Comentários Zenmanais [Edição Flor] #05 – “O último dia da minha adolescência”

Comentários ZenmanaisThe last day of my Zenmanal.

Yaho!

Como vão todos? A resposta agora não importa, porque depois desse Zenmanal todo mundo vai dizer “deprimido pra cacete, valeu Marcela, valeu Raigho”. Juro que não é culpa minha, é tudo culpa do Nisio.

E chegamos ao fim do Zenmanal, oficialmente. Apesar de ter acabado lá em Koimonogatari com participação da nossa querida Beta Blood, a Segunda Fase em anime de Monogatari Series encerra-se aqui com Hanamonogatari, portanto, este será realmente o último Zenmanal. Tudo que nos aguarda é… *respira fundo* a misteriosa, obscura, bizarra e “que diabos tá acontecendo” Terceira Fase. Sendo assim, vamos engolir o choro e terminar essa crônica, terminar esta série de posts, este último dia da minha adolescência.

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Raigho: *Ahem* LADIES AND GENTLEEEEEEEEEEEEEMEN! Sejam bem-vindos ao DERRADEIRO final da nossa longa, muito longa, deliciosamente longa, empreitada pelos Zenmanais! Ao longo de todas essas crônicas aprendemos algo, alteramos o pensamento a respeito de Monogatari! Mas finalmente a última parte foi adaptada e aqui estamos nós, para encerrarmos com chave de ouro. ATÉ PORQUE, a Third Season ~começa~ no final do ano né.

Marcela: Cadê Kizumon- Digo, e aí, pessoal. Longa até demais, né? Visualizei por um momento que nós íamos começar os Zenmanais de Tsukimonogatari sem nem ter terminado Hana. Agradecendo todos os dias aos estúdios SHAFT por marcarem seus animes bem no ano novo, época triste e solitária pra quem fica em casa com a família assistindo o show da virada.

Raigho: >AQUELE FILME< tornou-se uma espécie de piada agradável para o Shinbo, nas noites frias enquanto ele toma vinho com o Nisio, eles sorriem pensando “pffft, nunca será adaptado”. DAÍ ELES COMEÇAM A TERCEIRA FASE, FUCKING WHY. WHY SHINBO, WHY. EU SÓ QUERIA UM FILME.

Marcela: PELO MENOS, muito pelo menos, tem a light novel já traduzida em inglês e português, como se fosse uma mensagem dos deuses (Nadeko e Madoka) “saporra nunca vai ser animada, é melhor traduzirmos e colocarmos até em PDF” e assim se fez. E ainda tem seu post gigantesco resumindo todo Kizumonogatari com uma análise, né? Espero algum dia chegar na sola do salto desse post.

Raigho: INSINUANDO que cada SAOmanal não é uma obra da mesma magnitude, por favor. O ápice da minha epifania… Enfim, vamos falar sobre o fim da adolescência de Kanbaru Suruga~ [desculpe eu fiz a piada perdão socieeeeeeeeeeeeeeeeeeedade]; é um episódio que começa e se encerra bem, é a decisão final da Kanbaru! Recebendo o demônio de PRESENTE. DE PRESENTE DO KAIKI.
PRESENTE.
DO.
KAIKI.

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Marcela: PRESENTE DO GRANDE E MARAVILHOSO HUSBANDO DE BIGODE E MEGANE, KAIKI DEISHUU. Ah, que inveja. Que safada, que safada. Você receber presente de um cara que é mais mão de vaca do que… A mão de uma vaca, é um cúmulo, um paradoxo e uma benção, tudo ao mesmo tempo. E que presente, hein. A Gaen, mãe da Kanbaru, dá muito medo as vezes… Se nós achavamos que a/o Ougi era tipo uma encarnação do Nisio na história, ou até mesmo a Gaen Izuko… Putz, a Tooe é outro nível. Por que ela deixou a CABEÇA do demônio com o Kaiki pra dar pra Kanbaru? Que diabos ela pretendia conseguir com isso?…

Raigho: …….É complicado, de certo ponto de vista tanto a Izuko quanto Tooe são “visionárias” em um sentido bastaaaaaaaaaaaaaaaante amplo, elas simplesmente sabem que certos eventos N, X, Y vão ocorrer! É como se a Tooe tivesse previsto que isso poderia ser… Não, minto, a Tooe só foi ela mesma. Um ato de “capricho” dela, deixou parte do demônio com a filha… Para deixar a cabeça do demônio com o “encarregado” de entregá-lo para a filha. Ambas Izuko/Tooe são os maiores choques até agora dentro de Monogatari, elas são oniscientes quase! Eu até tinha pensando em outra analogia, mas seria muito spoiler gratuito, então deixa.

Marcela: Spoiler de Monogatari é um dos menos venenosos porque a gente demora a associar as informações, demora a fazer sentido… E mesmo que a nós saibamos, ainda não conseguimos entender de qualquer forma. Mas é mesmo, podemos dizer mais ou menos que elas são visionárias e oniscientes… A Izuko mostrou uma prova disso em Nekomonogatari Shiro, foi mais ou menos ela que ajudou a Hanekawa (através de muita provocação) a ter aquela epifania. E em Koi nem se fala, ela arquitetou TODO o plano da Nadeko lá. Na terceira fase ainda tem mais artimanhas dela. Seria uma técnica de narração do Nisio? Fazer o personagem críptico e organizador de tudo servindo como um pilar pro próprio autor não fazer muita autorzice – né, Reki Kawahara.

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Raigho: HAHAHAHAHA. Urrei. Claro que o papel da Izuko/Ougi [jogando o nome porque é inevitável] vai crescer MUITO nessa terceira fase, Tsuki vai ser só a primeira ideia de “E se alguém estiver nos controlando?”; mas sim, a impressão é que todos estão no palco, mas ninguém sabe quem está cuidando dos bastidores. Diversos interesses se chocam, Hana não reflete muito isso por ser esse caso isolado do Gasparzinho [AKA Rouka] e da Kanbaru. É algo fechado e distante do resto, por isso não ecoa tanto nesse ponto da história, mas diversas coisas aconteceram até aquele Araragi dirigindo na santa paz… Voltando ao foco, o duelo na quadra entre Kanbaru/Rouka! FINALMENTE!

Marcela: Kuroko no Yuri- Ou seria Yuri no Basket? Hm. Quando a Rouka falou “ele me enganou no final das contas”, ri muito aqui. Bom e velho Kaiki, não decepciona. Interessante a oferta da Kanbaru, como a Rouka diz, não tem nenhum lucro pra macaquinha. Mas isso veio da resolução dela com o Araragi, o fruto de toda aquela corrida e passeio no carro redondo.

Raigho: Eu gosto que elas se chamam de “arqui-inimigas” ou “rivais”, simbolizando bem esse ápice da ~disputa~ entre duas ótimas jogadoras. E a Kanbaru desafia a Rouka, oferecendo a cabeça do demônio… Porque ela não consegue ignorar a situação. Você vê algo desagradável, ignora. Você vê algo agradável, olha. Nesse caso, ela tomou consciência da situação quase macabra da Rouka, onde a menina vive caminhando coletando desgraça alheia, não tem como ignorar. É questão de honra resolver isso.

Marcela: “Você confia bastante em mim, simplesmente deixa a caixa de madeira no chão e começa a fazer strip na minha frente” HEUHEUHEUHEUEH, Kanbaru sendo Kanbaru! Tava fazendo falta algum mínimo de perversão, né? Aliás, Hanamonogatari quase não tem fanservice! Pros que reclamam tanto que Monogatari é só peito e bunda voando junto com texto na tela, Hana só tem, o quê, a Kanbaru nua no começo lá e uma agarrada de peito? Nem parece a história da Kanbaru Suruga. Voltando pro plot, essa parte da partida deu uma tonalidade meio battle shounen, não achou? Ela sugerir um tipo de disputa claramente vantajoso pra Rouka, que já é toda superhumana… E aquele sentimento “vai dar tudo certo mesmo assim”.

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Raigho: “O Araragi teria dito uma frase melhor” sasuga, concordo com o que você disse, ela deu a vantagem, falou do mano a mano e só respondeu com “Eu vou ganhar, eu sei que consigo.” É TIPO GRITANDO “VAI OU RACHA, É AGORA”; o que me cortou o coração foi a Kanbaru dizendo: “Você não quer ascender para o plano superior?” e a Rouka respondeu toda sarcástica… Daí a Kanbaru começa tremer. Eu gosto desses pequenos focos, pelo olhar você não percebe tanto nesse caso, mas a câmera mostra bem a perna dela tremendo, enquanto a Rouka vai buscar o par de tênis. Really, essa história é uma puta depressão.

Marcela: Inclusive ela vira de costas pra esconder o espanto. Tudo bem que essa história não tem lá sua veracidade espiritual, mas como eu estudo muito essas coisas no espiritismo, é bem deprimente mesmo. Até porque, são várias as coisas que podem prender um espírito no mundo terreno – o caso da Rouka, ela apenas se mantém aqui por sua determinação em virar um demônio. É estupidamente deprimente, confesso que chorei um pouco nessa parte e no final, porque a Rouka como a gente comentou no Zenmanal passado, é uma existência muito… Melancólica. Teve seu talento arrancado de forma drástica e ainda por cima não consegue nem perceber seu próprio suicídio.

Raigho: Ou seja, a Rouka é tão “peculiar” que não conseguiu compreender/aceitar/cogitar estar morta! Ela vai moldando toda a situação para que faça sentido na visão dela. Conforme a quadra vai se abrindo, aquela coisa MUITO LOUCA que o SHAFT adora fazer, antes da partida mesmo, elas conversam sobre arrependimento, tem uma coisa que a Kanbaru disse e eu achei sensacional: “Arrepender-se das coisas que você fez, é claramente melhor… Mas acima de tudo, NÃO se arrepender daquilo que você FEZ é primordial” KANBARU, suruga. Foi poesia, não tem explicação. AQUELA QUADRA CHEIA D’ÁGUA, NEM FAZ SENTIDO! E EU ADORO!

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Marcela: CACETE RAIGHO, EU ACHANDO QUE TU TINHA ALGUMA METÁFORA FODA PRA ESSA PARTE DA ÁGUA, TAVA SÓ ESPERANDO AQUI PRA IR NO GANCHO. Sinceramente fiquei um tempão pensando que diabos a água tinha a ver com isso, só pensei em Free. HUE.

Raigho: hahauhauhauhauhHAHAHAHAHA EU JURO que tentei mentalizar tipo “nah, deve ser algo deep… sabe? Sufocante”…

Marcela: Relacionado a ~defesa do pântano~? Sei lá. Um lembrete pros leitores: não é porque somos viciados que entendemos tudo que o Shinbo faz em Monogatari. A maior parte é a gente atirando no escuro e seja o que Nadeko quiser. Tá, nem tanto, mas é algo desse gênero… Enfim, pra partida, pra partida! Achei a estratégia da Kanbaru absurdamente GENIAL. A Rouka, sendo toda egoísta que é – ao menos aparenta isso, NUNCA esperaria sua rival passar a bola assim de boa “toca po pai”. O efeito surpresa de alguns segundos foi mais do que suficiente pra roubar a bola e ir pro dunk final. Ainda terminou com uma em cima da outra, pelo menos isso~

Raigho: “Toca po pai” puta merda, não, não. VOLTANDO PARA A PARTIDA EM SI, é tocante que a Rouka ficou “sem reação” por causa…De um passe. VOCÊ PERCEBE o quão carente/vazia/ignorada pelo resto ela era, nunca tinha recebido um passe das colegas de equipe, argh! Aquela cena brilhando, o sol, a Rouka e a Kanbaru sorrindo, que cena linda <333333 E quando a Kanbaru pensa “nossa, ela é mesmo bonita, deveria tê-la beijado”… puff. Tão rápido como começou, tão rápido quanto veio.. puff. Numachi Rouka ascendeu ao plano superior.

Marcela: Foi aí que eu comecei a chorar de novo. ;______; NÃO TEVE NEM UMA DESPEDIDA DIREITO, CARAMBA NISIO. POR QUE VOCÊ MEXE TANTO COM MEU KOKORO?

Raigho: A ÚLTIMA FRASE DELA: “Eu nunca soube o que era perder”.

Marcela: É uma quebra de expectativa ferrada, em geral você tem aquela frase de despedida bacana e tal. A Kanbaru não teve nem oportunidade de terminar a frase… AGORA SIM posso associar a um simbolismo, tá vendo, as vezes a gente entende: é claramente algo próximo da morte, que chega sem avisar. Você nunca vai estar preparado, assim como a Kanbaru não estava, é tudo muito repentino.

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Raigho: A Kanbaru tranquila recolhendo as partes do demônio, admitindo que não estava confiante, que sentia inveja, talvez, do jeito em si da Rouka, esses pequenos mónologos. É UMA CRÔNICA, por isso eu SEMPRE [desde que tomei uma compreensão melhor] uso o termo crônica, não conto. Isso é uma crônica em sentido “puro”, é um evento que ocorreu com a Kanbaru sendo narrado do ponto de vista dela [isso se ignorarmos a introdução na LN, pois o Araragi diz que é uma história inutil, boba, mas ele ficaria feliz se nós escutassemos ela.] Um evento, algo rápido.

Marcela: Parece tão desconexo da história central e mais uma side story do que outra coisa. Apesar de que, com a chegada da terceira fase, vamos poder relacionar melhor os acontecimentos.

Raigho: E chegamos bem no final com a Kanbaru conversando, novamente, com a MELHOR MÃE DO ANO TODO ANO, Tooe. Onde a Kanbaru quer ser só “água quente” < ela só quer viver, sem pender para nenhum dos lados. Essas… “conversas” internas são show.

Marcela: A justificativa pra justiça é, na maior parte, inveja do mal. Cara, isso é uma frase muito verdadeira. Por mais que seja bem maligno admitir isso, nós não fazemos justiça porque temos mesmo inveja das pessoas que praticam o mal? Por exemplo, se tu tem um assaltante ou traficante vivendo no bom e no melhor do luxo, sem fazer muito, e tu ferrado trabalhando dia e noite pra pagar as contas… Não tem uma inveja? Você tem tanta inveja que quer destruir isso, e pra não ficar tão escandaloso chama de… “Justiça”. O que é justiça, afinal? Em hipótese alguma podemos julgar uns aos outros, porque somos todos imperfeitos da mesma forma, mesmo que diferentes.

Raigho: E o mal ocorre pela “antipatia do bem”, as pessoas vivem bem, eu quero isso, por que não obter a força? São tantas pequenas nuances, acho tão complicado quanto falar de preconceito/privilégios = assuntos centrais de Otori.

Marcela: O Nisio busca mostrar o pior e o melhor dos seres humanos, sempre da forma mais crua e natural que nós somos, essas coisas as quais usamos palavras bonitas pra disfarçar e esconder.

Raigho: Sem JAMAIS pender para nenhum lado da balança, ele gosta de colocar a situação para nós como observadores. E ISSO ele faz com louvor, por favor! Btw, Araragi vê a Kanbaru nua < “pfffffft, pega nada, negócio é ver as minhas irmãs” < Nise me veio a mente < “Tsuki é Nise 2 – Tsukihi ver.” Never forget.

Marcela: Sem spoiler! Tem toda uma reflexão sobre incesto tipo, wtf. Sabe que isso tem me dado problema, as vezes começo a falar de incesto e putarias relacionadas casualmente porque Monogatari faz isso parecer mó normal, até meus amigos mais otacos virjões as vezes acham estranho, haha.

Raigho: YOSUGA NO SORA MELHOR OBRA DO GÊNERO INSUPERÁVEL EM TODO SEU ESPLÊNDOR, GÊMEOS KASUGANO ETERNOS EM MEU CORAÇÃO. A eterna admiração da Kanbaru pelo seu Araragi-senpai, parece até Bake voltando só um pouquinho… Um pouquinho. “Toda história [monogatari] tem que acabar em algum lugar” naquele contexto de se livrar das partes do demônio… Mas de forma mais profunda, eu creio que o Nisio vai conseguir finalizar isso como a série merece. FANSERVICE RÁPIDO DEMAIS da Shinobu ❤ ❤ ❤ Eterna riqueza. NO PRÓPRIO JOGO DE ~DOMINÓ-LIVROS~ ESTAVA ESCRITO “SCHADENFREUDE”, o Araragi fica irritado porque na visão dele é algo bastante doentio. “Existem poucos tão azarados quanto você”, “mentira, sou o mais sortudo do mundo” FILHO DE UMA MÃE, ELE TEM CONSCIÊNCIA DO HARÉM/PEITOS QUE TOCOU NESTA VIDA. E AINDA DIZ que “putz, desejo? Se minhas irmãs não tivessem relação sanguínea comigo… ESQUECE, O BOM É COM RELAÇÃO DE PARENTESCO MESMO” HAHA.

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Marcela: Bom mesmo é ter mesmo relação sanguínea, saber que o mesmo sangue flui nas veias, o fetiche só aumenta. Concordo completamente com o Araragi nesse ponto – qual a graça de um irmão adotivo? Qualquer moleque tu pode adotar como irmão, dane-se. Mas irmão de sangue é aquela exclusividade, saber que qualquer relação sexual é tão tabu que o filho pode nascer o mais mutante possível~

Raigho: Nesse ponto começa uma reflexão sobre “futuro, não saber o que fazer…” e a Kanbaru associa isso ao ~presente da mamãe~ que era a pata do macaco. O argumento do Araragi me soa plausível até para os leitores: “Filhos jamais vão entender os pais” < DEUS sabe o que se passava na cabeça da Tooe, que motivos ela teria para deixar isso com a filha? Para ajudar? Atrapalhar? Mero capricho?

Marcela: A Tooe é uma incógnita até o fim, mas é muito bom como ela e a Kanbaru tiveram aquela “conversa” tão leve e suave, algo mesmo de mãe e filha, apesar das agressões verbais sutis da mamãe macaco.

Raigho: Nuances… nuances; o final é um corte de cabelo. Um. corte. de. cabelo. O Fetiche do Nisio é um treco FORTE nessa vida. NUNCA VI UM CORTE DE CABELO MAIS SIMBÓLICO NESSA VIDA, FLOR DESABROCHANDO, RENOVAÇÃO, SUPERANDO AQUELA FASE DA VIDA. PLIM, PLUFT, PÁ! “Sabe, Kanbaru… alguns vão dizer que você fez uma bobagem, outros devem te apoiar… saiba que estão todos enganados. Você só está vivendo a sua juventude”. Ele sabe falar bonito quando quer. Foi um fim… tão bonito. Tão puro.

Marcela: O corte de cabelo, cara… Pra ser sincera eu também associo muito meus cortes de cabelo com meu processo evolutivo/emocional. Já tive um cabelo comprido demais, e cortar ele pela primeira vez depois de anos foi da 8° série pro Ensino Médio, senti como se tivesse amadurecido. De novo, cortei no meio do primeiro ano, bem curto… Toda vez que algo de relevante acontecia: fosse feliz, fosse triste, eu virava pra quem estava do meu lado – “Quero cortar meu cabelo“. É como se fosse o caranguejo da Senjougahara, mas ele não leva todo o meu peso/memórias e sentimentos, apenas a parte que quero deixar pra trás – o que busco superar. O Nisio aplica bem isso nas histórias dele porque pra muitas pessoas o corte de cabelo não é apenas algo rotineiro, é também uma forma de materializar o seu progresso enquanto ser humano. E no final, no fundo no fundo… Isso foi uma história de adolescência. De arrependimentos, de agir impulsivamente, agir nos instintos e o eterno sentimento de “tudo vai dar certo”. Muitas pessoas mais velhas comentam que isso é característico de adolescente/jovem, esse pensamento sempre positivo no final do final, de que tudo realmente vai terminar bem – e foi assim que a Kanbaru decidiu que seria e assim que ela conseguiu ajudar a Rouka. Foi uma jornada da Kanbaru adolescente pra Kanbaru adulta – não tinha nenhum dos seus senpais para aconselhá-la ou ajudar da forma que fosse, no máximo uma intervenção do Araragi, mas ainda algo pequeno. É o caminho pra se tornar adulto, ter suas próprias resoluções e seguir em frente com elas. É incrivelmente uma coincidência pra mim, porque esse anime passou justamente no meu 3° ano que vou terminar agora final de 2014, “o último dia da minha adolescência“, como diz a opening/ending. Pude assistir Hana me colocando no lugar da Kanbaru, pensando se eu mudei e se eu estou conseguindo me tornar mais adulta, se aproveitei esses 3 anos de verdade, se vivi minha adolescência. A verdade é que cada um tem sua adolescência, só que as vezes não percebe porque não é aquele padrão (o que foi no meu caso), porque afinal, adolescência é a época de você fazer merda debaixo da asa dos seus pais, brigar muito com eles, fazer mais merda, achar que vai dar certo e fazer merda mesmo depois que dá certo. Sendo assim: sim, eu fiz muita merda e definitivamente fui adolescente. Puta que pariu esse texto ficou muito grande, obrigada a todos que acompanharam nosso Zenmanal e até a terceira fase – nos vemos Zenmanalmente no ano de 2015! (calma que é só o Zenmanal, vão ter outros posts ainda~)

Raigho: HAHAHA. Obrigado de coração a você que nos acompanhou, leu um pouco que fosse… Nosso humilde e sincero agradecimento. Monogatari vai continuar a guiar nossos corações! Rumo ao que vem! Rumo a 2015! Rumo a Tsukimonogatari!

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– Experimentou mais alguma coisa durante a gravação de Otorimonogatari?

Hanazawa: O que será que tinha a mais… Ah, o “GYAAAA” da Nadeko depois que a Tsukihi-chan cortou o cabelo dela parecia o som de um bule quando água começa a ferver de acordo com o Diretor de Som Tsuruoka-san (risos). Tinha gravado sem nem ter isso em mente. Também na parte em que ela grita? Dentro do que a Nadeko pensaria, dentro do que ela consideraria como sendo uma má pessoa… Eu não costumo colocar isso em palavras, mas quando falho com alguma coisa tenho vontade de dizer coisas como “Po*ra!” (risos). Meio que uma admiração por esses termos mais agressivos.

Em breve, a entrevista exclusiva com Hanazawa Kana (Sengoku Nadeko) da revista Monogatari Series Heroine Book!

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3 thoughts on “Comentários Zenmanais [Edição Flor] #05 – “O último dia da minha adolescência”

  1. Muito obrigado Raigho e Marcela, sem o Zenmanal a experiencia de assistir Hana ficaria incompleta. É tanta coisa que não percebo, mas ainda bem que temos voces XD.

    O saldo final de Hanamonogatari foi muito positivo, mas só não é melhor porque ela é bem afastada das outras história. Até onde percebi, a única coisa que aconteceu de importante, objetivamente falando, foi a perda da pata do macaco. Mas talvez a magia dessa monogatari seja mesmo essa particularidade, a subjetividade, afinal é a história de uma flor, não de todo o jardim.

    Pretendo assistir de novo, depois de Tsuki. Falando nisso, dizer que “Tsuki é Nise 2” é jogar muita lenha na fogueira do hype rsrsrs.

  2. “[…] É o caminho pra se tornar adulto, ter suas próprias resoluções e seguir em frente com elas. É incrivelmente uma coincidência pra mim, porque esse anime passou justamente no meu 3° ano que vou terminar agora final de 2014, “o último dia da minha adolescência“, como diz a opening/ending. ”
    O mais incrível é que eu tambem terminei meu 3° ano do ensino médio

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