Mekaku City Actors – Do Headtilt ao Rage!

Mekaku treta

“Como despertar a ira de todo um fandom” – escrito por Akiyuki Shinbo

E aí, meus queridos~

O lobo mais lindo da vida de vocês [sim, o Raigho aqui] está trazendo ao lado da Marcela outro post… possivelmente polêmico. Vamos discutir um pouco sobre “Kagerou Project”, “Vocaloid” e outras coisas mais, entretanto, convidamos uma mocinha muito gente fina e que poderia oferecer uma segunda opinião muito melhor do que a nossa!

Com vocês, a Jessica do Intoxicação Animentar! Ela é uma fã de longa data de Kagerou e conhece bastante esse mundo de IAs, por esse mesmo motivo ela vai papear bastante conosco, espero que todos achem produtivo e se interessem um pouco mais por essas canções!

Here we go!

Kagerou Project/Mekaku City Actors – As duas faces da mesma história

ss (2014-04-16 at 07.49.40)

Raigho: TSUKI NO TSUKI NO TSUKI NO- oi, pessoal! Desculpem, foi só o hype de estar ouvindo “Outer Science” aqui e com feels… acho que não entenderam muito bem, certo? Hoje mais do que falar sobre “Mekaku City Actors” vamos conversar sobre “Kagerou Project” e… sofrimento. Estou aqui com a diva Marcela, sempre me acompanhando.

Marcela: Caham, 7° Kyu no Kendô. Praticamente o Kirito dual-wielding misturado com Battousai, o retalhador. Tá, não é nem perto disso, mas o foco hoje é em outra pessoa (poxa).

Raigho: HAUHAUHUAA. É mesmo! Não posso me esquecer dela! A jovem INCUMBIDA COM A MISSÃO de falar melhor do que nós conseguiríamos sobre… Kagerou, Jin e vocaloid. A incrível Jessie do Intoxicação Animentar! *APLAUSOS*

Jessie: LET’S DAZE! Aqui é a Jessica, redatora do IntoxiAnime, o melhor blog para descobrir que seu anime cult foi um fracasso de vendas!

Marcela: E-ei… Maou Alguma Coisa Yuusha até que vendeu um pouco…

Jessie: Agradeço aos senpais pelo convite.

Raigho: NÓS é que agradecemos você por ter aceitado conversar com esses… dois loucos aqui. ESSA MENINA manjou de vender a imagem certa! Então, minha cara Jessie, faça as honras, acredito que boa parte dos nossos leitores não saiba o que diabos é “Mekaku City Actors” muito menos “Kagerou Project”… ou qualquer nome desses.

Jessie: Imagina que seja algo muito limitado ao fandom de VOCALOID, logo é normal muitos conhecerem inicialmente como “aquele anime da SHAFT” do que “anime do Kagerou Project”.

Raigho: Exatamente, é esse o ponto! Não foram poucas as pessoas dizendo “nossa, é do SHAFT vamos assistir” *10 minutos depois* “que porra é essa? Isso veio de vocaloid?”, mas a questão é que Kagerou/Vocaloid são coisas talvez “distintas”.

Jessie: Não deve ser normal ou agradável para muitos ouvir um computador cantar, eu acho. Mas podem ter certeza que boa parte da audiência do anime é quem já teve contato com a obra antes.

Raigho: Medindo pelo Nico Nico [que é a ~casa~ de Kagerou], boa parte era um público feminino e bastante jovem até… não querendo insinuar algo com isso, mas é a realidade. Vocaloid, a IA em si incomoda bastante nas primeiras vezes em que se escuta. Mas atualmente eu gosto bastante, quando os tons são menos “estridentes”. O que me atrai em Kagerou é principalmente o feeling nas músicas e os clipes. essa combinação… é incrível!

Jessie: Sim, a maior parte do fandom ouvente é feminino. Acho que o que mais me chamou a atenção no começo foi principalmente o fato havia uma história realmente interessante por trás das músicas, além da grande possíbilidade de teorias, principalmente depois que Kagerou Days saiu, dando fama ao projeto.

Raigho: Falando nisso, Jessie, se não me engano o “Jin” [criador da série Kagerou] começou isso meio que “por engano” na hora da compra da IA… algo assim não? Digo, toda a história/animação/ajuda foi meio que “acontecendo”?

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Jessie: Ele começou usando a Miku, por que tinha ouvido uma música com a Gumi no Nico, achado interessante já que era compositor amador mas se confundiu na hora de comprar o programa lol. Depois que Kagerou Days, feito ainda com a Miku saiu e virou um hit, ele foi convidado pra fazer a música demo para a nova VOCALOID da First Place, IA, que tem a voz baseada na cantora Lia (que canta o enceramento do anime); desde então ele começou a usar a IA principalmente, a First Place, inclusive, patrocina o anime.

Raigho: ……Foi quase uma cagada da vida. Sasuga, Jin.

Marcela: Comentário rápido a respeito das ~seiyuus~ que dão vida aos personagens de Vocaloid: pra quem se sente incomodado com a “eletricidade” da voz do programa, tem muitas músicas por aí que são contadas pelas pessoas de verdade. Meltdown, por exemplo, tem uma versão da seiyuu da Rin/Len, assim como Alice Human Sacrifice tem dos seiyuus da Meiko, Miku, gêmeos incestuosos e até do querido, maravilhoso, husbando Kaito. Aliás, a voz deles é MUITO macia.

Raigho: EU LI GÊMEOS INCESTUOSOS O QUE CADÊ O LINK- err… digo. é! Não sejam vencidos pelo preconceito, Vocaloid é uma agradável surpresa.

Marcela: Vocaloid é uma confusão, isso sim. Com todo respeito, eu sou muito fã de Vocaloid, mas logo no começo eu não fazia ideia do que tava acontecendo. Comecei a procurar vídeos, vi que tinham histórias, depois vi que tinham histórias dentro de histórias ligadas por uma cronologia musical… Cara, é muita viagem. Tipo, tem uns 3 vídeos diferentes da mesma música contando a história de uma maneira diferente.

Raigho: Em Kagerou mesmo < tem o vídeo original do Jin < outros 10 feitos pelos fãs.

Jessie: Na verdade não são gêmeos, são reflexos lol Sim, existem muitos cantores que fazem covers o postam no Nico, não há motivos para o pessoal se afastar por causa da voz robática. A verdade eu meio que consegui acompanhar o projeto quase desde o lançamento (cheguei a ver a segunda música, Mekakushi Code, na mesma semana de publicação). Apesar de que no começo era difícil notar que as músicas eram interligadas.

Raigho: Esse é um outro ponto que eu queria comentar, Kagerou é um “grupo” de músicas criadas pelo Jin com IA, o Shidou [acho que é esse o nome dele?] ajuda nas ~animações~ e… tem uma narrativa? Digo, eu já percebi voltas e voltas e voltas… Digo, tem uma história? Se eu fosse dizer seria algo como “Um grupo de garotos com poderes que estão ligados aos seus olhos e personalidades”, mas isso soa meio vazio.

Jessie: Shidu lol tem o wannyanpu também, mas Shidu é o principal. Pode se dizer que existe uma narrativa própria, como é um trabalho multimídia, a história acaba tendo várias rotas, várias versões diferentes. O anime no caso, é outra dessas rotas. Como são todas escritas pelo Jin, não se pode reclamar por falta de fidelidade.

Raigho: Sim sim, mas bem, tem uma “narrativa fixa”? Existe o começo/meio/fim ou Kagerou tornou-se algo tão abrangente que isso não é possível de se dizer? Eu sei que são aproximadamente uns 15 vídeos que formam a talvez [se é que posso chamar disso] narrativa principal? Eu mesmo não assisti todos os clipes, conheço só Jinzou Enemy/Kisaragi Attention/Mekakushi Code/Kagerou Days e o perdido Outer Science.

Jessie: Existem um backgroud próprio para cada personagem, mas vários desenvolvimentos. Dá pra dizer que existe um começo, vários meios e muitos finais. Dentro das músicas existem 3 que eu me lembre, mas como não acompanhei a novel que é mais explicativa nesse ponto é um pouco difícil dizer.

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Marcela: Acho que a menção feita à “teorias” é uma palavra chave pra não só Kagerou Days, mas quase todas as histórias que os produtores de Vocaloid fizeram. Parece algo que todo mundo se combinou “galera, vamos fazer assim”. É tudo regado à simbolismos e frases sutis, que cabe aos fãs darem suas interpretações.

Raigho: Acredito que as variáveis sejam: a história sempre ~começa~ dia 15 de agosto, o ~verão~ está sempre em foco e os olhos de cada um dos membros da “Mekakushi Dan” faz algo ~específico~. SIMBOLISMOS = SHINBOLISMO POR ISSO O SHAFT ADAPT- parei.

Marcela: … Por favor, não.

Raigho: Dsclp. ;A;

Marcela: Enfim, voltando ao papo sério… Um ponto principal é esse: nunca tem uma resposta só, ou uma única verdade pra a resolução da obra. O Jin teve o privilégio de levar sua criação pra outras mídias que puderam expandir mais, mas como por exemplo, Cantarella ou Alice Human Sacrifice, tem muitas versões diferentes, muitas interpretações diferentes. Tem quem diga que o Kaito era o irmão da Miku, que ela era apaixonada por ele ou até mesmo que ele estuprou ela. Divergindo rapidinho de MCA, isso é uma coisa que me agonia em Vocaloid: como eles assumem tantos papéis diferentes. Sei lá… Quase sempre sofrem.

Raigho: RESUMINDO: Não. existe. uma. única. narrativa.

Jessie: Existe até uma piada interna de contar quantas vezes o Len morreu lol

Raigho: HUE HUE HUE HUE

Jessie: Isso.

Marcela: Siiiiiiim! Mano, o Len só se ferra! Arrancam a cabeça dele em quase todos os vídeos… CARA, na versão de Cantarella dele e da Rin, ele supostamente vê a Miku e o Kaito transando. Tipo. Criancinha.

Raigho: JÁ DIZIAM os sábios, pode ATÉ existir uma UNICA história, mas nunca uma única NARRATIVA.

Marcela: Yep. Yep. Por isso que Vocaloid é essa coisa angustiante: você fica tentado a entender, mas nunca vai entender porque o criador não vai explicar. Basicamente, Vocaloid é Evangelion. E MCA é o Rebuild- [treta intensifies]

Raigho: APROVEITANDO a brecha da ~treta~…. é impressão minha… ou o fandom de Vocaloid em si não curte muito o fandom de Kagerou?

Jessie: É por ai, eu acho ahahaha É a dose de polêmica da série. Bem, o fandom não vem apreciando o anime, a principal culpa no momento é envolver o estúdio Shaft na produção.

Marcela: Pode explicar por que tão achando a adaptação tão ruim? Não consegui enxergar ainda um motivo claro.

Jessie: Bem, tem vários motivos, o primeiro são os problemas do anime em si, mas o que mais chamou a atenção primeiro foi o estilo do estúdio e do Shinbo. No geral o fandom é novo, acredito que esperavam um anime mais “normal”.

Raigho: É só comentando, mas o principal argumento que o ~fandom~ está utilizando é: [com o perdão aos fãs] “MIMIMI A LIGHT NOVEL/MANGÁ NÃO TEM ISSO, PQ MEU ANIMUZINHO NÃO TÁ NORMAL? POR QUE A ENE TEM COXAS? VOCÊS MATARAM MEU CHARACTER DESIGN ORIGINAL”. É mais ou menos isso.

Marcela: Bora pegar esses fãs, colocar pra ler Index e depois pra assistir o anime. Vão chorar sangue e entender como é uma adaptação ruim de verdade. Então, deixa eu tentar entender… Os fãs de Kagerou Project, não todos, claro – mas a maioria que está reclamando são pessoas que idolatram aquilo e qualquer coisa que fuja das expectativas deles é um erro gigantesco que fere toda a integridade da obra? Pfff. Ah, se eles soubessem o quanto a gente sofre com o SHAFT-san… Recap pra cá, recap pra lá. Economia. Powerpoint.

Raigho: Agora que vamos entrar de fato em Mekaku City Actors, nós podemos falar que sim, realmente, tá meio ~pobre~… mas o pessoal queria o quê? Seiji Kishi na direção? O SHAFT fazendo um powerpoint de 24 minutos com as músicas? Eles necessariamente INSISTEM em comparar com o mangá e Light Novel [SABENDO QUE SÃO NARRATIVAS DIFERENTES] e definem aquilo como “certo”. Até eu sei que isso ia dar merda. E outra reclamação do fandom sobre não ter “vocaloid”… com toda franqueza, o shinbo está adaptando a NARRATIVA da MÚSICA. Não é a MÚSICA em si, é a história dela. Fora que vocaloid ia afastar AINDA MAIS que não participa do fandom.

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Jessie: Bem, vamos ir por partes. A escolha do estúdio como Shaft foi feita pelo próprio Jin, que escreve os roteiros. No geral, eu também concordo, narrativamente é o estudio com estilo mais próximo ao dos clipes, mas esse estilo em um anime para TV acaba soando “estranho” demais para um piblico popular. Fora isso, tem o problema dele (aparentemente) lembrar Monogatari Series, além de outros animes da Shaft, o que gera comparações.

Raigho: O PONTO que eu estava pensando em ressaltar, ninguém é inocente, o Jin sabia e MUITO BEM como seria a narrativa/estilo, até porque ele trabalha com o SHAFT. Então a ~culpa~ não é de Shinbo nenhum, até porque o Jin fez o storyboard.

Marcela: Não dá pra dizer que o estúdio tá deturpando a obra, tendo o próprio autor principal em um dos comandos.

Jessie: Jin cuidou especificamente da compocisão dos episódios, por ele acaba sendo culpado por umas derrapadas mais que a Shaft em si, como ficou claro do segundo e quarto episódio. Shaft tem o problema de estar sobrecarregada enquanto o anime sai. Acaba faltando refinamento visual dentro do anime, o que poderia ter amenizado as críticas.

Raigho: Então vamos estabelecer uns paralelos: Kagerou é algo multimídia, são canções. O SHAFT foi escolhido a dedo pelo próprio Jin, criador da série, certo? Bem, o ponto é a comparação incessante com a light novel/mangá, levando em conta que o anime, assim como as mencionadas anterioramente, são CANON. Oficial. Ok, o mangá/LN tem mais espaço para expandir, ainda assim… Existe uma linha entre “o anime tá ruim” e “EU NÃO GOSTO DO SHAFT MIMIMI ESTÚDIO ESTRANHO LARGA MINHAS MÚSICAS”. Mimetismo não é adaptação.

Marcela: (Roubou minha frase)

Raigho: HUE lol

Marcela: A questão do SHAFT é que sempre é um susto pra quem é “novo”, mas tem que levar em consideração que quase sempre que eles fazem um anime, ele sai feio na TV e fica bonito no Bluray. Ou, as vezes, fica mais estranho ainda…

Jessie: É por ai. O Jin curte o Shinbo, mas nem todos os fãs da série pensam o mesmo, é tipo traição pra eles.

Raigho: E dica: Monogatari Series só CONSOLIDOU o estilo do Shaft, não adianta criança ficar jogando a culpa nisso, é infundado. Mas até que gerou ótimas piadas… enfim. Ok, nós podemos até debater sobre o character design que realmente ficou mais diferente, mas fora isso…

Jessie: Sim, eu realmente espero que a versão definitiva vá resolver os problemas técnicos, mas não sei se o fãs vão ter paciencia para isso. Provavelmente o anime vai vender por pouco devido ao rage.

Raigho: Crianças de um fandom querendo que o anime fosse normal, quem sabe adaptado pelo A-1 Pictures e um sorriso no rosto. A vida é mesmo ingrata, hã…

Marcela: Falamos generalizando e tudo mais, mas aí, Jessie, o que você tá achando do anime? Tipo, como fã mais viciada que a gente. É estranho falar com alguém não sendo fanático. É assim que as pessoas se sentem quando falam de Monogatari com nóis?

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Raigho: Provavelmente?

Jessie: Eu estou gostando, mas não dá pra não admitir que tem seus problemas.

Raigho: Mas até aí, que adaptação é perfeita?

Jessie: Tem uns pontos em que realmente deu para sentir potencial desperdiçado, o episódio quatro que adaptou a música mais popular da série foi o maior exemplo disso. Fora que o anime deve estar bem confuso para quem não tem contado com a obra anterior mente.

Raigho: Ah sim, acabei lendo uns comentários sobre isso. Mas olha, acho muito mais fácil você impactar alguém com um VÍDEO/MÚSICA de 4 minutos do que conduzir o episódio ao clímax e o pessoal ficar “kHAKLJGSAJGJAK”. Mas sim, acabou ficou complicado mesmo. É esse outro ponto, muita gente foi assistir o anime porque tava lá “SHAFT” e ficou “ué… quem são essas pessoas?”

Jessie: Ué, outros animes da Shaft não tem pessoas? LOL

Marcela: Problema é que, acredito eu, pra entender Kagerou Days não basta o anime que tá saindo nem as músicas em si, precisa dar uma olhadinha em tudo… Fóruns e tal.

Jessie: Sim, isso é normal de projeto multimídia como Kagerou

Raigho: Sim, o anime pode servir como combustível para que as pessoas procurem as músicas e pesquisem. Nisso soa semelhante com Monogatari, você precisa pensar para entender o que está acontecendo.

Jessie: Mas as próprias músicas são confusas, então acho que o resultado é o mesmo.

Raigho: Acho complicado, o SHAFT adaptando as músicas com o Jin não é satisfatório [aos olhos dos fãs], o mangá pode até ir mais ~profundamente~ mas isso não justifica comparações. São narrativas diferentes que ao seu próprio modo soam oficiais, não adianta você odiar o estúdio e me falar “MAS CARAMBA, TEM HEADTILT NO MEU DESENHO, NO ORIGINAL NÃO TINHA”, “POR QUE O QUARTO DO SHINTAROU TÁ ENORME”? = Por acaso, lá em 2000 e bolinha o Jin pensou em fazer algo grandioso? Como você deduz que tá tudo “errado”? Parte disso é o estilo do SHAFT. Você pode odiar o estúdio e aí sim afirmar que estão acabando com a sua obra, do contrário, vai ser com base em quê?

Jessie: Acho o anime narrativamente mais rico que mangá, que convenhamos, é bem genérico nesse ponto. Shaft consegue inserir alguns duplos sentidos interessantes dentro do anime, o que é bem interessante. Como eu já falei no Intoxie, Kagerou cobra mais isso que uma animação fluída e visual detalhado.

Marcela: É possível enxergar a adaptação do estúdio como uma das outras versões que mencionei. Assim como muitas músicas tem suas histórias recontadas dependendo de quem as faz, isso se aplica à Kagerou. O que importa é que não está perdendo a essência do que se trata, só abordado de outro jeito. Não defendendo com um escudo de adamantium o SHAFT-san, glorificando e tudo mais, porque o próprio fato da animação deles estar imprimindo elementos que “deram certo” em Bakemonogatari nos outros anime é algo que me incomoda muito. Entretanto, não muda que o argumento torna-se válido porque não é um caso exclusivo de Kagerou Days, mas abrange todo o universo interligado que é Vocaloid. Pois bem, os próprios vídeos, pela carência de recursos, não tem uma animação tão cheia de requintes – é óbvio que o foco, o carinho da criação tá na história e nos pequenos detalhes. É isso que eu vejo o SHAFT tentar trazer: não aquele anime bonito e cheio de efeitos tipo No Game no Life (que não deixar de ser épico), mas aquele anime… Singelo. Com uma história poderosa.

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Jessie: Acho que visualmente passa bem o feeling da série, mas não deixa de parecer algo “amador demais” para alguns. Vi comentários de muita gente comentando que o anime está parecendo fanmade e não proficional. Até por que são as mesmas técnicas que usam nos vídeos. O roteiro é um caso a parte, tem problemas de aproveitamento do tempo e não é sempre que ele casa bem com o estilo narrativo do anime, o que é outra coisa que pode vir a causar estranheza nos fãs.

Raigho: Ah, os inocentes que não compreendem a pobreza…

Marcela: Episódio 10 de Nadeko Sn-

Raigho: Ainda vou descobrir pessoalmente que merda o Shinbo faz com o orçamento [além de comprar vinho e bebericar com o Nisio].

Jessie: Como eu já comentei, o estúdio tá meio sobrecarregado.

Raigho: …Essa é a vida! Algum outro ponto que não mencionamos e acharia interessante lembrar? Algum detalhe ou fato.

Jessie: As músicas tão maneiras.

Raigho: AHUAHAUHAUA ISSO é verdade, acho elas demais! Bom… vamos encerrar por aqui ou a gatinha manhosa quer fazer uma prece final? “Que o fandom entenda que esta porrinha aqui também é oficial, o choro é livre” ou algo assim.

Jessie: Não tenho esperanças com fandoms, é muita desilusão ahahaha

Raigho: Assinando totalmente essa afirmação. De coração.

Jessie: Eu só espero que o anime consiga fechar com o tempor que tem ou que a Shaft tenha algum plottwist em relação ao número de episódios

Raigho: Estava pensando nisso… será que teremos um final? ou como vai funcionar isso né…

Jessie: Essa é questão… eu não sei.

Raigho: “GALERA, SEGUINTE, TEM 14 CLIPES OU PÁ, VAMOS FINALIZAR COMO? JIN, BRÓDER, FALA AE” “……….” Se bobear ninguém nem pensou nisso. Certeza.

Jessie: Deve ter sido pensado, já que o Jinzinho queria um anime faz tempo.

Raigho: Se o choro/CHORUME tá nesse nível agora ANTES da metade da série, quero nem ver o fim.

Jessie: Justamente por isso tenho essa suspeita, mas é isso, só uma suspeita.

Raigho: RESUMINDO: Vamos CONTINUAR ORANDO SOB O SOL ESCALDANTE PARA QUE TENHA UM FIM- não pera, isso é a letra de Lost Time Memory! Welp, algum comentário final Jessie? E você, Macchan?

Jessie: Yep, espero poder fazer outra colaboração com os senhores ^^

Marcela: Nada mais a declarar!

Raigho: Bom, nós é que agradecemos pela sua nobre presença, Jessie! E é isso pessoal, a conversa acaba aqui… mas quero ver o sangue com gosto de fandom em polvorosa nos comentários~

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15 thoughts on “Mekaku City Actors – Do Headtilt ao Rage!

  1. Bem… falando sobre o anime de MCA como já vi os pv’s, li a novel e o manga e̶ ̶s̶o̶u̶ ̶u̶m̶ ̶v̶i̶c̶i̶a̶d̶o̶, estou em um hype inacreditável, onde praticamente tudo que vier eu vou adorar e só depois de algum tempo vou realmente analisar por inteiro, até porque qualquer informação que vier pode ser decisiva na hora de criar uma “true route” já que tudo que é mostrado pode ter relação com uma das outras mídias e ser diferente das outras (e no final não duvido que o jin faça um dorama ou qualquer outra maluquice dizendo que é a true route).

    Por já conhecer o estúdio a algum tempo nem reclamo mais com as maluquices e ainda fico procurando easter eggs (como sempre ter um relógio em evidencia girando ao contrario antes do final do episódio mostrando que o próximo será cronologicamente antes) e rindo com as referencias.

    No final acho que o que o shinbo faz com o orçamento é c̶o̶l̶o̶c̶a̶r̶ ̶t̶u̶d̶o̶ ̶n̶o̶ ̶n̶a̶r̶i̶z̶ fazer episódios com animação fraca para gastar tudo em um único episódio ou momento mais importante pra serie (era pra ter sido usado mais em kagerou days mas tudo bem…).

    PS: Jessie: Não tenho esperanças com fandoms, é muita desilusão ahahaha> Concordo plenamente até porque em todo tipo de grupo de fans tem os perdidos e nem sempre a maioria está certa.

    Até mais.

  2. Não faço parte do fandom de vocaloid e na verdade o único nome q me vem a cabeça quando falam a palavra é “Miku”. Com meu conhecimento nulo sobre o tema, ver esse anime de fora esta sendo uma experiencia interessante. Estou perdido, rezando pela chegada do final para que eu possa rever o anime dezessei vezes e tentar entender. Mas eu sou apaixonado pelo surrealismo do SHAFT, logo não tenho coragem de dropar o anime. A história ainda é nebulosa pra mim, mas tenho algumas expectativas. Mas achei interessante a conversa de vocês e ela ajudou a me situar em relação a obra. Vamos só esperar o sangue nos comentarios, quero uma fanbattle de qualidade.

  3. Esse texto foi interessante, mas não tenho muito para discutir. Minha principal raiva é o estilo shaft e como eles escolhem fazer certas adaptações (sinceramente não entendo qual a necessidade de usar um urso, um brinquedo de mola em cima de uma cadeira para representar um empresario)
    Mas diz ai, o que voces tem contra o seiji kishi? Pessoalmente não vejo nada de errado ( se bem que eu nunca vi o material original de nenhuma das obras que ele ja adaptou)

    • É sobre simbolismo, um empresário dessa forma pode significar “sou algo bacana/vou enganar você e passar uma impressão inofensiva”, é como os alunos feito gravadores “veja só, eles nem têm vontade, só repetem e não têm personalidade”.

      Dica: jogue Devil Summoner 2 / Persona 4 / Danganronpa e experimente assistir qualquer adaptação dele. Vai entender rapidamente essa qualidade o… E olha que eu até curto danganropa anime.

      • E é esse simbolismo sem ultilidade que eu estou falando! o gravador eu até entendo (mas não curti), os vasos de flores tambem, mas UM URSO EM CIMA DE….. ah vá, pra que isso!!!
        Imaginei que seria algo relacionado as franquias de jogos mesmo, mas ainda não tive a oportunidade (tipo um ps3) para jogar…. Mas eu curti muito o que ele fez com jinrui wa suitai shimashita e arpeggio (se bem que arpeggio foi todo historia original e eu meio que entendo que alguns fans da obra original não tenham curtido)

  4. Boa noite, pessoal do Otomegatari!
    No começo eu achei muito estranha a adaptação que a SHAFT fez, e eu me fazia diversas perguntas: ‘Mas que quarto é esse do Shintaro?’ ‘Que posturas são essas?’ ‘E essa Headtilt?’ e blá blá blá. Ainda tenho paciência em rever as músicas e ler o mangá para ver se tem uma correlação e… acabei me entregando cada vez mais, a partir do terceiro episódio.
    Não só pelos shipps (HUSDFHISUDH), mas também pelo enredo, que achei interessante. Não tinha entendido o porquê de o Seto estar presente nas cenas, mas depois de alguns comentários eu entendi: ele não aparece muito nas outras mídias, então decidiram colocá-lo em evidência logo de cara para mostrar o poder de seus olhos e explicar a relação que ele tem com a Marry e os outros integrantes do Mekakushi Dan.
    Não havia entendido porque ele colocou o Headphone Actor/Yuukei Yesterday depois, mas agora eu entendo que é para mostrar a relação do triângulo amoroso Hibiya, Hiyori e Konoha e mostrar como é a Kagerou Days de fato. Acho que foi um episódio de difícil compreensão para quem não acompanhou as outras mídias, até porque hoje eu entendo que uma complementa a outra.
    Muito obrigada por relatar o ponto de vista de vocês. Eu mesma estive refletindo sobre isso, e agora vejo o quão agradável o anime pode ser.
    Beijos.

    • Eu também me perguntei do quarto do Shintaro, mas foi mais um “POR QUE PAMONHAS UM NEET TEM UM QUARTO DESSES E EU NÃO?”
      Mas Seto desde o começo foi meio wtf mas me deixou toda feliz ❤

  5. Ok, eu adorei essa entrevista só pelas citações de toda a putaria que é VOCALOID (e olha que nem sou fã)
    Enfim, como a Jessie sou viciada em KagePro, ah bons tempos dos debates interminaveis das mil teorias a cada MV lançado, as horas rezando por uma tradução da novel, o choro com o lançamento do mangá. Poisé, mas enfim, por mais viciada nos outros produtos de Kagerou Days não tenho problema com o anime além dos que a Jessie citou.
    Sendo sincera eu queria uma animação mais “normal”, melhor dizer tradicional, mais pelo meu gosto narrativo (principalmente em sci-fi) e não vou mentir e dizer que não me incomoda os maneirismos do Shinbo e toda essa pobreza em Mekakucity, mas nem por isso vou dropar um anime que só tem 5 episódios, por favor né? Como vou me auto denominar fã? Sem contar que grande parte da culpa é do Jin mesmo
    Mas gosto da SHAFT e seus simbolismos, então não é insuportavel como dizem pelo fandom a fora. O problema mesmo é que o povo esquece que o anime é uma adaptação dos MVs que não tem um plot estabelecido, só conceitos, assim como o tão comentado mangá e a novel, ambos são diferentes um do outro também.
    Sdds tretas se resumindo as teorias
    Enfim, muito bom, e fico feliz que o Raigho e a Marcela estejam entrando nesse bizarro universo de Kagerou, só torço pra voltarem vivos do loop de feelings
    E MCA KD? NECESSITO!

  6. Deixa ver se eu entendi: faz parte do Kagerou project qualquer coisa que tenha esses personagens e esse começo de história, independente de qual mídia seja, enquanto Mekaku city actors é o nome do anime. É mais ou menos isso?

    Eu começei a assistir o anime por ele ser do Shaft, mesmo caso de nisekoi, e estou gostando bastante (comecei ontem na verdade). O estilo Monogatari combinou perfeitamente com a proposta, gente como eu que sequer tinha ouvido falar de Kagerou project antes, não deveria reclamar tanto, principalmente após 3 temporadas de Monogatari Series. É uma mistura de feelings de Monogatari com Durarara, não tenho do reclamar mesmo (sou normalfag demais pra falar, ou até mesmo reparar na pobreza da animação).

    Apesar de gostar da semelhança com Monogatari, acho isso um pouco perigoso, teve momentos que eu podia jurar estar assistindo Bake, e isso é meio…estranho. O Shaft precisa tomar muito cuidado com isso, se não Monogatari vai perder toda a identidade.

    • “Kagerou Project” é uma série de músicas criadas pelo “Jin”, “Mekaku City Actors” é o nome que “Kagerou Project” recebe ao ser adaptado para o formato anime. São ao todo umas 14-15 músicas que têm nomes próprios e são numeradas por “atos”.

      Exemplo: “Jinzou Enemy – Ato 01”.

      O anime está adaptando cada uma dessas canções que compõem o “Kagerou Project”, esse é o problema do SHAFT… o eterno esquema do Shinbo querer ser cíclico. Mas não confunda, essa série tem seus próprios méritos, não na direção dela, mas o enredo é onde tudo brilha.

  7. Entendi agora, mas se cada episódio adapta uma música, 2 ou 3 ficarão de fora. A história vai ficar sem fim?

    Acho que é isso que eu mais gosto em MCA: tem todo um visual bonito e estiloso com uma história interessante a ser transmitida, não é o estilo tentando encobrir um enredo fraco.

    • É AÍ que mora o X dessa questão! São músicas demais, existem “rotas” demais… é complicado. Mas por exemplo, esse episódio 6 meio que adaptou 2 músicas: Headphone Actors e Yuukei Yesterday.

      Além do que, alguns desses “visuais” são mais spoilers do que outra coisa, dica.

      • To na torcida pra que termine de uma forma fechada o suficiente pra não ser ruim, pelo menos isso né Shaft.

        Que eu me lembre de spoilers que eu peguei foi os olhos vermelhos do Shintarou no ep 5 e o fato do konoha ser originalmente um desenho (talvez uma IA) nesse ep 6 e os olhos vermelhos do professor lá, altas tretas por aí, nesse não formos sacaneados. Se tiver mais não precisa dizer kkk, mas considero mais como dicas mesmo do que spoilers propriamente dito.

  8. Acho que a maior parte do uproar da fanbase é pura “fandumbassetry”. Eu, particularmente, fui assistir Mekakucity completamente alheio ao background. Não sabia de onde tinha vindo a ideia ou o conceito, e fiquei legitimamente confuso durante as adaptações musicais, embora tenha rapidamente ligado os pontos com Vocaloid porque hey eu sou assim mesmo. Acho que a verdadeira falha do anime é tentar ir muito longe em adaptar as músicas ao invés de concentrar-se na narrativa, apedrejem-me se quiser, pois as músicas já existem. Já foram consolidadas. Não há como fazer melhor do que as próprias, ao meu ver. Eu não me importo com um anime que me faça querer pensar subliminarmente para entender o enredo. Na verdade defendo essa postura com unhas e dentes. Foda mesmo, porém, é exagerar na dose. Como eu acho que Mekakucity Actors o fez em várias instâncias. Eu bem achei que o quarto episódio “pulou o tubarão” como falariam os yankees.
    Preferia muito mais que o anime fosse uma coisa “standalone”, que servisse como porta de entrada para mais pessoas se juntarem à (sem dúvida) grande comunidade que Kagerou tem. Não há como experienciar Kagerou sem a forma interpessoal, o jeito como todos inicialmente tornaram-se fãs. É intríseco à coisa. Que o Anima sirva como uma porta de entrada ou como uma glorificação da obra. Se for o segundo caso, estão fazendo um excelente trabalho. (Não que seja particularmente difícil fazê-lo).
    Não acho que esse mundo seja para mim, porém.

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