O que tem por trás do nosso hobby?

1357093385441Por trás do hobby tem algo muito grandioso, assim como em peitos pequenos.

Yaho!

Ultimamente tenho estado nessa onda de pensar um pouco demais as vezes e vir fazer esses posts completamente sem planejamento. É, eu sei, tem uma coluna bem ali chamada Raigho à Toa dedicada a essas filosofias, mas nosso amigo Raigho está tão ocupado quanto eu, até mais, então não tem esse luxo. Quem sabe a gente renomeia pra O Lobo e a Gata à Toa? Ou outro nome melhor. Podem sugerir aí nos comentários.

Vim aqui com um propósito… Enquanto estava preparando meu maravilho café da manhã e sendo atacada pelo titã o qual chamo de cachorro (ele pesa maravilhosos 46 kgs), estava pensando: por que será que eu assisto animes?

522479-screenshot068Uma resposta como “porque eu gosto” não é satisfatória. Bom, pra maioria pode ser, porque o lema é levar a vida na simplicidade – pra que complicar? Entretanto, acredito que tenha algo a mais, algo por trás desse puro gosto. Vocês podem achar que estou exagerando – afinal, sou uma pessoa exagerada no geral e os SAOmanais são uma prova verídica disso -, só que… Só tem. Sabe, quando você tá explorando um mapa em jogo de mundo aberto e vê um lugar em específico que parece suspeito, mesmo que nada no mapa aponte pra isso? É assim que me senti pensando sobre o assunto. Por trás de toda pessoa assistindo animes e lendo mangás, tem algo por trás.

Afinal, por que vocês começaram a assistir anime (podem colocar nos comentários, tá)? A maioria pode chegar e mencionar a falecida TV Manchete, ou gente mais novinha como eu (e rica), que viu no Cartoon e no melhor canal do mundo – A falecida Fox Kids e desde então essa paixão que começou como uma chama cresceu em um incêndio. Normal. Boa parte começou no Dragon Ball básico e já tá lendo mangás que nem as pessoas do Japão leram. Assim como tem gente que lembra ter dado energia pro Goku mas hoje tá nas séries da vida. Não julgo, não julgo. 

Começaram e… Por que continuam? Quero dizer, conheço gente de todas as idades e todos os tipos vendo anime. Conheço gente já nos seus 30 anos que ainda vê anime – as vezes com mais intensidade que eu. Conheço também gente nos 25, 20… Viram aquele cara de cabelo espetado e bombado levantar as mãos e desde então não conseguem largar isso! Assim como acontece com os quadrinhos americanos, esses hobbies que a sociedade julga como algo que pertence apenas à crianças são carregados carinhosamente até a fase adulta, talvez até a velhice.

Bom, óbvio que eu não vim aqui apenas com perguntas! Também vim com teorias, porque sou dessas pessoas babacas que gosta de passar tempo sozinha em silêncio pensando em besteiras assim. E como boa pessoa babaca sou, vou trazer meu exemplo pra tentar entender o resto. Espero que me acompanhem até o fim.

Tá, eu assisto animes. Comecei no Cartoon, Fox Kids e simplesmente não consegui largar. Olhava uma estrela no céu e pedia pra virar uma Card Captor (acredite, queria estar mentindo sobre isso) de tão empolgada que era. Hoje posso não ter a mesma empolgação… Não, isso é uma mentira. Ainda tenho a mesma empolgação de quando era uma criança. (mas agora que olho pra uma estrela é pra pedir pra ser opp-)

Konachan.com - 71987 card_captor_sakura kinomoto_sakura seifukuPor exemplo, tava lendo Fairy Tail hoje de manhã (é meu guilty pleasure) e comecei a ficar empolgada. Levantei da cama dando soquinhos, soprando fogo e lutei com meu cachorro, tudo isso pensando nos capítulos que tinha acabado de ler. Então, de repente, enquanto ele devorava meu braço, simplesmente me veio: por que é que eu me sinto tão mais viva depois de assistir um anime ou ler um mangá? Por que será que, quando relembro de cenas de obras que li ou vi, meu corpo reage de imediato e fico tão empolgada? Então aí encontrei a minha resposta: entre tantos e tantos motivos pra assistir anime, o principal é que faz me sentir mais viva.

É contraditório, né? Pessoas com hobbies iguais os nossos geralmente são considerados os sem vida e a desgraça da sociedade, que se masturba pra garotinhas. Somos antissociais, estranhos, esquisitos, ouvimos música em uma língua que parece bruxaria e temos um dialeto próprio. Diabos, por que então, se tanta gente acha que isso é a coisa mais creepy que tem, eu me sinto tão, mas tão mais viva quando estou cantando minhas músicas de bruxaria e dando soquinhos no ar?!

1330890859095

Foi o que a vida disse pra mim.

 

A verdade é que o mundo real é chato. Sim, tem muitas partes boas, mas até chegar nas partes boas, digamos que 70% é chato. Lidar com pessoas que não gosto, fazer coisas que não gosto, estudar e estudar pra me decepcionar, trabalhar horrores pra as vezes não ser reconhecida; parece tudo uma ilusão de tortura. Mas ao fim do dia, ou quem sabe nos intervalos das coisas chatas, tem esse pequeno prazer de ver algo mais legal (ou as vezes ainda mais deprimente, sabe-se lá se você tá lendo Oyasumi PunPun e outros mangás depressivos) e interessante. Fugir da realidade? Com certeza, não neguei isso em nenhum momento! Mas qual o problema dessa fugazinha? Não estou fazendo minhas malas pra largar o 3D (ainda), apenas… Fazendo meu coração bater com um pouco mais de força.

São esses momentos em que dou soquinhos no ar com a música tema de Fairy Tail, ou recito as falas quando rerererererevejo Nekomonogatari (Shiro), ou apenas grito FUCK RACHEL após ler um capítulo de Tower of God que eu me jogo pra trás na minha maravilhosa cadeira de rodinhas, com um sorriso largo no rosto e penso “Isso é bom demais.

O que acho que principalmente há por trás do nosso hobby é um pouco dessa fuga e… Um alívio. Um alívio de que, mesmo com tudo que tem lá fora, você pode voltar a ser um pouco mais infantil, ser um pouco mais ridículo e excêntrico, sem se preocupar tanto com… Bom, tudo. Por favor, não vão se trancar em casa pro resto da vida e fugir pra sempre. Afinal, o que faz esse alívio ser tão aliviante é o fato de ter tanta, tanta merda atrás dele.

Bom, isso é o que acho que tem por trás do nosso hobby. E você? Acha que tem mais algum motivo? Apenas se masturbar pra garotinhas? Comentem lá embaixo e façam meu dia mais feliz.

As vezes é bom só fazer jutsus, soltar um getssuga tenshou ou procurar pedaços da jóia de quatro almas.

the_girl_who_leapt_through_time

Advertisements

13 thoughts on “O que tem por trás do nosso hobby?

  1. Palmas e repolhos frescos pra você Marcela, me identifico bastante com seu ponto de vista.
    O que me leva a ver animes é esse sentimento de “Renovação”, esse jorro de energia e euforia que vem quando você entra numa história boa, ou nas simples risadas geradas por uma comédia romântica medíocre, ou as lágrimas em uma história triste, a harmonia e paz de um SoL, tudo que te envolve e te faz invejar um pouco a vida daqueles personagens.
    Todos os finais, trágicos, bons, épicos, o protagonista ficar com a garota errada no final, injustiças e ódio por personagens filhos da puta, são eles que nos motivam a ver anime. De certa forma, é por odiarmos a mediocridade e ansiarmos pelo que é interessante que não temos como não nos apaixonarmos por personagens, que sentimos saudade daquelas vidas cotidianas que não tem como não ter feito parte, que não temos como não admirar todo aquele mundo com habilidades e magias e as tentativas de justificar e racionalizar os poderes dos personagens. E por isso que não somos capazes de odiar um final triste o suficiente pra te fazer chorar; algo que te toca tanto, por mais triste e injusto que seja, é algo bom.
    Mas não se sinta na necessidade de falar mais do que isso Marcela. Apreciar isso não é uma fuga da realidade. É natural. Não é necessário isso ser MELHOR do que sua vida pra valer a pena. Ninguém pensa que gostaria de trocar de vida com um personagem de anime porque sua vida é uma merda, mas sim porque aquela é uma boa vida.
    Pessoal e sinceramente, eu sou muito satisfeito com minha vida, sou baixista de uma banda, tenho uma namorada que planejo pedir em casamento em breve, minha vida nunca esteve melhor. Logo não pensaria que gostaria de “Trocar” de vida com tal personagem, mas sim que seria ótimo se eu vivesse aquela vida. É um anseio por aqueles mundos e histórias, tão abstrato e primitivo em sua essência que não deve ser encarado com uma racionalidade do tipo que te obrigaria a escolher se prefere viver no 2d ou 3d.
    E é assim com qualquer história que consegue te capturar e envolver, assim como é com qualquer obra de arte, seja ela música, uma pintura, cinema, literatura ou dança. A diferença é que histórias, como a de animes, te passam o sentimento através de algo palpável como uma “vida”, diferente de uma música que te passa um sentimento através de algo imaterial e abstrato. Logo não temos como não nos envolver pessoalmente nelas, ao ponto de desejar te-las vivido. É assim que as artes concretas funcionam. É criando uma vida invejável, uma história maravilhosa, um final épico que elas evocam um sentimento e desempenham seu papel como arte.
    Narrativas são narrativas, histórias são histórias, o formato que você prefere elas é mera preferência pessoal. Como se acaba gostando mais de animes do que de poemas ou de crônicas? É pura coincidência.

    • Seu comentário foi melhor que meu post, Tyr. De verdade, quase chorei lendo. Espero chegar nessa satisfação de vida que você tem, e faço das suas palavras as minhas.

      Boa sorte com sua namorada, aliás. Torcendo pelo sim.

      • Obrigado mesmo Marcela, suas palavras significam muito pra mim, como admirador do seu trabalho e do Raigho nesse blog. E também estou torcendo por tal sim 🙂

  2. O motivo para que eu continue a assistir animes, a ler mangás? Descobri isso ha 4 anos atrás, na época em que fazia pré-vest. Descobri que gosto de ouvir, ler BOAS estórias. Por isso, hj, já não fico apenas nos animes e mangás (apesar desses serem meus maiores focos), mas também leio livros, HQ’s, vejo filmes, séries, jogo jogos (?? kkkk’).

    Pode não ter sido esse o motivo inicial (afinal, li meu primeiro mangá (o volume 12 de Cdz lançado pela conrad) quado tinha por volta de 7 anos e vi meu primeiro anime ( DBZ, CdZ, ou YuYu na finada rede Manchete(ainda mais jovens, 5 anos provavelmente)) hj com 21…. da pra dar uma mudada na mentalidade, né? kkkkkkk’), mas com certeza é o motivo pelo qual assisto animes, leio mangás hj em dia.
    Uma fuga da realidade, não necessariamente (acho q nem chega muito perto disso), mas de fato, viajar um pouco nesses vários universos onde coisas fantásticas ocorrem é bom 🙂

    Haha, até hj, de vez em quando quando não tem ninguém olhando, junto as mãos tentado fazer alquimia a lá FMA XD

    • Fazer alquimia é uma rotina diária na minha vida. Sempre que mencionam troca equivalente, alquimia ou algo do gênero eu junto as mãos e bato na superfície mais próxima.

  3. Comecei com a programação da RedeTV: Fullmetal Alchemist (2003) e o clássico Hunter x Hunter. Eu estava fascinado com o enredo do primeiro — imaginava se algo assim era mesmo possível fora da tela, a alquimia —, totalmente encantado com aquilo, eu tentava reproduzir. Eu não acho que se trata de uma fuga, não para todo mundo. Insisto em uma boa história, que fique por inteiro na minha memória, assim como Fullmetal Alchemist. Eu gosto de matar meu tempo assim, com uma boa história.

  4. Excelente post, so não fui com cara dessa linha (apenas brincando):

    Por favor, não vão se trancar em casa pro resto da vida e fugir pra sempre. Afinal, o que faz esse alívio ser tão aliviante é o fato de ter tanta, tanta merda atrás dele.

    kkkkkkkkkkkkkk
    Quem que não da uma trancada no quarto em vez de quando :p

  5. Tipo, a gente se pega fazendo cada coisa por conta desse hobby, que em sua maioria nos tacham de estranhos, esquisitos e tudo mais,,,,,mas e daí? É um mundo divertido esse, , , não lembro exatamente quando comecei o hobby, porém, tenho certeza que não largarei mais, tá mais pra vício mesmo,,,rsrsrsrsr
    Excelente post!!!! (y) *-*

  6. yo, eu começei a ver animes foi na tv globinho msm -qq vendo inuyasha, bragon ball, depois na band o cavaleiros do zodiaco, mas só, pq so podia ver pela tv, até ouvia fala de alguns outros mas só. até q um dia, na sexta serie uma amiga me falou de um site para ver animes, e foi a primeira vez q vi um anime online, Death note e quando eu terminei de ve eu fiquei assim, “qro ve mais” e fui procurando outros animes e assistindo e a medida q eu fui procurando eu fui me interando sobre o assunto, cm se organizava, os generos, epoca de lançamento, mas oq gero td esse boom? pra min foi qrer conheçer novas historias, e o motivo para q eu veja um filme, serie, livro, anime, é conhecer historias, e aconteceu de q as de animes serem as q mais me agradam. LoL acho q dei muita volta e acabei n dizendo mto do q importava. Bem eu começei a ver animes por que gosto de conhecer histórias e aprender com elas, quanto mais “unica” e dos generos q eu gosto, melhor.

  7. Não é nem que as vezes é bom, é sempre meio que a melhor coisa do mundo de certa forma. Realmente há muito mais do que simplesmente diversão ou querer ser mais “jovem” vendo um anime ou lendo um mangá. Há um prazer todo especial em poder ler/ver algo daquela obra que te empolga e fascina e te faz querer pensar mais sobre a sociedade e sobre seus trejeitos e/ou sobre qualquer outro aspecto mais especifico da vida. Meio que a cada vez em que leio mangás e assisto animes eu me sinto mais vivo, mais feliz, mais interessado por alguma coisa, mais apaixonado pela essência humana (pois afinal várias pessoas derem algo de si para aquele trabalho ser feito, trabalho esse que sempre é feito com o intuito de divertir, informar, fazer bem a vida de alguém) e pela capacidade que temos de nos enxergar nas histórias que conhecemos, de nos emocionar, de aprender mais e mais sobre qualquer coisa, de querer melhorar como pessoas, de refletir sobre as nossas vidas assim como as vidas do que estão ao nosso redor e sobre o mundo em que vivemos. Um hobby não é somente diversão por diversão, se você leva a sério o que gosta e acredita que faz bem a você e te faz ser uma pessoa melhor em quaisquer aspectos então um hobby é sim uma das coisas mais bacanas da vida!

  8. Ow! Havia certo tempo que eu não lia algo que conseguisse me atingir de maneira tão boa! Vagando pelo Facebook, acabo que por recomendação, visitando pela primeira vez o Otomegatari, já me sinto desta maneira. Como eu não conhecia aqui antes me pergunto. Hehe

    Apesar de sim, ter influências da minha infância com Dragon Ball, Pokémon, Sonic X, passei a realmente acompanhar e seguir de maneira constante este estilo de vida a certo tempo atrás, uns 3 anos mais ou menos. E confesso que a partir desse ponto, não parei mais de me apaixonar por este mundo.

    Eu tenho dois pontos que me fazem querer continuar e nunca deixar de ser um otaku. O primeiro são os sentimentos que cada história passa para meu ser. Alegria, raiva, comoção, força de vontade, excitação (em todos os sentidos possíveis. Kk). A maneira que cada enredo consegue me fazer sentir e experimentar certas coisas. Isso faz com que minha alma pegue fogo! E enquanto eu me sentir dessa maneira, não penso em mudar.

    E o segundo é porque sou um pervertido que ama uma boa história e que também ama um bom ecchi. Hehe

    Um ótimo post Marcela-san! Foi o primeiro que li e tenho grandes expectativas pelos outros. Continue com o bom trabalho! Katreque is Out!

  9. Pingback: REVIEW – Tamako Love Story e quando os clichês funcionam | OtomeGatari

Dê sua opinião!

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s