As Crônicas Secretas: “Canção Tsubasa – 5º Dia – final”

Crônicas Secretas

A despedida! O fim!

Acharam que estávamos nos coçando? Sem pesquisar nada sobre Monogatari? Jamais! O faro do lobo aqui nunca erra na procura por materiais como esse! Há muito tempo foi lançado o “Bakemonogatari Official Anime Guidebook” com detalhes da produção, curiosidades e 5 crônicas! Dessas 5, apenas 2 haviam sido traduzidas para o inglês até então… Agora que o lobo aqui encontrou as outras 3 perdidas na internet, por que não traduzi-las? Sim! Eu e a Macchan vamos traduzir essas crônicas com eventos curiosos/entendimentos novos sobre alguns personagens… preparem-se!

Hoje é a vez da gata trazer a crônica final, agradecemos ao carinho de todos ao longo desses cinco dias!

Canção Tsubasa – 5ª Crônica

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Naquele domingo, ao invés de ser acordado pelas minhas irmãs Karen e Tsukihi, despertei com o barulho do celular quando a mensagem de texto da Hanekawa chegou.

Normalmente me gabaria da minha habilidade em ignorar o toque do meu celular, mas havia motivos para acordar naquele momento, e se me permite dizer fui muito sábio nessa decisão, porque quem enviou a mensagem foi a Hanekawa. Bom, como sempre o texto era extremamente formal, e nenhum um pouco curto, por isso demorei um pouco para decifrá-lo, mas fiz de uma forma que qualquer um possa entender.

‘Vamos sair em um encontro♥’

foi a impressão que eu tive.

… Não, não estou brincando.

Não se preocupe, não enlouqueci.

Então cancelei todos os planos que tinha para aquele dia (estou brincando, não tinha nada planejado mesmo) e pedalei até o local designado.

Hanekawa tinha, como sempre, chegado antes que eu. (como sempre, estava de uniforme. Bem, encontros com uniforme escolar recentemente tornaram-se comuns).

“Ya~ho! Então, podemos ir?”

Desse modo, com um sorriso bem espontâneo, fomos indo.

Seguindo com esses pensamentos enquanto me pergunto para onde vamos, presumo que seja para a biblioteca, mas espera, ela não é fechada aos domingos? Para minha surpresa, pegamos um trem (deixei minha bicicleta na estação), e quando finalmente chegamos, fomos em um karaokê que abria pela manhã.

“…Karaokê?”

“Yep!”

Incapaz de responder, Hanekawa foi em frente e disse, “Só nós dois. Três horas, por favor,” e rapidamente passamos da recepção.

Qual é a dessa habilidade de coerção? Invés de um encontro, parecia que ela seguia um roteiro tipicamente masculino, onde o cara estaria todo “Fique quieta e só me siga”, em um ritmo que não espera confirmação ou consentimento, e a garota fica encantada. Quero seriamente seguir o exemplo dela.

E aí veio o canto.

Hanekawa-san cantou com entusiasmo.

Vergonhoso que seja dizer, minha experiência quanto a karaokês é mínima, ou melhor, deveria dizer que meu corpo resiste ao ato de cantar algo na frente da Hanekawa, então quando ela cansou de me esperar terminar de mexer no controle, disse,

“Então, eu começo.”

pegou o microfone e começou a cantar. Porque eu nunca escolho minha música por hesitação e vergonha.

“Vou cantar de novo, okay?” “Então, vou cantar de novo, okay?” “De novo, okay?”

Com isso, era eternamente a vez dela.

Posso muito bem classificar como um show solo ao vivo.

Apesar de ser uma situação que nem uma pessoa de fora vindo me falar “O que diabos você tá fazendo?” poderia resolver, bom, eu queria ouvir ela mais uma vez.

Queria ouvir a Hanekawa canttar mais uma vez.

Ela era tão boa que eu poderia morrer.

Se ao usar o “eu poderia morrer” para classificar o quão boa ela era não faz sentido pra você, vamos mudar para “ela era tão boa que eu poderia reviver”. Para mim, o vampiro que revive não importando quantas vezes morra, certamente essa era a metáfora perfeita.

Parece que a Hanekawa achava ser uma violação de etiqueta cantar músicas que as outras pessoas no local não conheçam, porque todas as músicas que ela cantava eram um sucesso pop que até alguém como eu conheceria, mesmo sendo cheias de clichês que eventualmente alguém se cansaria de ouvir, por isso estava impressionando com a performance admirável dela.

Logo, comigo escutando em êxtase, não havia um momento sequer em que eu tinha virado a página do livro de canções.

Instintivamente ajeitei minha postura.

“Muito obrigada. Huh? Araragi-kun, você não escolheu uma música ainda? Nesse caso, irei de novo.”

“Espere um segundo espere um segundo, Hanekawa-san. Mesmo sendo fantástico você estar tão animada, só espere um segundo.”

Impedi a mão dela de alcançar o controle remoto. Se a Hanekawa cantasse mais, eu me comoveria tanto a ponto de chorar.

Isso seria ruim, certo?

“Uma pausa. Vamos fazer uma pausa. Vamos nos acalmar por um instante, voltar para nosso estado de espírito inicial.”

“…? Nada contra.”

Finalmente ela se sentou e largou o microfone.

Ela estava em pé o tempo todo enquanto cantava.

Era a representante de classe que dançava enquanto cantava.

“Mas estou surpreso… Não achava que karaokê fizesse seu estilo, Hanekawa. Quantas vezes você já veio aqui, pra poder soltar a voz assim?”

“Huh? Mas essa é minha primeira vez em um karaokê.”

“…”

Com a resposta intrigada dela, também fiquei intrigado.

“Sua primeira vez? Mas você parece habituada em usar o controle remoto.”

“Dá pra adivinhar como usar isso só olhando, né?”

Hanekawa respondeu como se fosse óbvio.

Olhando para ela assim, parecia ser do tipo de pessoa que também não lê manuais.

Ou devo dizer, uma pessoa que não precisa nem ler manuais;

“Huh… Mas, mas, você cantando, achei que foi bom, e mesmo sem a opinião de alguém, todas as pontuações na tela foram de 100, não foram?

“Não sei, mesmo que você diga isso. A máquina não é feita pra mostrar 100 não importa quem cante? Como uma previsão que só diz ‘grande sorte’.”

“É mesmo?…”

Não tenho certeza, ouvi falar que a pontuação nos karokês é muito severa… De qualquer modo, essa garota, ela só consegue tirar 100 pontos, mesmo não sendo uma prova escolar.

Isso é impossível.

“É a primeira vez que canto sozinha na frente de outras pessoas desde as aulas de música no fundamental, então não acredito que seja tão boa. Pare de me bajular, Araragi-kun, sério.”

“Como eu disse, não é isso. Que tipo de pessoa é você, afinal. Admita logo que passou seis horas confinada aqui treinando intensamente para hoje e aceite os elogios!”

Falando o que pensava assim, estava mesmo me acalmando.

Emoções que foram muito longe só podem sair como medo.

“Pra começar, você não estava nem olhando pra letra da música na tela enquanto cantava, Hanekawa.”

“Hm? Porque eu já memorizei.”

“Não estou tentando achar falhas em você, mas porque não pode ser normal nem no karaokê?”

Depois de dizer isso, suspirei e fiquei em silêncio.

Por que ela não pode ser normal.

Falando nisso, essa era uma questão muito séria para a Hanekawa, e por tal motivo o gato emergiu, duas vezes – na Golden Week e alguns dias atrás, duas vezes em que nada pôde ser feito pra evitar que ele aparecesse.

Por que eu disse algo tão impensado – mas, a Hanekawa não me deu nem tempo para me arrepender, dizendo,

“É uma boa pergunta~”

e concordou com a cabeça normalmente.

“Mas eu pensei bem sobre o que aconteceu recentemente, e cheguei à conclusão de que tentar ser normal não é normal, não é?”

“…”

“É. Não há sonhos no objetivo de tentar se tornar normal.”

E por isso que eu acabei vendo pesadelos não só uma, mas duas vezes – ela disse, parecendo mais estar falando pra si do que para mim.

“Além disso, pessoas normais desejam não serem normais, não é mesmo? Percebi que buscar ser normal, na essência, não é normal. E agora fiquei toda confusa. Assim sendo, Araragi-kun, peço desculpas por perturbar você essas coisas todas”

Apesar de soar como uma brincadeira, a Hanekawa parecia mesmo pensar dessa forma do fundo do coração.

“Mesmo não achando que tenha feito algo de errado até agora – mas não acho que isso foi algo bom. Ser sempre certa o tempo todo não é a coisa certa. Não quero mais me conter, se eu não demonstrar mais da minha individualidade, posso acabar me tornando vítima do gato novamente.”

“… É verdade.”

Sim, poderia acontecer.

Afinal – o gato era como outra Hanekawa, e indo mais além o gato era a própria Hanekawa, não importando quantas vezes pegássemos emprestado o poder da Shinobu para repelí-lo, ele nunca desapareceria.

O Oshino disse que normalmente sumiria aos 20 anos – mas a Hanekawa não poderia esperar tanto.

Todo esse tempo – depois de todo esse tempo.

Ela tinha que definitivamente enfrentar o gato dentro de si. Não contê-lo – mas aceitar como parte de si mesma.

“Bom, é algo assim, ok? De agora em diante, ao contrário de guardar todo o estresse e ressentimento como fazia antes, quero tentar várias maneiras de aliviá-los de tempos em tempos. E hoje é a primeira vez que faço isso.”

“Hum. Ah, por isso.”

Por isso viemos ao karaokê.

Cantando tão alto certamente aliviaria o estresse.

“O que, então foi só por isso? Você deveria ter me dito. Tinha tanta certeza de que era um encontro, e estava tão feliz.”

“Mas não digitei nada do tipo na mensagem de texto.”

“É mesmo.”

“Você leu muito nas entrelinhas. Eu não faria nada assim quando você já tem a Senjougahara-san.”

a Hanekawa disse, sorrindo.

“Mas, você tem razão. Provavelmente deveria ter te dito antes. Digo, poderia ter vindo sozinha, mas como era a minha primeira vez fiquei com um pouco de medo.”

“Oh, então você fica nervosa. É o mesmo pra Hanekawa, hã. Bom, entendo o que está acontecendo agora. Sempre que quiser se distrair pra aliviar estresse, só me ligar. Como hoje, irei com você a qualquer hora.”

“Mesmo?”

“É claro. Como eu iria recusar um pedido da Hanekawa?”

“Então, será que deveria pedir algo agora?”

E dizendo isso, de uma adorável bolsa (que não combinava muito com o uniforme dela) pendendo de seus ombros, Hanekawa tirou tesouras usadas para cortar cabelo.

“Isso não tem nada a ver com você, mas recentemente meu coração foi partido. Então, para superar isso.”

Ela disse com um sorriso.

“Essas tranças, poderia cortá-las de uma só vez para mim?”

“…”

Pelo visto isso era o ponto principal de hoje.

Por sinal, você poderia dizer que a fonte de estresse da Hanekawa também sou eu.

Pelo bem de aliviar o estresse você precisa tomar medidas drásticas, e acredito que isso também seja uma vingança pelo meu assédio, de qualquer forma, o travesso, felino sorriso que a Hanekawa tinha no rosto ao me entregar a tesoura aparentava, apesar de não completamente, só um pouco como se ela estivesse se divertindo, que ela estava feliz.

Ela me deixou feliz também, e por isso não pude evitar.

Hoje foi, pensei, o melhor dos dias.

…Por sinal, não foi uma piada: ela realmente me fez cortar as duas tranças. Forçou-me a deixá-la com um corte masculino. Não consegui acreditar. Para não incomodar o pessoal do karaokê, a Hanekawa até preparou o material para limpeza antes de vir, então claramente tudo havia sido premeditado. Mesmo assim ela foi em um cabeleireiro para ajeitar o cabelo depois.

Mas aquelas duas tranças ainda estão no meu quarto.

Fonte

Essa crônica foi originalmente traduzida pelo Tumblr Polaris Unique.

E assim meus queridos, encerramos as crônicas especiais! Esperamos que tenha sido do agrado de todos.

Até mais~

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3 thoughts on “As Crônicas Secretas: “Canção Tsubasa – 5º Dia – final”

  1. Meu Deus, foi o Araragi quem cortou o cabelo dela e ele até guardou as tranças. Que cena épica seria isso no anime. Maldita Shaft que deixou isso em branco.

    Muito obrigado pelas cronicas galera, foi muito divertido.

  2. retiro o que eu disse, a hanekawa é tão boa quanto a senjougahara!
    Quem teria coragem de jogar fora as tranças da hanekawa? Eu iria embalá-las e emoudurar

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