Entrevista com o diretor de Phoenix Wright, Shu Takumi!

tumblr_mbjotkCLll1qdpyipo1_500O mestre por trás do terno azul.

Yaho!

Tem duas coisas que rodam as engrenagens do Otome: MonogatariAce Attorney. São duas coisas que me fazem rolar no chão, sorrindo. Claro, duas coisas que também afastam as pessoas-

Caham. Já que de Monogatari só temos em Agosto (maldito SHAFT-san), bora falar de Ace Attorney que vai ter o remake da trilogia original lançado também aqui nos mares americanos!

Nesse âmbito, a Official Nintendo Magazine UK entrevistou o diretor desta mesma trilogia, meu venerado Shu Takumi, a respeito destes três jogos, pelos quais ele ficou responsável. Com a autorização deles, trago para vocês traduzida aqui a entrevista! Lembrando, todo o crédito pra galera lá. Nunca que o Shu Takumi ia falar comigo. (snif)

ATENÇÃO! SPOILERS A FRENTE. 

Shu Takumi será abreviado somo ST e Oficial Nintendo Magazine UK como ONM.

ONM: O jogo Trials And Tribulations explorou um território mais sombrio. Acho a morte de Terry Fawles durante o julgamento bem forte; você chegou a se preocupar com esse cárater sombrio entrar em conflito com os elementos cômicos?

ST: Tento fazer o meu melhor para manter um equilíbrio entre a comédia e os momentos sério das histórias. A ideia para o Terry Fawles nasceu quando eu decidi que queria ter um caso com a Mia Fey e o Miles Edgeworth duelando no tribunal quando Edgeworth era um promotor iniciante. Gostei da ideia, mas tinha um grande problema tanto a Mia quando o Edgeworth nunca haviam perdido um caso, então como poderia escrever um caso passado em que ninguém ganhasse ou perdesse? A solução para esse problema foi o que vocês viram acontecer com Terry Fawles. TEH_AWESOMEST_AA_QUOTE_EVARZONM: Jogar como o Edgeworth foi um excelente momento em Trials and Tribulations. Essa inversão de papéis foi uma resposta a popularidade dos personagens com os fãs, ou você já pretendia fazer isso?

ST: O Edgeworth era um personagem popular desde o começo, talvez mais que o Phoenix até, então como mencionei antes sobre a criação do von Karma, não queria que o Edgeworth fosse esse suposto grande promotor que ainda fica perdendo todos os casos para o Phoenix. Por essa razão, batalhei muito para encontar uma maneira de incorporar ele no segundo e no terceiro jogo, de modo que ele nem ganhasse nem perdesse, mas ainda sendo um personagem legal e interessante. Então, no segundo jogo ele aparece no caso final e ajuda o Phoenix a se desenvolver como advogado.

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Já no terceiro jogo demorei um pouco para descobrir como colocar o Edgeworth no jogo e no fim acabou sendo a “reviravolta” de colocá-lo como personagem jogável. Eu já estava escrevendo a história pro caso final do terceiro jogo quando tive essa ideia, mas foi algo tão “lâmpada surgindo sobre minha cabeça” que imediatamente comecei a reescrever meu rascunho. A primeira coisa que fiz foi me livrar do Phoenix para que o jogador pudesse se tornar o Edgeworth, o que significou o Phoenix pular a ponte Duksy e cair direto no rio congelante. Desculpe, Nick!

ONM: A melhor parte de jogar com o Edgeworth foram as pequenas observações que ele pode fazer durante a fase de investigação. Foi tão divertido ver o mundo com os olhos dele, para você, foi também divertido escrever na pesperctiva dele?medium_335385_2545907250ST: Sim, foi muito divertido. Não tinha pensado nisso até começar a escrever, mas quando o fiz, foi muito renovador entrar na cabeça de alguém completamente diferente do Phoenix. Foi uma chance de explorar a relação entre Edgeworth e o Detetive Gumshoe, o que me fez amar este último ainda mais. Também gostei da combinação do Phoenix com a Franziska von Karma.

E essa é a entrevista. Um pouco curtinha, mas muito reveladora. Quem diria que o Phoenix se jogar da ponte feito um maníaco não foi necessariamente um ato de heroísmo (e amor pela Maya) e sim uma maneira do roteirista/diretor se livrar dele? Pior ainda, o pobre Terry Fawles foi sacrificado para que o histórico da Mia e do Edgey ficassem intactos.

Shu Takumi, eu te amo, mas você é cruel.

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One thought on “Entrevista com o diretor de Phoenix Wright, Shu Takumi!

  1. Eu já achava isso, mas agora eu tenho certeza Shu Takumi odeia o Phoenix. Nunca vi um protagonista de um jogo ser tão zoado até mesmo pelos secundários. Jogar com o Edgeworth dá até uma sensação de alívio quando nós achamos que o bullying finalmente vai acabar, enfim só o fato de uma história pelo olhar de outros personagens já torna o terceiro jogo o meu favorito. E só uma pergunta, dá pra esperar algum conteúdo extra nesse remake? Estou com vontade de comprar, mas não sei se valeria a pena só por uma remasterização.

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