crime’ significaria o ‘reconhecimento’ da culpa,ou seja,de quem cometeu o ‘delito’.As medidas a serem tomadas depois seriam atribuídas pelo código penal vigente onde o ato ocorrera.Qualquer outra definição de justiça advém de opinião pessoal.Só por isso,as razões por detrás das ações tomadas pelo Araragi já podem ser definidas como pura bondade/ideologia(o ADJETIVO “justo”).

        O Araragi tá no nipe de personagens de animes como “Naruto” e “Bleach”,em parte quanto ao seu jeito de ser,mas principalmente devido a sua filosofia de vida.O personagem é um tanto medíocre em relação aos outros da série.

        Você parece ter uma impressão diferente de ‘desenvolvimento de personagem’ da que eu tenho.Só uma pequena mudança não faz com que isso aconteça.

        Já que o arco é do Araragi,eu fiquei ansioso para ver alguma progressão notória do mesmo.Não me apetece nem um pouco entender a razão da personalidade estereotipada dele.O primeiro episódio não abriu nenhuma brecha para isso e depois de ver o comentário do Raigho sobre a Hanekawa fiquei ainda mais desanimado.

        • Bem, o Kako nasceu pra proteger a imagem “pura” da Hanekawa, então claro que ele a veneraria (até que ponto o Nisio compactua/gosta desse pensamento eu não sei, mas a própria Hanekawa rejeita essa proteção). Mas tem outra característica dela, mais importante, que as pessoas admiram, que é a inteligência. Não que os outros personagens separem a inteligência da personalidade, mas o que a faz ser vista com um status diferente é principalmente o intelecto, acredito.

          Se bem que juntando tudo isso (visão idealizada do Araragi + narração da série feita por ele, em sua maioria + opinião geral de que a Hanekawa é incrível) temos a Hanekawa sendo colocada em um pedestal, no geral. Acho que entendi o que você queria dizer rsrs.

          Sim, pra mim uma pequena mudança já pode ser considerada como desenvolvimento. E às vezes a expressão mais apropriada é caracterização de personagem, que, dependendo de como é feita, da obra, da situação, etc, é tão bom quanto um desenvolvimento. E em certas situações é até meio incerto qual dos dois acontece.

          Entendo o que você quer dizer. Explicar o estereótipo as vezes soa estranho/chato. Por exemplo, quando eu assisto um harém echi genérico e eles tentam explicar porque as meninas gostam do protagonista dificilmente eu me importo, porque além de não mudar o resultado ainda é feito de maneira porca na maioria dos casos. Eu mesmo cheguei em Owari esperando uma continuação de Tsuki, mas mesmo não me entregando o que eu queria o episódio me conquistou.

  7. Cara, mas q inicio frenético.
    A Ougi guiando o Araragi (a gente) através desse trauma, aprofundamento de pensamento, foi muito bom. Ele (nós) estávamos o tempo inteiro nas mãos dela (dele?).
    De inicio pensei meio forçado de mais a reação do Araragi a um julgamento por causa da cola numa prova de matemática… mas ai quando vc sabe sobre a atitude da professora, e ainda sabendo sobre a família do Araragi, de fato, da pra se ter uma noção de como aquela situação realmente pesou para ele.
    Na verdade toda essa situação me lembrou o recém finalizado mangá da jump Gakkyuu Houtei.

    Hanekawa Tsubasa. Sem mas. Apenas. :3

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