A dor e a alegria de ser mãe… Digo, blogueira

BpEjq-mIMAAW4R4Não é fácil não.

Yaho!

Primeiro, obrigada pelo título e ideia do post, Raigho, aposto que vai ter gente lendo rápido e achar que fiquei grávida de um bebê lobo ou coisa do tipo. Claro que não pessoal, o Raigho é fêm-

Então, por que essa ideia de repente? Bom, caso não saibam, hoje é o aniversário de 5 anos do Elfen Lied Brasil, vulgo aquele blog muito louco onde a Beta Blood jura não usar nenhum tipo de droga mas consegue ter as epifanias mais insanas e interessantes sobre diversos mangás/animes/obras japonesas bizarras no geral. Parabéns pra eles, porque, como digo aqui, no twitter e na vida real, o ELBR e o falecido-espero-que-volte-algum-dia Argama são minhas grandes inspirações e motivações pra ter começado o OtomeGatari em primeiro lugar!

Tá, mas eu não vim aqui puxar o saco de ninguém. O que aconteceu é que eu vi a postagem bonitinha deles, li os relatos e comecei a divagar a respeito das origens do OtomeGatari e tudo mais. Vocês já devem ter ouvido a história de como começou o blog várias vezes, então realmente não vou me deter nisso. Mas o que veio a mente foi como é ser blogueira/blogueiro, administrar um blog, essas coisas todas…

Essa imagem não tem nada a ver com o post

Essa imagem não tem nada a ver com o post

Vai parecer um desabafo, mas acho que é mais uma reflexão e um artigo de opinião. Tenho cara de quem desabafa no meu próprio blog? (sim, em todo SAOmanal)

Assim, ter um blog é muito divertido. No começo, você chega muito empolgado e tem mil ideias. Logo que o Otome começou, gente no twitter comentava “caramba, quando será que as ideias da Marcela vão acabar?”, porque eu tinha um bloco de notas cheio de posts e saía mais ou menos 2 ou 3 posts por semana. Logo que você começa, de repente tudo aquilo que você queria falar pra internet vem de uma vez só. Então você, escreve, escreve, escreve…

E aí?

E aí que depois de algum tempo isso para. Você percebe que escreveu mais ou menos tudo que tinha na cabeça e te motivou a começar aquilo e agora nada vem a mente. O desânimo começa a bater. As postagens diminuem… Uma por semana… Uma por mês. Até que a única coisa que sai no blog são pedidos de desculpas por não ter nenhum post novo. Eventualmente nem pedidos de desculpa você escreve mais, até que finalmente desiste e escreve um adeus lindo, filosófico sobre como a vida anda complicada.

Todos nós já fizemos isso.

Já tive o quê… Três blogs antes desse. O primeiro, foi o “Tia Macumba”, onde meu eu pré-adolescente de 12 anos ia falar mal de coisas que me irritavam, como o fato do novo filme de Harry Potter não ter seguido o livro. Sim, eu tinha 12 anos, óbvio que ia falar só merda. Depois fui largando, ficando com preguiça.

Então, você tem a ideia brilhante de se juntar com os seus melhores amigos e dizer: “Vamos fazer um blog?“. Existem variações disso que incluem: “Vamos montar uma banda”, ou “Vamos criar um jogo”, ou o mais recente “Vamos montar uma equipe de LoL”. Logo, eu e mais dois grandes amigos criamos o “Geladeira Aberta”, onde só tinha coisas podres. Durou uns 2 meses… Eventualmente cada um seguiu com sua vida e largamos ele lá também.

Por último, veio o “Girafa Anã”. Girafa Anã é uma série de quadrinhos que eu faço desde minha 8° série depois de ver um blog de uma amiga da minha amiga, onde ela animalizou a personalidade dela e transformou em tirinhas muito criativas. Óbvio que a guria manjava de photoshop e corel, então as tirinhas eram lindas. As minhas eram/são feitas numa agenda de colégio com caneta nanquim. Pra informação de vocês, tem mais de 100 tirinhas lá! Enfim… Criei o blog pra scanear as tirinhas e postar lá. Só que até isso me deu preguiça… Fiz uns dois posts de desculpas e super motivacionais até largar ele completamente.

O que eu quero dizer com isso?

ss (2014-02-23 at 02.23.41)O que eu quero dizer é que as vezes um blog pode servir como reflexo das nossas próprias atitudes ou da nossa própria vida. A incapacidade de seguir com projetos e a facilidade que nós temos de desisitr. Isso é válido pra tudo: faculade, trabalho. Até hobbies. Quem não tem aquele violão todo empoeirado porque você pediu pros seus pais comprarem e jurou que ia aprender?

É difícil, não vou negar. Não é fácil e nunca será, mesmo que você tenha paixão de sobra. A vida é uma questão de manipulação de tempo livre. Tempo livre, todos temos. Mas é tão difícil administrá-lo que parece que a vida fica resumida a acordar-faculdade/trabalho-estudar/trabalho-dormir. Você quer começar a fazer um esporte, mas “não tem tempo”. Quer aprender um instrumento, mas “não tem tempo”. E assim vai… Projetos são difíceis de manter. Pior ainda quando você depende da receptividade de outras pessoas! Afinal, quem consegue manter um blog que tem… 50 views por dia? 100 views? Não é apenas uma questão de ego, é ser perguntar “por que estou fazendo isso”.

Ninguém quer se esforçar em um blog que é visitado por… Bom, ninguém. Eu diria que conseguir views é bem mais complicado que mantê-las! Afinal, você tem que convencer quem está lendo que seu blog não é mais um de milhares que surgem aí falando de animes super empolgados e dizendo que são “diferentes” (mas o Otome é diferente, podem confiar-). Tem que criar sua identidade pra que as pessoas comecem a gostar. Depois disso, continuar fornecendo a essas pessoas o material de sempre e melhor pra que elas continuem gostando…

É difícil. Não me canso de repetir isso.

Mas…

1312259435072É gostoso também. Não é gostoso como um pedacinho de chocolate branco, não. É gostoso como uma tigela de meio litro de açaí, que acabou de ser amassado, bem docinho!

Você tem uma inspiração, vem aqui, escreve. As views começam a subir de novo. As pessoas comentam: sejam xingamentos, sejam elogios, sejam textos enormes que você tem que ler porque pensa “cacete, esse maluco veio aqui escrever um bando de coisa sobre meu post. Que foda.” Pessoas compartilhando suas paixões, seu ódio por algo, comentando a respeito! Gente que tu nunca viu nem verá na vida, se importando com sua opinião. Sem dúvidas, é um sentimento mágico.

Então… É. Talvez o post tenha saído como um desabafo, né? Mas é porque isso tava no kokoro, queria falar e queria postar. Compartilhar com vocês esse ~insight~que tive. Talvez seja verdade pra uns. Talvez uns pensem agora em reviver seu blog com nome ultra criativo que só teve a postagem de introdução!… Bom, quem sou eu pra julgar?

Mas seria bacana se as pessoas tirassem seus violões empoeirados do armário e tentassem aprender a tocar mais uma vez.

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13 thoughts on “A dor e a alegria de ser mãe… Digo, blogueira

  1. \o lol /o/ lol \o\ lol /o/ lol \o\ lol /o/

    …não sei pq escrevi isso, só deu vontade kkkkkkk’

    Mas então, já cheguei a ter um blog, inicialmente era pra ser para um trabalho de filosofia no meu segundo ano do ensino médio e depois eu iria comentar sobre a “cultura pop q eu curtia”… mas a preguiça bateu, o tempo livre foi sendo consumido (igreja, amigos,livros, mangás, animes, jogos)… e bom, ele tá lá abandonado (com 5 postagens, acho). Uso ele de vez em quando pq tem uns links pruns sites q visito kkkkk’

    Mas, de fato, espero q o Otome seja diferente por um bom tempo 🙂

    • Somos todos assim, relaxa. Ter blog e largar é tipo namorar aquela pessoa feiosa que na época não era tão feia assim.

      Espero que continue diferente assim por muitíssimo tempo!

  2. Que post lindinho Marcela, renovo minha paixão platônica por você toda vez.
    É difícil realmente manter esses projetos de vida, ainda mais em um meio tão efêmero como a internet. Todo mundo está aqui de passagem, a morte de um blog geralmente não é a mesma coisa que o seu restaurante favorito fechar. E isso se dá integralmente pela diferença de valor que quem posta acha que pessoas dão para cada um. Eu comecei um canal no YouTube pra postar covers de músicas, me dediquei pra caramba pra gravar, editar, mixar as músicas, além de sempre escolher as mais difíceis que conseguia tocar. Cheguei a algum reconhecimento, cerca de 100 inscritos, mas perdi a perspectiva. Meus views e inscritos não cresciam, me senti parado no tempo e parei de postar. Nisso eu pensava que realmente ninguém ligaria se eu fechasse o canal, e provavelmente ninguém ligaria mesmo, mas a diferença disso pra quando o dono fecha seu restaurante é que ele o faz hesitante, por crer que haviam fregueses que gostavam de sua comida. No fundo, talvez ninguém ligasse também. Mas a realidade nessas horas não importa, só como você vê a realidade.
    Colocar seu trabalho na internet, seja ele uma historia, uma música ou um post de blog pensando em sucesso é autodestrutivo, ou pelo menos o foi em minha experiencia. Amo o Otomegatari, então rezo silenciosamente pra um dia ele voltar de cabeça.
    Não vou dar lição de moral nem conselhos depois de falar minha experiencia pq não sou ninguém pra falar olhando pra baixo pra alguem, se for pra meu caso ser útil que ele seja, se não, foram só letras jogadas fora.

    • Falou muito bem. Colocar seu trabalho já pensando que daqui a dois meses vai virar o novo Jovem Nerd e você estará viajando pela Europa é autodestrutivo na certa. Tem que ir na paz, na calma, apreciando cada pequena conquista: as primeiras 100 views, depois 200, 400, 500, 1000… Toda conquista é válida e deve-se continuar crescendo, sempre!

      Agradeço pela paixão platônica, mas não deixa o Raigho saber disso.

  3. Caramba tchela, que post fantastico. Quem nao se ispiraria com esse post? auehuaeheah Falou tudo, senti a mesma coisa com o meu antigo blog. No inicio… nossa. Tinha uma paixão por aquele blog, os posts vinham toda hora e com a cada pessoa a mais que visse ele, eu me animava mais e mais. Porem depois me desanimei, a preguiça bateu, as ideias não vinham e o blob ficou como o meu violão empoeirado em cima do guarda roupa… “de lado”. as ultimas postagens dele foi exatamente oq ce falou, pedidos de desculpas e promessas de um recomeço. Pena que o recomesso nao veio. Depois de ler esse poste me deu vontade de criar outro blog, com outro tema, outra pegada. Sei la. Vamo ver oq sai.Parabens pelo post tchelasita \o/

  4. Pior que é assim mesmo, você começa postando alucinadamente, quer fazer várias coisas ao mesmo tempo… depois começa a reduzir… o que era todo dia, passa pra 3, depois pra 1, depois soh quando surge algo e algumas vc deixa em standby por falta de tempo ou de saco mesmo. ^^ eu por exemplo tem o Raising projet que a tradução tá parada deve fazer é mais de 6 meses 😄

  5. Ter um blog é como um casamento: é legal, nos da prazer, é tudo uma maravinha: no início. Depois de alguns meses você já quer se divorciar dele. Manter um blog é muito hardcore, mesmo.

    Quando o blog passa a ser um fardo e não uma fonte de diversão e troca de idéias o melhor é deixá-lo de lado, e voltar à ativa apenas quando aquele tesão do início voltar.

  6. “A vida é uma questão de manipulação de tempo livre.”

    Essa doeu… a verdade é que não importa o que você fizer nessa vida, vai exigir uma grande dose de esforço e dedicação, e em algum momento sua garra vai fraquejar.

    Apesar de nunca ter tentando fazer uma coisa como vocês, acho que no final não deve ser muito diferente de algum outro hobby qualquer, como ler/assistir anime/mangá, tocar violão ou praticar um esporte. Mesmo que no blog haja muito mais expectativa “de ser notado pelo senpai”.

    Eu prefiro acreditar que é o tipo de negocio que as pessoas fazem mais pelo gosto, pela auto satisfação, de forma que ainda que acabe se desgastando, eventualmente mesmo depois de desistir não consiga se desvincular e acabe voltando.

    É claro que nada é assim tão fácil e existem momentos que não tem jeito. Mas como pra tudo nesse mundo, apenas os mais fortes acabam sobrevivendo…

    Então pra mim aqueles blogs que as pessoas colocaram mais sangue, suor e lagrimas são os que mais se destacam. Exatamente como uma mãe cuidando de seu filho.

    Pessoalmente acho que Otomegatari figura entre os melhores da nossa blogsfera, o conteúdo e a personalidade daqui são muito bons. Por isso espero que não abandonem sua prole tão cedo, mas se acontecer, também vai morar na memoria afetiva assim como acontece com outros.

    Não deve ser fácil, mas sei que de algum jeito sua luta acaba sendo inspiradora pra algumas pessoas. Pode não parecer, mas lugares como este são uma coisa importante.

    Nós que estamos desse lado, ainda que muitas vezes a maioria não tenha a coragem de se manifestar, mas com certeza torcendo por vocês e muito feliz poder continuar voltando pra esse recanto divertido e acolhedor.

    Enfim, obrigado por tudo e continuem se esforçando [2].

  7. Cara pessoa que eu não connheco e preovavelmente nunca irei ver a fuça!
    Eu sou um homen e tenho algo a dizer:
    Priemiro-Se você for um homem…
    …quer dominar o mundo comigo?
    Segundo-Se você for mulher…
    …quer casar comigo?

    Essas duas propostas traduzem o sentimento que você conseguiu trazer a tona do meu coração de nevasca,pois sinto meus sentimentos amortecidos e congelados.
    E é preciso de palavras muito bem colocadas para trazer algum sentimento mais forte…
    Enfim,qual você é,aquele que será o conquistador do mundo ao meu lado,ou será que você será minha esposa?
    Pode encarar como brincadeira!…
    Talvez…

    • Primeiro, sou uma mulher.

      Segundo, só pretendo aceitar proposta de casamento de estranhos quando tiver 30 anos e 30 gatos em um apartamento apertado.

      Terceiro, obrigada!

  8. Pingback: Agora Vai? VAAAAI!!! | My Favorite Things

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