Papo Gatari #08 – Shinbo e Esquisitices: Uma conversa franca sobre o estúdio Shaft!

shaftbingo

Colocando as cartas na mesa, todas as faces “SHAFT” viradas para cima.

Yaho!

Em meio a inúmeras discussões entre eu e o Raigho sobre “que diabos vamos postar”, chegamos a um ponto em comum que atiçava a vontade de escrever e discutir de ambos. É um tópico que vez ou outra rebate pelo próprio meio otaku e nós dois adoramos voar sobre e navegar por essas águas misteriosas. Envolve muito simbolismo e economias artisticamente criativas.

É, meus caros leitores… Vamos falar um pouco do estúdio SHAFT. Apelidado carinhosamente por mim e pela seiyuu Hocchan de SHAFT-san.

Afinal, o que diabos vamos postar? Bom, existem estúdios e estúdios. Cada um tem sua fama. Kyoto Animation e sua pureza/castidade/fofura, JC Staff e a capacidade de adaptar muito mal 90% das obras que pega, Madhouse por ter sumido, P.A Works por acertar um tiro em dois lugares opostos com a mesma bala… Enfim. Mas esse estúdio, esse estúdio é o que tem a discussões mais fogosas.

Ah, mas não vou ficar falando tudo sozinha aqui! Como disse, eu e o Raigho ficamos com fogo no rabo pra falar disso. Por isso, tantantan~ Retomada do estilo de posts Zenmanal: um bate papo regado à “o que foi isso, Shinbo?”, enquanto traçamos uma linha do que era o SHAFT-san antes de Bakemonogatari e a maconha que eles passaram a usar depois de Bakemonogatari. Vamos nessa! *dá uma tragada*

SHAFT: Shinbolismos, powerpoint e pobreza

Nisemonogatari - 01 - Large 26

Raigho: Era uma vez um grupo de otakus que curtia animus. Eles só tinham um windows 97 e seu powerpoint instalado. Eles fariam a história com Bakemonogatari. SHAFT-SAMA ESTAVA PRESTES A ALCANÇAR O ESTRELATO!
*Explosão*

Marcela: Cof cof… Quem diria que dava pra improvisar nos animes só dizendo que não tava pronto o episódio ainda, usar quadros estáticos e telas de powerpoint! Melhor ainda- vender mais de 50.000 DVDS e alcançar recordes com isso.

Raigho: MAIS AINDA, QUASE SUPERAR EVANGELION EM VENDAS! O RECALQUE CHORA até hoje por causa disso, discussões a parte, o anime mais vendido em ANOS é Bake. Faz sentido. E TUDO NO IMPROVISO! EXPERIMENTAL? DESCONSTRUÇÃO? MEU AMIGO, vocês não viram nada ainda.

Marcela: Improviso de um estúdio que pouca gente esperava alguma coisa. Muita gente as vezes esquece que o SHAFT-san fez outros animes ANTES de Bake! É meio que o Antigo Testamento, sabe? A maioria sabe que tem, mas pula logo pro novo porque – Jesus. Entre o Antigo Testamento temos alguns animes que nós dois assistimos, e talvez vocês também – ef A Tale of Memories/Melodies e Sayonara Professor Desespero.

Raigho: UHEUEHUEHEUHEUHUEHUHE. URREI. É MESMO. “No antigo testamento havia o Shinbo e o desejo de ser hardcore. No novo testamento é o Shinbo sendo harcore com o garoto estranho que é bom em redação”… dica, o Apocalipse narra a chegada de Kizu em formato filme. Enfim, o SHAFT antes de Bake… convenhamos, não era famoso. MAIS do que não ser famoso, ele era simplesmente estranho sem ter o ~pedigree~ exato. Você já conseguia perceber a ~estranheza~ no estúdio. Vide Sayonara Zetsubou Sensei que foi onde de FATO começou mais forte a coisa do “Head Tilt” e se impregnou durante Bakemonogatari; outro ponto é a OP de Maria Holic. Tinta, manequins, dominação… É estranho. É SHAFT de raiz.

Marcela: Já em ef – A Tale of Memories e a Tale of Melodies a coisa é bem mais leve. Mesmo assim, tratando-se da adaptação de uma visual novel, a animação é excêntrica para o tipo. Existem algumas cenas que são monocromáticas, outras que só utilizam silhuetas… Cenários de certa forma um pouco “diferentes”, mas sem ser aquilo que vemos em Madoka. A própria opening de ef tem um toque sexy e suave nela. Não é aquela coisa óbvia de gente correndo. Tem texto voando atrás…

Raigho: Mano, eu fico imaginando o dia que o Shinbo descobriu o powerpoint. Nossa, eu quase consigo ver ele sorrindo/chorando ao mesmo tempo e dizendo: “GALERA, SEGUINTE, PEGA ISSO AÍ, DÁ UMA ESTILIZADA, JOGA UNS TRECO DE COR E VAMOS LANÇAR” = “Anime do ano”, “desconstrução”, “experimentalmente delicioso”. Bem, zoeiras a parte, eu acho o SHAFT sim inovador… mas a questão é até onde isso faz bem/é de fato “inovador”. Hidamari Sketch, por exemplo, tem o character design de Madoka! Você SABE que é algo do SHAFT, mas é comedido… é tranquilo. É o Shinbo funcionando com freio.

Marcela: Pois é. Mas aí chega Jesus, distribuindo pão, vinho e muita grana – chega Bakemonogatari. É difícil se arriscar e dizer quais partes do anime são pura economia e quais são simbolismos profundos cheio de minunciosas interpretações. Tirando o segundo episódio de Nadeko Snake, claro (sim, vou sempre mencionar porque foi o cúmulo da pobreza).

Raigho: Um ponto de debate: O fato de não ter pessoas na sala de aula do Araragi, você pode ver isso como pobreza DE FATO ou… o psicológico do Araragi. Ele odeia a palavra amigo, ele sequer cogita a existência dos colegas. Isso seria sim um simbolismo visto desse outro ponto de vista. Mas é impossível saber exatamente. É argumento para os fãs e haters ao mesmo tempo.

Sayonara Zetsubou Sensei - 01 - Large 03

Marcela: Exato. Tanto que Bakemonogatari é um anime que inicialmente assusta muita gente. Não é algo como Evangelion, digamos assim, que assusta a pessoa no nível psicológico o rumo que a história vai tomando, principalmente nos dois últimos episódios. O visual é o impacto de Bake. Nos dois primeiros episódios, a primeira vez que vi uns… Dois, três anos atrás, era difícil me concentrar na conversa entre o Araragi e a Senjougahara. Aquela cena em que tem a cabeça do Araragi e um bando de spaghetti… Nossa. Passei um tempão só encarando aquilo, tentando entender.

Raigho: É confuso, a história é confusa e a própria animação é “confusa”. São elementos demais e quando você não tem o costume, é foda. Eu digo por experiência também, no começo você fica meio “mas que merda é essa?”… Desistir é fácil até demais. Existe sim uma pobreza de fato, mas o visual de Bake consegue impactar de forma plena, o Shinbo soltou todos os freios nessa adaptação. Tanto que não é por acaso que Monogatari fez sucesso, o estranho casou bem com a história/narrativa/personagens. É um anime que construiu o estilo do estúdio [em partes]. Bake influenciou até DEMAIS eu diria o SHAFT… Um pouco demais. Tem também a história/visão do Shinbo ser “cíclico” demais.

Marcela: Esse “cíclico” dele é aplicado de forma semelhante na OST de Monogatari, feita pelo Satoru Kosaki, como o amigo Noots falou por aqui um tempo atrás. Fazendo um paralelo, digamos de Bakemonogatari fez pro SHAFT-san o que K-On fez pro Kyoto Animation. Ao mesmo tempo que o anime criou a identidade, o estúdio absorveu essa identidade pra si. O que se torna um problema… No momento em que os dois se fundem você passa a achar que está assistindo o mesmo anime. Sempre. É sempre a mesma coisa.

Raigho: EXATAMENTE. A comparação perfeita, depois de K-ON o “traço” mais distante que eles fizeram foi Kyoukai no Kanata e Hyouka. Com o SHAFT de certa forma é o mesmo esquema, a aplicação de coisas esquisitas deu certo com Bake < tudo desde então sofre do mesmo efeito. É só pegar QUALQUER anime do SHAFT antes de Bake, era algo bem mais distinto. Não estou dizendo que o SHAFT não altere as coisas, por exemplo, Denpa Onna foi aquela coisa divina de Madoka. E nem por isso todo mundo associou com Bake, mas é complicado…

Nisekoi - 01 - Large 33

Marcela: Digamos que o Shinbo pegou a fórmula de imprimir dinheiro e aplica em todos os animes que dirige. Entretanto, importante ressaltar como Bakemonogatari continua sendo o mais experimental de todos os posteriores a ele. Sinceramente: assistindo Nise, Neko Kuro (apesar da direção ser outra) e Zenmonogatari, não tive o mesmo impacto de Bake. Talvez eu estivesse acostumada, sim, é um fato. Mas o número de cenas “cérebro de spaghetti” é bem menor.

Raigho: Acho que é o Shinbo sendo… “maduro”? Quero dizer, uma hora você precisa querer parar de EXPERIMENTAR tudo para melhorar sua habilidade, mas NISE foi foda demais! Nise foi LINDO! Mais bonito que Zenmonogatari, 11 episódios explosivos! Mas acho complexo isso, no filme de Madoka [o segundo, no recap] tem uma cena onde a câmera se AFASTA TOTALMENTE da Homura. E isso foi aplicado em Zen [na cena Hanekawa/Kako]… Ele vai se aprimorando. Mas nem sempre esse “enroliçamento” de “coxas, braços, corpo” é visto com bom olhos em certas adaptações.

Marcela: Mekakucity Act- cof cof.

Raigho: SIM, EXATAMENTE. O pessoal tá soltando os CACHORROS/MACUMBA/ETC no Shinbo. O Pessoal tá “MOAR KD MEUS PERSONAGENS MOAR MEU KAGEROU PROJECT NÃO É SEXY” etc etc etc. Nós podemos passar boas horas [e vamos ainda] discutindo esse caso em particular, mas bem, temos Nisekoi mostrando que inicialmente o Shinbo tava com a corda toda, mas depois ele relaxa.

Mekaku City Actors - 01 - Large 01

Marcela: Nisekoi! Nisekoi, Nisekoi. Pra quem me segue no twitter sabe que, desde que TWGOK acabou e eu fiquei em um marasmo de decepção, Nisekoi é meu novo armozinho harém/batalha de shipps. Só que, eu e acho que muita gente, achou o primeiro episódio um tédio! Sério. Fiquei “ahn, pera, ele tá tentando fazer um harémzinho experimental igual Bakemonogatari?”… A coisa não casou.

Raigho: Sim, no começo estava Monogatari demais para o gosto casual. Mas ele foi se acertando, maneirando… Agora só parece um harém feito pelo SHAFT casual. Umas cores estranhas aqui, um cenário sem detalhes ali… Tudo se firmando.

Marcela: O estúdio tem até essa fama de, quando pega algo para adaptar, um medo rodeia todos os fãs e os que conhecem um pouco da obra. Nisekoi foi um grande exemplo: o nosso pequeno nicho ficou incrédulo com a notícia. Nisekoi é algo pra ser adaptado por um JC Staff da vida, não SHAFT… O que o Shinbo gosta de pegar são light novels bizarras pra sair inventando coisa. E, concordo com os receios, o medo é justificado: ele tenta imprimir o que foi Bakemonogatari nos trabalhos que pega. Sasami-san, que muitos ignoraram e eu graças a Madoka droppei, é uma mistura entre Madoka/Monogatari, com o traço bem semelhante ao primeiro. Algo que, como fã de Monogatari, me deixa meio chateada: ele tira toda a originalidade do que fez e o anime perde seu charme. Isso me traz a um questionamento: seria o Shinbo um diretor pouco criativo que deu “sorte” no que fez?

Raigho: SÓ DIZENDO QUE ACHEI SASAMI-SAN “aproveitável”. A ~Roberta Sangue~ fez uma comparação que acho ótima: “O SHAFT é uma carrocinha de churros com apenas um único dono no controle”… Sem o Shinbo, o SHAFT morre. Literalmente. Se o Shinbo sair do SHAFT TENHA CERTEZA que será o nascimento do “Gainax 2”; ele realmente tentar e imprime o estilo que se consolidou em Bake. As vezes dá certo, as vezes não. Certas coisas não foram feitas para esse estilo, Monogatari deu certo JUSTAMENTE por ser esse treco estranho. Mas quando ele quer, ele faz direitinho. Mas tem outra coisa estranha, na verdade, soa imbecil mas… O SHAFT “piora” certas coisas no Blu-ray. Isso parece idiota, mas é verdade.

Marcela: CALMA! Calma. Não são todas as coisas. O episódio de Nadeko Sn- tá bom, não vou mais falar dessa droga. Mas depende. Quando o anime é muito pobre, eles conseguem fazer melhoras significativas. Em outros casos, é simplesmente… “Cara, pra que você mudou isso mesmo?”… Tipo os cenários de Madoka. Inclusive alguns sites gringos especializados em fazer essas diferenças entre TV/DVD/Bluray ficam na mesma dúvida. São coisas tão mínimas, como o ângulo do rosto do personagem, a iliuminação ou até mesmo algo na curvatura de um sorriso. Sério.

Raigho: Mas o Shinbo fez disso FESTA HAUHAUHAUHA. Sério! Em Nisekoi mesmo, tem uma cena da Chitoge lá na aula de educação física de boa, com o “plano” normal. CHEGA NO BD, O TRECO FICOU TODO PIXELADO! Fora as “sombras” que o Shinbo tira, coloca, altera… As vezes é questão MÍNIMA, mas ver as mudanças entre o TV/BD do SHAFT em geral…  É uma experiência interessante. O DEBATE FERVOROSO sobre o SHAFT saber OU não o que está fazendo segue até hoje, sempre foi assim. De um lado os fãs, do outro as pessoas dizendo “NÃO, TÁ UMA BOSTA, TIRA O POWERPOINT DAÍ”… com meu humilde respeito e sinceridade, prefiro minha obra sendo adaptada pelo SHAFT [em certos casos especiais não] do que rezar pelo estagiário certo estar trabalhando no A-1 Pictures.

Maria Holic Alive - 01 - Large 10

Marcela: Pra mim, tudo depende da obra que tá sendo adaptada. Sinceramente, o Shinbo fez a melhor coisa ao parar de aloprar em Nisekoi. Se ele não se reinventar logo, vai cair na repetição de vez. Uma coisa é colocar um head tilt ou outro em umas cenas, outra coisa é a maneira como os personagens se movem e a fluidez. Outro paralelo com KyoAni, que é um estúdio que se repete DEMAIS mas consegue continuar no sucesso simplesmente pela animação ser linda: na primeira ending de Chu2Koi, parece muito com uma remontagem da primeira ending de K-On, “Don’t Say Lazy”. Sem falar na maneira como a Rikka se mexe, o mesmo movimento das pernas meio raquíticas é igualzinho ao jeito da Yui.

Raigho: “Cair na repetição” = o “cíclico” do SHAFT é tipo isso, só que com nome bonito. O que mais eu vejo é BACKGROUND repetido na séries do SHAFT. Aquele hotel onde o Kaiki fica hospedado com os prédios ao fundo < mesmo panorama do Shintarou, de Mekaku City Actors, no quarto dele. O KyoAni nesse ponto é repetido até certo ponto, mas consegue manter tudo “bonito”… em partes; varia muito de obra para obra. Só que um dos pontos [o mais intenso acho] é sobre o SHAFT descaracterizar os personagens em suas adaptações. Em Nisekoi está tudo tranquilo, mas MCA… “TEM COXA DEMAIS”, “MINHA PERSONAGEM NÃO É ASSIM” < A briga do mídia original x adaptação.

Marcela: Vamos discutir isso mais tarde, mas posso dar uma preview do meu argumento: adaptação não é mimetismo. Igual nenhuma tradução pode ser feita ao pé da letra, o mesmo vale pra adaptação visual/roteiro. Falo isso como tradutora amadora de light novel e acredito que o Raigho como ultra expert master do Dollars.

Raigho: E digo com isso com fé, após anos no Dollars Fansub… não é algo fácil. Quer encerrar por aqui? Acha que está de bom tamanho?

Marcela: É, tá de bom tamanho. Eita, pensei a mesma resposta heuheue.

Raigho: AQUI É KOKORO EM SINCRONIA!

Marcela: <o/*\o>

Raigho: Bem, até mais pessoal! Voltamos muito em breve. Com algo bem mais… Divertidinho.

Sasami-san Ganbaranai - 01 - Large 14

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25 thoughts on “Papo Gatari #08 – Shinbo e Esquisitices: Uma conversa franca sobre o estúdio Shaft!

  1. HEOIHEOIEH só ri, nem sei mais oq dizer 😄 mas queria pedir algo a um tempo .. mó nada a ver com oq ses postaram ai agora, mas será que vocs animavam fazer tipo uma bake wiki? separar por personagens, escrever tudo que sabem E oq acham, colocar pensamentos que podem ocorrer e tal, pra cada personagem da trama? vllw!

        • Caio, meu querido, óbvio que não vamos traduzir isso. É uma WIKIA, é uma página contendo MILHARES de informações, não temos tempo e nem coragem de começar algo tão trabalhoso nesse nível.

        • Muitas informações vitais que tem na Wikia já temos por meio de posts específicos, como o que o Raigho fez a respeito de kaiis, como a Semana Monogatari. A Wikia tem grande parte do conteúdo envolvendo coisas que já são de conhecimento geral porque transcorreram ou no anime ou nas novels (e, mesmo que não traduzidas, são fielmente adaptadas no anime). Então não precisa se preocupar, tudo que é de novo e de interessante tentamos trazer pro Otome. =)

          • Obrigado (; eu consigo ler em ingles sem dificuldades, apenas achei que seria interessante ter algo totalmente pra monogatari, do zero, inicio, meio, fim, apenas pra eu ler e reler, é capricho, é egoismo, mas realmente aprecio o trabalho de vocês, na hora realmente não considerei o trabalho e tempo que isso levaria, então peço desculpas. E sou realmente grato por tudo que vocês tem trazido aqui. Obrigado.

            • Imagina! É que é foda, digo, seria interessante… mas putz. É coisa demais, é treco demais. Quem sabe outra pessoa seja tão ~fanática~ quanto nós? Mas por favor, não deixe de comentar jamais!

              • KKKKKKKKKKKKK’ se ser só fanático bastasse, a coisa é manjar das fontes né? pq fanáticos por monogatari tem aos montes, afinal, é realmente uma obra de arte! Mas pode deixar 😄 o único jeito de eu sair daqui é por ban 😄

  2. Pode parecer estranho, mas o primeiro anime da Shaft q vi foi Nisekoi. Lembro quando foi anunciado a adaptação na Jump e foi mostrado o design de como ia ficar, logo pensei, gostei. Até vi alguns comentários desconfiados por causa do estúdio, mas como gosto muito de Nisekoi [apesar de achar meio-merda], apenas esperei, e quando lançou, o que vi foi uma [muito] boa adaptação, mas, cheio de doideiras e experimentos drogados [tá, não “cheio”, mas q tem um monte tem].

    Ao pesquisar sobre a Shaft [antes de nisekoi], vi um pouco de monogatari e madoka [este último já havia lido o mangá há época] e o que vi foram animes estranhos mas só [ainda não sabia que esse era o estilo do estúdio] [e só pra constar, monogatari não gostei de primeira e madoka achei tão diferente do mangá que tb deixei de lado], então não fiquei com medo de nisekoi, e no final acabei gostando. Logo, quando foi anunciado que mekaku [outro que gosto muito] ia sair pela shaft tb fiquei animado, pensei que nenhum outro estúdio poderia adaptá-lo tão bem [na verdade, ainda não imagino nenhum, apesar de q No Game da MadH ficou muito bom], mas meu, me decepcionei demais. Aquilo não foi feito no PP [é um insulto ao programa], foi no Paint mesmo! Sério, esperava mais da Shaft em Mekaku, se ela me fez gostar dela em nisekoi agora eu acho que eu a odeio, não, na verdade não pois eu não tenho sentimentos negativos mas que ficou uma decepção ficou, agora não vejo mais a shaft como antes. Na verdade, tento não odeio que reconheço que apesar de ter ficado ruim as decisões de design de ambientes, gostei da adaptação dos personagens por exemplo [tanto q vou continuar vendo]. Mas não tem jeito, a má decisão de não ter feito tão bom quanto nisekoi bateu mais forte.

    PS: só pra explicar pq antes de nisekoi nunca tinha ouvido falar de shaft: sou novo em assistir animes [apesar de ler mangás desde 2007], comecei ano passado com SnK, e de carona, Railgun S [amo o mangá desse anime], e aos poucos fui aumentando a cada temporada [nessa devo ter uns 10].
    PS2: Como disse antes, gosto muito de Railgun e acho uma ótima adaptação [se tirar os fillers], então não, não concordo com o “a JCS estraga tudo que adapta”. Não só por railgun mas tb por vários outros que já vi.
    PS3: complementando o post, não acho eficiente o método do shinbo de ter chocado. Tipo, ao ver uma obra há cinco expressões diferentes possíveis: “Uau!”, “Que foda!”, “Hã”, “Meh” e “Que merda!”, e monogatari é pra mim, um bom exemplo dessa última, não é bom alguém ter uma má impressão inicial de sua obra. [pra mim, as melhores são as que me fazem fazer “Hã?”]

    • se voce ver uma obra e o estudio de animação for a shaft, prepare-se para o pior.
      (Excluindo monogatari)

    • Mas aí é a sua OPINIÃO, concorda? Você pode até não gostar desse estilo, mas quando precisa ele cumpre muito bem o seu papel, por exemplo, Monogatari foi feito PARA causar estranhamento, não é uma coisa fofinha, bonitinha, arrumadinha e etc. E o “mangá” de Madoka é só uma adaptação do anime, jamais vai chegar nem aos pés da obra original de fato; experimentação é quase um sobrenome para o Shinbo, novamente, cai no quesito “gosto pessoal”.

      Porém, sim, existem certos exageros como em Mekaku City Actors.

      Já dizia o ditado “Se você sabe que determinado anime/coisa/etc vai ser adaptado pelo SHAFT, certas conversas são desnecessárias…” < Shaft já fazia esse mesmo esquema ANTES de Bake, nesse ponto é uma questão de "gostar ou não" do estilo em si do SHAFT.

      E essa "pobreza" do SHAFT… sinceramente? Ninguém entende esse fato até hoje.

      • Concordo e como! Na internet eu SEMPRE tento ser liberal e receptivo, sei que [quase] todo mundo pensa diferente de mim.
        “Quando precisa ele cumpre seu papel”. BINGO! Eu até acho legal esse estilo “meio artístico”, mas vejo que o problema é que ele é usado, mesmo quando não há necessidade, sei q é a “marca da shaft”, mas não precisa fazer em 100% dos 24m do anime né? Exemplos: em nisekoi, em muitas cenas o autor usa a sala de aula como se fosse personagem* [acho isso foda], e na shaft, em quase todas essas cenas a sala de aula não existe, não há uma ou duas únicas almas vivas além dos personagens em questão, fico muito puto quando isso acontece; e em mekaku então? vou nem falar pq senão vai ter mais texto do que já tem.

        Sobre monogatari, sei dessa, infelizmente ainda não arrumei tempo pra ler ou vê-lo mas antes mesmo do anime já lia relatos dizendo que a LN era muito “coisa-loka” e talz… :P. Ainda vejo pra ter uma opinião concreta mas sei que há um motivo pra ser assim.

        Sobre Madoka, na minha opinião o mangá é sim tão bom quanto o anime, o impacto da história se deu igualmente pra mim e pra outras pessoas de quem li relatos. Sei que o anime tem mais “quebra de expectativa”, já que são mais elementos além da história que são “mudados”[queria ter usado uma palavra melhor 😦 ]. Mas mesmo assim, a conheci pelo mangá e estou satisfeito.

        Sobre a “pobreza” da shaft… [let’s the discussion begin!]. Bom, na minha opinião é simplesmente porque Shinbo é um diretor medíocre, mas que depois de tentar e tentar conseguiu estabelecer um sucesso com seu estilo [cara, quantos caras medíocres ao longo da história conseguiram essa proeza né? Deram sorte mesmo não sendo muito bons e entraram pra história como gênios (sim, Bill Gates, Steve Jobs e outros, vocês sim)]. Agora quer aproveitar o sucesso enquanto pode… [espertinho]

        *na cena de entrada da Marika por exemplo, ri pra c* no mangá com a reação dos alunos. Já no anime isso praticamente não foi adaptado.

        • Não é um estilo “meio-artístico”, é o estilo do estúdio. Por exemplo, se você assiste animes do KyoAni tudo ali é adaptado aos MONTES. Tudo sai no molde estabelecido fortemente em K-ON! Veja os traços das LNs originais e a forma como é adaptado, a diferença é notável!

          É um traço bacana? É mesmo, mas é adaptado ao estilo do KyoAni. Existe uma clara diferença entre ADAPTAR uma obra e MIMETIZAR ela. Tirou uma cena N? Foi decisão do estúdio; nós podemos abrir o questionamento de “Mas será que o A-1 Pictures teria feito igual? O J.C. Staff?”… são variáveis.

          E isso da sala de aula é zoeira do Shinbo desde sempre, a própria imagem inicial do post resume bem o feeling, mas “diretor medíocre”? Olha, o Shinbo pode não ser o gênio da direção [e nem quero provar isso], mas Seiji Kishi [Danganronpa, Devil Survivor 2 e outras pérolas] tá aí dirigindo anime provando que é ser LIXOSO de verdade.

          Resumindo: o autor do mangá [da obra original] pensa de uma N forma e o estúdio pega isso de uma OUTRA forma diferente.

          • Como tinha dito antes, não sou muito de assistir animes, não me lembro de er assistido nenhum recente da A1 [na vdd, Ore no Kanojo é dela né? (não lembro), se for, então vi só esse]. K-ON? Conheço só de imagens espalhadas por aí.

            Quando quis dizer “medíocre”, quis dizer “mediano” mesmo, que é o significado da palavra, num tava xingando ele [sério, quando o povo vai aprender a usar/ler essa palavra?]. Na minha opinião, Shinbo é “só” um diretor normal, como qq outro por aí que deu sorte com um estilo. Estilo esse que combina com obras mais “cabeça” [por isso q tinha dito q não conseguia imaginar mekaku com qq outro estúdio, por pior que tenha ficado] apesar de ser meio exagerado.

            Quanto à adaptação, só acho que não se deve mudar muito a essência das cenas. Você pode até mudar um ou outro detalhe, desde que tenha ficado parecido com a intenção original do autor. É isso que é o trabalho de um diretor, não pegar a ideia inicial e mudá-la ao seu bel prazer. [minha opinião]

    • A maioria das coisas que adapta, não todas. Pensei especificamente em Railgun quando abri as exceções do estúdio. Mas Index, Zero no Tsukaima… Adaptações pobres e fracas do conteúdo original.

      • Já eu achei Index uma adaptação “boazinha” por exemplo. Talvez esteja falando isso por index ser minha LN favorita, mas o que vi na adaptação foi apenas “retirada de gordura”, mas em todas as cenas havia [quase] a mesma tensão/comédia da LN, então pra mim tudo bem.
        Além de Index, já vi Hidan no Aria e Ookami-san e tb achei boas adaptações. [e sem contar que gosto do “traço do estúdio”]

      • Em Zero no tsukaima as duas ultima temporadas foram muito lixosas. As duas primeiras(principalmente a segunda) são as únicas que realmente valeram a pena gastar meu tempo assistindo, só terminei de assistir por amor à série. Eu incluo Sakurasou no Pet na Kanojo nas exceções(pelo menos para mim), apesar de não ter adaptado todos os volumes, e eu ainda espero/torço por uma continuação

  3. Shaft para mim é só monogatari. O resto eu prefiro não pensar muito ou então eu fico puto…
    Shinbo foi criativo, mas agora ele so faz repetir a mesma coisa em todo santo anime adaptado. Na boa, esse estilo serviu em bake (eu tambem estranhei muito quando vi bake pela primeira vez, so me acostumei no fim do arco da mayoi), mas ta na hora de parar de usar esses mesmos processos de animação.
    Acho que a shaft ja produziu de bake para ca uns 10 animes diferentes e sinceramente, EU CANSEI. so vejo mekaku city por que me interessei pela historia, mas a animação prefiro ignorar.
    Achei interessante o que voces falaram da kyouani, eu penso do mesmo jeito, acho que eles tambem deviam mudar, acredito que produzir a maldita 4 temporada de fullmetal panic seria uma boa (visto que este é um projeto que foge bem do estilo k-on).
    E a proposito, nisekoi foi melhorando com o tempo porque o shinbo deixou a direção com algum assistente para se concentrar em estragar mekaku city, porque é quase impossivel o shibo fazer um epi normal ( vide epi.14)
    (Muito triste aqui, saudades da ayumi)

    • Essa é uma discussão velha, se você olhar antes de Bake, essa coisa ~esquisita~ do SHAFT sempre foi assim. Só que com Bake tornou-se ainda mais notável, o estilo do estúdio se consolidou. Não adianta, essa coisa estranha, com poses estranhas, é o SHAFT LOL.

      Digo, nós conhecemos [e odiamos ou amamos] o SHAFT justamente por ele ser peculiar dessa forma, não existe coisa normal. Sempre foi assim, sempre será assim. Com o Shinbo na direção ou não, você aceitar/curtir/analisar é gosto pessoal.

      O KyoAni sofre do mesmo ~mal~, os personagens são uns as caras dos outros, no máximo você muda o cenário e deixa tudo “bonito” [com aspas mesmo, nem sempre fica bom, mas pelo estilo é acima da média sim].

  4. Hum… antes de monogatari eu já havia assistido Arakawa Under Bridge e Sayonara Zetsubou Sensei (não resisti tive que ficar vendo aquelas openings várias vezes pensando WTF?) e pessoalmente eu gostei daquele estilo meio maluco que colocaram.

    Fica bem claro que os animes mais recentes do estúdio incorporaram demais o que bakemonogatari inovou (não acho que seja ruim desde que ele maneirem um pouco no LSD e façam o Shinbo tomar os remédios dele e talvez ir a um psicólogo e tal), mas realmente não dá fazer com que todos acabem ficando ~monogatarizados~ e nem que abandonem totalmente um estilo que está dando certo pra eles. Enfim eu sinceramente espero que eles acertem o caminho e até lá ganhem bastante dinheiro pra animar Kizu

    Ah, e quanto àquele comentário a Ene: “Você diz ‘A história ignora o material original’ e ‘A dublagem não é como eu tinha imaginado’.” É incrível como o Shaft já compra a treta logo no primeiro episódio.

  5. O primeiro anime que vi da Shaft diferente de muita gente foi o Negima! feito por eles (que é uma bosta) e quando vi Bakemonogatari ouve uma junção de sentimentos que a resposta que eu tinha chegado era que não tinha gostado do anime, na verdade eu tinha gostado do arco da Hitagi e da Mayoi e gostado mais ainda do arco da Suruga, mas quando vi o arco na Nadeko fiquei com tanto desgosto que a unica coisa que me fez terminar bake foi perceber a referencia sobre o ultimo arco feita na ending.

    Após algum tempo assisti Sayonara Zetsubou Sensei e Arakawa Under the Bridge e só descobri que era da Shaft meses depois, quando saiu Nekomonogatari (kuro) e eu sabia o que iria encontrar pela frente, eu finalmente decidi dar uma chance à Nisemonogatari, o que foi uma boa surpresa pois gostei muito e considerei uma trama melhor formada e também como uma comedia mais fluida.

    Quando estava acompanhando Zenmonogatari já me considerava um fan de carteirinha e foi nesse tempo que li o Kizumonogatari e conheci o Otomegatari e agora estou acompanhando tanto Nisekoi como Mekaku City Actors.

    Bem agora saindo do meu mini resumo sobre minha historia com a shaft vou ao comentário do post xD. A Shaft e o Shinbo (As Duas Entidades Entrelaçadas) tem um estilo que com o tempo aprendi a gostar e achar “Normal”, ganhei um carinho pelo estilo feito por eles e enquanto eles continuarem a fazer animes eu vou continuar a assistir.

    Acompanho toda a “Saga” de MCA/Kagerou Project desde Agosto do ano passado e vi tanto os PV’s como li a novel e o manga, e estou gostando muito do anime de MCA pois quem está reclamando do estilo que seria o anime estava muito desavisado, vejo poucos estúdios que fariam um trabalho realmente bom com a historia e como o Próprio Jin está escrevendo o roteiro e as musicas e também supervisionando o trabalho do estúdio não tenho o que reclamar. Na minha opinião quem estiver reclamando que está diferente da “obra original” deixe de assistir o anime e pegue nas outras mídias a rota que você gosta mais (como nas Visual Novels) e sejam felizes 😀 !

    Desculpe o comentário gigante e bom trabalho com os posts do Otomegatari!

    • Cara, como eu odeio a shaft por ter feito aquele remake de m*rda!
      Aquilo ali afundou o pouco conceirto que eu tinha da shaft.
      Mekakushi (animação) é muito ruim, mas a historia é interessante, ja vi as musicas e estou gostando da forma de como eles estão usando as historias das musicas

      • Concordo que na parte da animação o MCA está muito zoado e também tem coisas que estão bem toscas como o kenjirou que em algumas cenas está normal e em outras está com a calça no umbigo. Parece ser um costume da Shaft fazer partes com uma economia inacreditável só para gastar tudo em uma parte chave da trama, até porque em nisekoi tem alguns episódios que a economia é tão grande que fica quase 1 minuto a personagem e o background estático e só a boca se mexendo.

  6. Boa conversa entre os dois aí, concordo com quase tudo.

    Bom, a minha opinião sobre o Shaft é que eles deveriam encontrar um meio termo, continuarem crescendo, não podem ser estáticos nas suas capacidades, Por exemplo, poderiam tratar de desenharem com mais qualidade, fluidez, está certo que esse quesito “fluidez” é algo que remete ao ritmo do diretor então não pode ser muito alterado, é de fato uma qualidade, assim eu vejo (me refiro ao ritmo que o anime é contado, seus ângulos, cortes, jogos de câmeras e tudo mais), mas as cenas com movimentos, que poderiam caprichar mais, poderiam. O estúdio cresceu bastante no mercado, seus métodos de produção poderiam acompanhar e crescer também né? Se bem que a única coisa que reclamo mesmo é isso de fluidez, mais movimentos, menos economia, de resto, todas essas outras características que bem conhecemos é o que o defini, sua identidade, isso é a Shaft, não tem nada a ser mudado, gosta quem gosta, quem não gosta… não gosta, questão de gosto, paciência [fiz questão de usar bastante a palavra ‘gosto” para soar mais legal hahaha], assim como se uma pessoa não gosta de maracujá, ela não pode exigir que a fruta mude seu gosto natural só porque ela não vai com a cara daquilo.

    Essa comparação com a KyoAni acho bem válida mesmo, particularmente, eu não vou com a cara dos animes deles “pós K-On!!”, acho as histórias sem sal, traços infantis, sem graça, o estúdio perdeu aquela “mágia” que os seus animes tinham antes, hoje em dia são animes apenas seguros, bem feitos, mas nada de mais (saudades época de Haruhi, Air, Clannad, Kanon e tals). Para mim eles são o oposto da Shaft.

    O KyoAni tem histórias leves e infantis, nada maduro acontecendo, histórias que não se arriscam, uma animação com coisas simples (cenários, personagens, temas) mas extremamente bem feito, provavelmente seja o estúdio com a melhor animação nos termos técnicos, sem contar o Ufotable, porque eles usam muito CG e é um tanto injusto comparar fluidez e tudo mais sendo que eles usam ferramentas não muito comuns, digamos, “menos tradicionais”. Pelo outro lado, o Shaft tem essas histórias viajadas que vocês conhecem, arriscadas, temas variados, traços variados e animação pobre mas criativa (adoro esse estúdio, faz o meu tipo).

    Assim como a Shaft pode melhorar, a mesma coisa é válida para a KyoAni, que no seu caso, nos termos técnicos eles mandam muito bem, isso não tem o que alterar, só largar logo esse traçado K-On! da vida que me irrita profundamente, para o anime [K-On!] está ideal, mas colocar nos outros irrita, deixa infantil demais. O principal problema que vejo neles no atual momento são as histórias, são fracas, deveriam largar de ser tããão infantis assim, porra, se continuassem no rumo que eram antes de K-On!! (segunda temporada) o estúdio provavelmente seria sem sombras de dúvidas o melhor dentre todos, mas fazer o quê, gostava tanto daquela coisa “Pixar” (o estúdio americano) que o KyoAni era, histórias com uma boa moral e que todos os públicos gostam, infelizmente se renderam ao sucesso de K-On! e ao “moe”, foi o fim da grande era do estúdio para mim, hoje em dia são apenas histórias bem feitas mas sem sal.

    Acabei me desviando do assunto Shaft e me estendendo para a KyoAni, mas enfim, conheci o blog uns dias atrás totalmente por acaso e sem querer, venho lendo várias postagens e curtindo bastante, continuem assim, vocês são muito bons, parabéns.

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