Akemi Homura e a definição de Amor

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Acho que fiquei perturbado demais com o final do filme 3.

Acho bom reforçar que teremos muitos spoilers ao longo desse post, não leia caso AINDA não tenha assistido ao filme 3 de Madoka!

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Faz alguns dias que assisti o tão comentado filme 3 [que funciona como continuação da série] de Puella Magi Madoka Magica, admito que não consegui desgrudar os olhos nem por um minuto sequer da tela; mas alguns pontos me chamaram a atenção/fizeram com que eu ficasse em uma espiral de pensamentos acerca do desfecho. Diversas questões são erguidas, a mensagem final do anime é feita em pedaços… mas não consegui evitar de ficar mesmerizado, encantado com os rumos e ações da Homura [que sempre foi mais protagonista disso do que a própria Madoka].

O começo do filme é intrigante, uma dimensão nova e situações que não fazem o mínimo sentido com o final do anime. Somente após 1 hora e alguns minutos de filme é que compreendemos o que houve após a série e como alcançamos a calamitosa situação atual! Tudo é deslumbrante, a animação do SHAFT visivelmente ficou bem feita dessa vez [orçamento de Zenmonogatari tava nisso aí, certeza], as batalhas, os diálogos, tudo estava afiado na combinação entre Urobuchi e Shinbo! Acredito que minha surpresa foi por realmente não ter esperado aquele desfecho e acreditado que teríamos um final “feliz”.

“Rebelião” é a síntese perfeita de tudo que observamos no filme, a destruição da Lei do Ciclo, o choque dos Incubators ao descobrirem a real potência dos sentimentos. No fim, poderíamos resumir tudo com a palavra amor. Akemi Homura alcançaria em tese o final perfeito, ela estava liberta da prisão dos Incubators, suas amigas estavam ao seu lado e sua Deusa finalmente viria buscá-la, mas por que deu tudo errado? Qual é o valor desse amor tão obscuro que deturpou sua visão e fez com que ela se torna-se a própria definição do mal? É nesse ponto que eu queria chegar, parte de mim não consegue entender em que momento a Homura abandonou seus ideais. E a outra parte…

Pensando em retrocesso, as principais dicas estavam no ar, a Madoka disse em uma conversa franca que jamais abriria mão de sua vida tranquila caso tivesse escolha, foi nesse momento que a Homura percebeu o que “tinha” de fazer. Durante a série nós temos essa mesma Homura retornando incessantemente ao passado para evitar que a Madoka assumisse o papel como Mahou Shoujo e consequentemente o de bruxa, entretanto, quando Madoka finalmente descobre seu destino ela consegue reverter a própria a lei do universo por culpa do carma/das diversas vezes que seu poder acumulou ao longo dessas viagens temporais da Homura! Nossa protagonista abandona o seu “eu” para ser uma “força da natureza”, todos se esqueceriam dela mas o desespero das Mahou Shoujos não retornaria e as Bruxas desapareceriam.

A mensagem ao fundo enquanto a Homura caminha em direção aos Espectros, bem no fim da série, é a essência desses sacrifícios. Nossa protagonista protegeria as garotas mágicas e a Homura seria o “vingador”, destruindo esses novos monstros… Justamente é isso o que o filme desconstrói [por mais cliché que o termo seja]; em um certo momento ocorre a conversa onde Mami diz:  “essa realidade onde nós batalhamos como garotas mágicas, frequentamos a escola e sorrimos… tudo parece um sonho”; de longe essa fala é o auge da crueldade impregnada no filme, é a brincadeira que estamos cansados de assistir em diversos outros enredos, com garotas mágicas vivendo tranquilamente e comendo bolo no fim do dia.

Indo além disso, o questionamento do Incubator com relação à Madoka é algo bastante teológico e forte, pelo fato da Madoka ter reescrito as Leis do Universo o Kyuubey não consegue se recordar da existência da Deusa e não compreende a Lei do Ciclo. Ele prendeu a alma da Homura com a intenção testemunhar essa existência tão grandiosa, o que nós compreendemos é que literalmente ele quer a Homura provando a existência de Deus. Nas palavras do sábio Incubator: “Se nós não podemos ver essa coisa, ela não pode ser controlada, mas se você provar a existência dessa tal Madoka, até a Lei do Ciclo pode ser dominada”… Homura é a última fiel dessa “religião”, ela alcançou as profundezas do desespero na batalha contra os Espectros.

Ela enlouqueceu tanto que não conseguia mais acreditar nas memórias ao lado da Madoka, sua Soul Gem apodreceu e por isso os Incubators conseguiram dominá-la e iniciaram o experimento final! E puramente falando, tudo poderia ser “perfeito” como nos Mahou Shoujos tradicionais, mas estamos falando de Madoka, não é mesmo? A cena na qual Homura agarra a Madoka, congela aquele momento e começa a reescrever novamente as Leis do Universo… aquilo era amor. O brilho hediondo e obscuro vindo da sua Soul Gem, aquilo é a definição pura do amor.

Tolstoi disse algo que poderia ser resumido em linhas gerais como “a felicidade é igual para todos, mas cada dor é dolorosa a sua própria maneira”, a Homura se apegou tanto esse objetivo de proteger a Madoka, desejou tão piamente que ela pudesse ser feliz que teve de encarnar a própria definição de mal. Ela se rebelou contra a Lei do Ciclo que concederia o seu final feliz, reescreveu a realidade e criou uma nova dimensão tal como o labirinto da Bruxa [que ironicamente era ela mesma]; os ideais que ela carregava com tanto esmero, as palavras de coragem que ela disse ao alegar que aquele labirinto da Bruxa era uma ofensa ao sacrifício da Madoka… tudo foi abandonado em prol do amor.

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Fazendo alguns paralelos rápidos, Emiya Kiritsugu no final de Fate/Zero executa uma escolha parecida [só que em um tom bem mais idealizado, afinal, estamos falando do Nasuverso], ele sacrifica o sonho de ter sua mulher/filha ao seu lado e opta pela realidade cruel. No jogo The Last of Us, o protagonista Joel ao invés de permitir que a cirurgia envolvendo Ellie [garota que desenvolve um laço pai/filha com ele e possível portadora da cura do vírus que assola esse mundo] seja feita, ele invade o hospital e acaba com todos os envolvidos para resgatá-la… Afinal, qual é o preço de um ente querido? Qual é o preço do amor?

A Homura destruiu tudo, espalhou ainda mais maldições pelo mundo, ignorou o sacrífico de Madoka e criou um universo artificial para viver sua própria realidade… Ela apagou as memórias dessas garotas mágicas e continua a permitir que essas meninas transformem-se em bruxas. Joel faz uma escolha bastante semelhante nas respectivas medidas. Afinal, quem decide o seu preço “pessoal”? Será que a Homura estava mesmo errada em sacrificar o sonhos das garotas mágicas em prol de uma única menina? Será que o Joel estava certo ao salvar sua menina querida e deixar a humanidade no caminho inexorável da extinção?

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Em todos esses  casos o “amor” estava envolvido, mas alguma decisão foi mais acertada do que a outra? Foi mais “leal” do que a outra? A Homura sacrificou tudo por uma realidade fantasiosa onde a garota Kaname Madoka pode viver normalmente, Joel abandona a humanidade para resgatar seu mais forte elo emocional com o mundo; talvez Kiritsugu seja o personagem com a escolha mais “racional”… mas isso faz dela mais correta? São questionamentos sem resposta, são valores que não cabem na balança.

Afinal de contas, o que é o amor?

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19 thoughts on “Akemi Homura e a definição de Amor

  1. Saudações

    Vou resumir bem o que penso à respeito do terceiro filme de Madoka…
    Torço para que a série não tenha continuação após Rebellion.

    Mas peço para que não me julgue mal, pois adorei o filme e gostei (tal como explanei em novembro no meu site) da forma com a qual a Akemi Homura foi retratada em duas vias bem singulares, sendo elas: o seu desespero pessoal e sua prerrogativa da negativa quanto ao novo universo que acabou sendo criado pela Madoka.

    O que se pode descrever sobre sentimento e o amor, em si, pode ser em uma parte interpretada neste filme da série…

    Até mais!

    • SE não me falha a memória, lembro de terem dito algo sobre esse filme 3 poder ser visto como algo “selecionado”, digo, é algo relacionado apenas ao filme sem conexão total com a série.

  2. Acho que o verdadeiro “amor” se materializa quando ele se torna mais forte e transcende o instinto e a natureza humana. Normalmente, independente do contexto histórico e social de uma pessoa, ela sempre iria salvar a humanidade. Se me perguntarem, nesse exato momento, se vale mais a pena salvar a vida de uma criança na Austrália ou salvar a vida de todos na terra, eu diria para salvar a terra. Se fizessem a mesma pergunta para qualquer pessoa em qualquer tempo, a resposta instintiva nos levaria a considerar o todo.
    Mas é aí que entra o amor. Se me perguntarem se é para salvar a vida de um amigo querido ou de alguém que eu ame ao invés da criança australiana, eu já exitaria. É natural escolhermos o todo, porém quando o amor é grande o suficiente para desprezarmos o todo, somos capazes de fazer tais decisões que normalmente soariam ilógicas e egoístas. Mas elas não o são; a vida de tal pessoa amada vale mais do que a vida de todas as garotas mágicas e mais do que a própria verdade para Homura. Não estamos fazendo um julgamento moral a partir de um vago e instintivo senso de ética, o que importa na decisão dela é o que ela valoriza.
    Mesmo se sacrificar pela pessoa amada é uma decisão dura e que contraria nosso instinto, mas é de certa forma mais comum ou mais fácil do que o suposto “egoísmo” da Homura. Não considero que ela esteja fazendo nada anormal ou se desesperando; tudo parecia muito racional. Considerando o quanto a Homura ama a Madoka, isso é quase o esperado. É simples afirmar que ela valoriza seu amor mais do que valoriza o mundo inteiro, e que abriria mão dele facilmente.
    Não duvido do que nossa querida Akemi é capaz de fazer pelo seu Amor.
    Até mais.

    • Nesse ponto eu nem discordo, mas o meu “eu” racional pensou “puta que pariu, Homura, olha o tamanho dessa cagada”, enquanto meu “eu” emocional disse: “faz sentido, ela só entregou uma realidade merecida para a Madoka”… não tem nem como medir os pesos envolvendo amor/escolhas racionais. A própria Homura diz “algo mais desesperador do que o próprio desespero, algo mais abrasador do que a paixão… o amor”.

      É a velha ideia do “você destruiria o mundo pelo bem da pessoa amada?”

  3. Cara, eu simplesmente delirei com esse filme, a transformação da Homura além de coerente com o enredo, foi foda demais, em todos os sentidos possíveis. Preciso vê-lo de novo, com certeza.

    Mas pelo que eu entendi, as mahou shoujos não se transformam em bruxas no mundo da Homura, porque ela mesma diz pra Sayaka que depois de acabar com todos os espectros ela talvez destruísse esse universo. Até onde eu sei os espectros só existem porque as bruxas não existem. Eles seriam a personificação do desespero, que antes eram as bruxas. A Homura também diz (no mesmo diálogo) que modificou apenas uma parte da lei do ciclo, a existência da Madoka antes dela virar deusa.

    Quanto às ações da Homura vejo-as como egoísmo e não como sacrifício. Ela separou a existência divina da Madoka da existência humana e sequestrou a parte humana porque ela não aguentava viver num mundo sem o seu grande amor. Que é amor é, mas já é um amor doentio. Esse lado do amor egoísta foi o que eu mais gostei do filme, e depois de tantas voltas no tempo é algo até natural essa obsessão toda.

    Outro ponto que é muito incrível de ser analisado é o que teria acontecido caso a Homura tivesse aceitado a salvação da Madoka. Eu não lembro das outras saberem do plano do Kyuubey, mas mesmo assim fizeram exatamente o que ele queria: quando a Madoka purificasse a Soul Gem, a Homura não ia se transformar em bruxa e os incubadores iriam conseguir observar a lei do ciclo e depois controlá-la. Se isso acontecesse eles gerariam bruxas a partir das mahou shoujos e todo o esforço delas seria jogado fora. Essa linha de raciocínio explica porque a Homura rejeitou a Madoka, já que se fosse feita a purificação a Homura iria para o mundo pós vida, ao lado da Madoka. Nesse caso o ato da Homura não foi totalmente de egoísmo, mas também como um sacrifício por tudo o que foi feito.

    • A própria Sayaka diz: “você destruiu parte do Ciclo, você destruiu o poder da salvação de todas as garotas mágicas”, ela se tornou o próprio demônio. Tanto que a Homura brinca com essa ideia, ela diz que justamente por ser o mal encarnado, é racional que ela tenha destruído as leis da Deusa.

      E realmente, ela menciona que pretende apagar os Espectros e possivelmente destruir o universo [mas então seria o antigo universo das bruxas algo paralelo?]. Depois que todas escaparam nada aconteceria, a Homura só “morreria” e partiria para o “Plano da Deusa”; a questão era se antes, no começo, a Homura tivesse cedido! Aí sim o Kyuubey provaria a existência da Madoka e controlaria o Ciclo.

      O chocante mesmo é o fim, a Homura encara encantada a sua Soul Gem e o Kyuubey está tremendo de medo. Esse é o amor!

      • Talvez a Sayaka tenha se referido à destruição da própria Madoka deusa, já que nesse mundo ela só existe como humana, e não ao poder de não virar bruxa, que eu ainda acho que existe. Mas também pode ser que as mahou shoujos se fuderam mesmo, e como a Homura não tá nem ai pras outras, eu também não ligo kkkk.

        Quando ela diz de destruir o universo interpretei como uma brincadeira dela, ela zoando a Sayaka. Eu penso que é o mesmo universo, porque apesar do conceito das linhas de mundo, Madoka não é como steins;gate que eles transitam de uma linha de mundo pra outra. Em Madoka é falado que o universo é reescrito, então eu entendo que a linha de mundo anterior deixa de existir assim que a nova é criada, claro que gerando consequencias na nova linha. É um pouco contraditório com o porque da Madoka ser tão poderosa, mas falar de viagem no tempo é tão complicado pra mim, apesar de adorar o tema, que nem sei se eu mesmo me entendi kkk.

        “Depois que todas escaparam nada aconteceria […]” Não entendi. Escaparam da Homura bruxa? Eu acho que em qualquer momento naquele mundo isolado, quando o fenomeno da lei do ciclo se manifestasse o Kyuubey teria cumprido seu objetivo. Só se quando a Madoka apareceu o mundo perdeu seu isolamento, tipo quebrou a casca do ovo, ai sim faria sentido.

        Kyuubey tremendo de medo foi sensacional, cena só superada pelo estado que ele estava nas últimas cenas do filme Hahahaha.

        • “Escaparam” = A Homura compreendeu que era bruxa e deixaria a coisa rolar, ela seria destruída. Só que a Madoka já sabia desse plano do Kyuubey e por isso as meninas também estavam lá, nesse ponto eu disse “escapar”, desde que elas estivessem fora da Soul Gem a Madoka poderia retomar os poderes sem prejuízo algum.

          E a Homura tomou os poderes da Madoka, criou um novo universo e…. é. Preciso pensar melhor nas consequências do novo universo. A Homura diz “é uma pena, mas parece que vocês não vão poder voltar para onde estavam antes.” = seria o plano da Deusa.

          Ou seja, todas as meninas que foram salvas pela Madoka se foderam de alguma forma, afinal, a Deusa não existe mais.

          • Ata entendi. Realmente, fora da Soul Gem elas teriam conseguido resgatar a Homura sem nenhum prejuízo. Se for esse o caso, as ações dela ganham ainda mais peso, já que foram tomadas por puro egoismo. E isso me leva a outro questionamento: se ela tivesse aceitado ser salva ela teria ficado com a Madoka e também com todas as mahou shoujos que foram salvas pela lei do ciclo. Mas a Homura não fez isso, significando que ela queria a Madoka só pra ela? Ou então a Madoka inocente e humana que ela conhecia? É muito mais egoísta do que eu pensava HAHAHA.

            Se eu não me engano é mostrado uma imagem no filme da Madoka deusa adormecida/congelada. Então as outras mahou shoujos estariam lá também, na mesma situação acho.

            Vou aproveitar essa vibe e ver o anime e o filme de novo, Madoka merece.

  4. Primeiro, espero MESMO que tenha um quarto filme (embora ache difícil, mas não impossível). O terceiro me passa a impressão de que pode sim acontecer, dependendo de como os fãs conseguirem digerir tudo isso.

    Mas deixem eu dar alguns comentários aqui e, desculpem-me se eu viajar. Aliás, achou que vou viajar MUITO mesmo.

    O que eu entendi no objetivo de Homura se explica no que o Kyubey disse. Que queriam uma forma de provar a existência de Madoka para em seguida controla-la, criando todo um eficiente e quase perfeito mecanismo (a falsa cidade) e prevendo cuidadosamente todos os eventos, até mesmo o fato de que Homura se tornaria uma bruxa e se aproveita disso. Me pareceu claro que a idéia era usa-la como isca.

    Como Homura descobriu todo o plano, ela percebeu que não poderia salvar Madoka (sim, se o plano de Kyubey desse certo, ela seria presa) e, percebendo que a Lei do Cíclo (e todo o resultado da mesma, na minha opinião) seria quebrada nesse contexto mesmo, Homura decidiu ela mesmo quebrá-lo. Ela usou o plano de Kyubey a eu favor no fim, atraiu Madoka e fez o que todos nós vimos, sabendo que o preço maior, mais uma vez, ela que pagaria. Com o rótulo de ‘Mal’, acaba por salvar Madoka e as demais meninas, com o preço de restabelecer o sistema anterior e ela mesmo se tornar o fiel da ‘nova’ balança e se colocando como a culpada da situação, até para manter um equilíbrio no novo contexto.

    Como cheguei a isto? A fala da Sayaka no fim do filme, pra mim, só serviu para confundir quem assiste. A capa de ‘Mal’ que Homura vestiu foi mais um preço pago no caso para desviar o foco. Digo novamente: pra mim, Kyubey quebraria a Lei do Cíclo e a situação seria BEM pior. Homura aceitou o destino (ou seria, escolheu?) de ser ‘ a personificação do mal’ (?) para, pelo menos, dar chance as garotas mágicas de continuarem lutando, o que entendo que não aconteceria mais se Madoka fosse pega. Kyubey disse “quando o plano for concluído, o resto é com vocês”, deixando claro que a humanidade teria que se virar depois.

    Devo dizer que se Homura fosse o Mal, simplesmente seria mais uma das vilãs que querem o aquilo pra si e quem chega perto ela destrói e isso não foi o que aconteceu. Todas estão lá. Mesmo Madoka tem seus poderes. Homura continua matando os Kyubey. Ela, de certa forma, tomou o lugar da Madoka, em detrimento de sua própria humanidade e, talvez, racionalidade, por amor a Madoka e, por que não, as demais amigas, sob ‘disfarce’ de má. E esse ‘talvez você se torne minha inimiga no futuro’ é outra fachada, pois só Madoka teria poder para vencê-la, coisa que, mesmo se quisesse, não faria. Homura também pagou um preço alto demais para ter que enfrentá-la depois.

    Eu diria que ela continuou e terminou como a grande heroína nisso. O filme nos direcionou para a transformação da personagem foco da estória em uma vilã, o que na verdade, não ocorreu, embora passe para nós essa impressão.

    Foi o que entendi. Desculpe se fui repetitivo. Que venham as pedras…

    • Marcelo, acho que você compreendeu alguns pontos de forma errada: O Incubator criou esse “Campo Isolado” e inseriu a Soul Gem da Homura nesse local, a partir desse ponto a própria Homura acabou criando esse labirinto, assim o Kyuubey iniciou seu experimento. Entretanto, a própria Madoka observou isso e interviu inserindo a Sayaka/Nagisa [Bebe] e ela mesma nesse labirinto, as outras garotas [Mami/Kyouko] meio que foram levadas no processo.

      A Homura surta quando percebe que ela mesma é a bruxa, nesse ponto o Incubator finalmente conseguiria executar seu plano com maestria: provar a existência da Lei do Ciclo/Kaname Madoka! Só que a Homura não pediu a ajuda da Madoka, foi quando o Kyuubey percebeu que seu plano estava começando a falhar…

      Nesse momento a Homura já tinha aceitado seu destino como Bruxa eterna, porém, é claro que as meninas não permitiriam, por isso elas atacam e destroem tudo; tanto que no momento final a Madoka/Homura destroem toda aquela dimensão! NESSE MOMENTO, elas ficaram livres! Tanto que nós observamos a Madoka em forma de Deusa descendo para “buscar” a Homura… só que né, Madoka Magica tinha que ter um twist final.

      Lá naquela conversa que a Homura teve com a Madoka, no jardim, a rosinha admitiu que “se eu tivesse escolha, jamais abandonaria meus amigos e pais, ninguém” = a Homura “entendeu que tinha de evitar o destino da Madoka” = tomou os poderes de Deusa da Madoka = assumiu a forma demoníaca! Só que nesse processo ela reescreveu o universo, então por dedução é provável que a “Dimensão da Deusa” onde as meninas estavam foi destruída.

      E o final é a prova de que o amor da Homura é meio “deturpado” [ou seriam os nossos valores?], ela prendeu todas as meninas naquele novo universo e vai seguir a vida com isso. Só que a Madoka consegue se lembrar ao dizer: “Eu… eu pertenço a outro lugar”… fica em aberto se aquele é o final definitivo ou se as meninas vão tentar destruir a Homura.

  5. Então, Raigho, concorda que Homura não se tornou de fato o vilão dessa história, certo? Ah sim, eu não quis dizer que ela planejou isso desde o começo, mas sim que encontrou nesse caso, com a soma dos acontecimentos (meninas ajudando, compreensão de que é uma bruxa, etc. que ela virou o jogo nesse sentido, até porque Madoka só surgia no último momento da vida de uma garota prestes a se tornar uma bruxa, se não me engano.

    Você concorda que com o resultado, Homura acaba por assumir um papel de vilão no novo universo? Se ela só queria Madoka, não precisava de mais nada mas acabou por salvar as demais (as vivas, porque no meu entender, o resultado de tudo isso tinha que resultar na morte dalas TUTO). Por isso essa minha interpretação, Também eu acho que Kyubey acabaria sim com a Lei do mesmo jeito, né?

    O final do filme deixa aberturas consideráveis, e é isso que dá margem a interpretações. E convenhamos, é difícil viver em um mundo que ninguém tem conhecimento de alguém que gostamos esteve aqui.

    Apenas acho que Homura tirou o fardo de Madoka (ser Deusa, pra mim, era bom para as garotas e não para ela; fardo é fardo), a prejuízo próprio e das garotas seguintes.

    Homura não se tornou uma vigilante que lutará contra qualquer possibilidade de sua amiga se tornar uma deusa novamente e a deixando em seguida.

    Olha, tem que ter um quarto filme cara, ou pelo menos uma droga de um mangá pra gente voltar a realidade… kk

    • Se voce interpretar que no momento que a Madoka deusa aparece pra Homura, ela como a lei do ciclo, estaria longe do domínio do Kyuubey, então a Homura não salvou ninguem e fez o que fez por puro amor, já em sua forma egoísta. Isso seria possível se aquele sistema isolado que prendia a Soul Geam foi desfeito com a chegada da deusa. Como eu não tenho provas de que foi isso que aconteceu é apenas uma hipótese que eu gosto, porque nela não há motivos maiores pra Homura ter roubado os poderes divinos, há apenas os desejos humanos de uma menina que sofreu mais do que todas as mahou shoujos. Eu me apaixonei na dark Homura então não tem jeito.

      Não sei se voce concorda Raigho mas Homúcifer >>> Nadeko deusa.

      Eu acho que o final do filme foi de certa forma um final feliz (quanta ironia é dizer isso em Madoka kkk) pra todas, menos a Homura, já que todo mundo vai esquecer os outros universos em que viveram e o Kyuubey virou um servo do diabo.

      Eu não ficaria triste com um quarto filme, mas não vejo necessidade, todas essas possibilidades de interpretação contam como um ponto positivo pra mim.

  6. quando eu vi a parte do filme em que a Homura absorve os poderes divinos da Madoka(ou parte deles,vai saber né?)e quebra parte da lei do ciclo,me lembrei de como Anakin Skywalker se converteu para o lado negro da força apenas para ver se tinha uma possibilidade de salvar a padmé,e no final acaba contribuindo para a queda dos jedi.

  7. Sou fã da Homura.
    Homura viveu uma situação no absurdo aonde todos os seus esforços para salvar madoka em várias linhas do tempo foram um fracasso, ela vivia Ela viveu em um mundo absurdo e indiferente a vida, aonde a preservação do universo demandava sacrifício da vida humana, de algumas garotas aonde sue trabalho não tinha sentido nenhum, exceto servir de açougue para os incubadores para obterem a energia necessária. E tal realidade acabou custando-lhe sua querida madoka.
    Ela tinha consciência disso e acabou se revoltando contra tal mundo, aonde não poderia renunciar a madoka e se revoltou contra o mundo e quebrou a ordem para ter madoka de volta.

  8. Bom, uma das maiores confusões de fãs de animes tradicional para com o anime como a madoka mágica é falta de compreensão e interpretação de obras,Madoka mágica é mais uma das obras que se trabalha com “conceitos” , há muitos valores nesse anime mas o que mais me chamou atenção foi o conceito “do bem e o mau” nesse anime não há de forma concreta o “vilão” o Kyoubey por mais que parece o vilão pelo ponto de vista humano ele não é! aquela narrativa dele com Madoka na série comparando com os humanos em questões a criação de gado para mim foi excelente. Nada é mais subjuntivo como o conceito do certo e o errado!
    Meu ponto de vista sobre o amor de Homura , como todo amor profundo há doses de egoísmo e abnegação e com Homura não é diferente , mas dado a circunstância de tudo que representou contextual a ameaça dos incubadores para com Madoka (única preocupação de Homura) o ato de Homura não de todo ruim pois o resultado não foi ruim comparado ao que se tornaria se os planos dos incubadores dessem certo, se auto declarar demônio não tem haver com o “bem ou mal” mas sim por ser um ser que se opõem a vontade de um Deus (referência a conceito cristão ou outras culturas religiosas ) A genialidade está aí!

    “O Amor inclui sacrifícios pode ser um milagre como também pode ser uma maldição”.

    Opinião pessoal …

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