As Crônicas Secretas: “Quadra Suruga – 3º Dia”

Crônicas Secretas

Huuuum~ Esse cheiro de tradução fresquinha!

Acharam que estávamos nos coçando? Sem pesquisar nada sobre Monogatari? Jamais! O faro do lobo aqui nunca erra na procura por materiais como esse! Há muito tempo foi lançado o “Bakemonogatari Official Anime Guidebook” com detalhes da produção, curiosidades e 5 crônicas! Dessas 5, apenas 2 haviam sido traduzidas para o inglês até então… Agora que o lobo aqui encontrou as outras 3 perdidas na internet, por que não traduzi-las? Sim! Eu e a Macchan vamos traduzir essas crônicas com eventos curiosos/entendimentos novos sobre alguns personagens… preparem-se!

O lobo aqui voltou! Vamos jogar basquete!

Quadra Suruga – 3ª Crônica

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O dia de acertar as contas com a Kabaru finalmente havia chegado, o encontro fatídico ocorreu em um domingo.

Bem, como eu não tenho muito espaço para explicar os detalhes vou evitar me alongar, mas recentemente, aquela garota alcançou um nível praticamente intolerável. Eu tinha ignorado a situação até então, mas quando descobri que a própria Senjougahara estava começando a ficar incomodada, decidi que era hora de medidas drásticas. A decisão certa era brigar com ela fazendo o papel de grande Senpai, ainda não era tarde demais.

Se eu não mostrasse minha dignidade como seu Senpai, futuramente o meu papel como exemplo seria negativo.

E, com isso em mente, nós travamos um duelo.

Eu escrevi uma carta de desafio para a Kanbaru.

Estou falando sério, escrevi mesmo.

Com um pincel.

Em momentos como esse é importante manter uma certa cerimônia e afins, por isso eu achei melhor ir até uma loja de materiais de construção e comprar os equipamentos necessários, após isso, pela primeira vez em muito tempo, eu pincelei a tinta de uma pedra para tinta. Eu não consegui escrever os caracteres muito bem e boa parte do que eu consegui tomou o sábado inteiro, mas digamos que tudo transcorreu bem.

A localização do nosso duelo era no centro desportivo nos arredores da cidade; o evento do combate final seria basquete, em outras palavras, aquilo que a Kanbaru sabia fazer de melhor.

Não, ao invés de dizer “aquilo que ela sabia fazer de melhor”, levando em conta nessa lógica que ela estava em um nível de jogadora nacional, talvez a expressão “aquilo que a Kanbaru fazia animalescamente” soe melhor—hehehe, vejo uma certa insinuação em você de que eu teria alguma chance se o desafio fosse uma disputa matemática?

Bem.

Vou derrotar a Kanbaru em um mano a mano!

“…Hã, Araragi-senpai, você está estranhamente parecido com um daqueles atletas.”

Eu, que tinha vindo até o lugar marcado de modo animado e estava me gabando, fui recebido pela Kanbaru-san, que estava vestindo salto alto, uma saia cheia de babados e com uma blusa rendada; além do cabelo dela estar com um laço rosa, embora eu não possa dizer com exatidão se aquele estilo poderia ser chamado de “lolita gótica”, ela realmente parecia estar semelhante a esse estilo que parecia excessivamente chamativo.

Destoava perfeitamente das ataduras no braço esquerdo dela.

“…………….”

Era um ótimo contraste comigo, que estava vestindo tênis de basquete escolhido pela Karen, combinando com um short e uma regata de academia, adicionando a tudo isso uma toalha enrolada na minha cabeça, mas quando nós dois éramos colocados lado a lado, parecia uma ótima combinação de cosplays.

Não não não não.

Eu estava ótimo.

“Err, bem, Kanbaru-san. A pergunta que eu vou fazer é bem idiota, talvez seja até mesmo absurda, enfim, que tipo de visual é esse… seu?”

Foi uma ação insensível, idiota.

“Você é o tipo de pessoa que veste saia e coisas assim?”

“Mas eu estou sempre de saia, não? No meu uniforme escolar.”

“Bem, tecnicamente sim…”

“Mas é verdade, as vezes eu tento ser consciente sobre o meu próprio estilo fashion. Afinal, é o meu segundo encontro com o Araragi-senpai.”

“………………”

A carta de desafio falhou miseravelmente em transmitir sua real intenção.

Essa garota era o tipo de pessoa que não escutava nada do que diziam para ela, ela simplesmente não entendia a real mensagem quando alguém escrevia algo para ela.

E, a minha batalha cruel contra a tinta ontem foi no nível de jogar badminton com as minhas irmãs.

Eu deveria ter enviado uma mensagem de texto.

“Mas esse é o meu Araragi-senpai. Se nós começássemos a ter uma conversa sobre como roupas sem manga combinam com você, eu provavelmente diria que isso é mentira. Existe um provérbio que diz algo como ‘mangas que não existem, não podem tremer’; isso significa que você não pode fazer nada do nada, mas o Araragi-senpai que eu conheço acabaria tremendo até mesmo as mangas que não existem.”

“Isso foi um elogio sincero? Além disso, eu não sou ‘seu’!”

“Aquilo foi uma abreviação para dizer ‘O Araragi-senpai tem meu respeito’.”

“Então não abrevie!”

“Eu realmente elogiei você, Araragi-senpai, a conversa acima foi sobre o quão estiloso você está, mas eu não fiz isso com total honestidade; pelo contrário, eu só consegui dizer isso porque sabia que no fundo você não confundiria isso com um elogio ou algo assim, realmente, não existe mais ninguém como você. Uma pessoa que consegue parecer legal mesmo com uma toalha enrolada na cabeça.”

“Quer dizer que aquilo não foi elogio algum, né?!”

“Mas sair da sua casa e vir até aqui com esse estilo é algo que requer coragem, por isso realmente admiro você.”

A Kanbaru disse isso sorrindo.

Na concepção dela, isso talvez tenha sido um real elogio, mas para mim foi uma real punição.

“Então, que tipo de encontro será o nosso hoje? Digo, que tipo de encontro nós vamos fazer, Araragi-senpai?”

“Por favor, você deveria ter lido cada mísera letra antes de vir para cá. Achou mesmo que nós fôssemos fazer outra coisa que não jogar basquete em um centro desportivo?”

“Eu consegui pensar em outras coisas que poderíamos fazer… Mas bem, entendi.”

A Kanbaru assentiu.

“Eu imaginei que algo assim poderia acontecer, ainda bem que eu trouxe a minha bola de basquete.”

“Você não a trouxe de propósito?!”

Ela realmente não leu a carta até o fim.

Após isso nós fomos até a recepção e pagamos o preço de uma meia-quadra por duas horas (e visto que isso não era um encontro, nós dividimos o preço). Mesmo sendo nós dois, a meia-quadra ainda tinha bastante espaço.

Naquele lugar também tinha uma loja para alugar roupas esportivas, mas a Kanbaru disse: “está tudo bem jogarmos assim”. Se eu fosse ser realmente sincero teria dito a ela que o estilo lolita gótica não combinava com ela, mas a roupa parecia agradá-la e ela também não queria tirar a tal blusa.

Enfim.

Eu tive a leve sensação de ser zombado pelo fato da minha oponente estar vestida com esse estilo, mas não era hora de reclamar sobre esses detalhes.

Acima de tudo, não era bastante estranho o fato da Kanbaru não querer tiras as roupas?—Bem, eu não sei se isso vai durar muito tempo.

Vai ser tarde demais para você querer ficar nua quando o meu placar estiver o dobro do seu, ok?

“Vamos ver. Como será apenas meia-quadra, não vamos decidir quem ataca/defende, com relação às cestas, que tal utilizarmos as regras do basquete de rua, Araragi-senpai?”

“Você é que decide. Vou permitir que você utilize essas regras. Afinal, não vou deixar você arremessar.”

“Essa não foi uma decisão muito inteligente.”

E da Kanbaru saiu uma crítica inesperada.

Bem, deduzindo que em breve estarei tendo uma vitória esmagadora, ao menos vou ser tolerante com esses pequenos detalhes.

A propósito, talvez você esteja estranhando a minha tremenda confiança nesse jogo contra a Kanbaru, afinal essa é a especialidade dela.

Bem, eu não preciso esclarecer os detalhes, mas digamos que algo aconteceu após eu ter entregue a carta de desafio na casa da Kanbaru ontem, tudo por puro acaso! Foi mesmo por acaso, embora eu não tivesse nenhuma razão em especial para isso, em troca de rosquinhas eu pedi para a Shinobu beber um pouco do meu sangue, por isso minhas capacidades corporais estão maximizadas, mas como nada disso tem a ver com a data de hoje achei interessante explicar.

“Injusto”, você diz?

Possivelmente.

Entretanto, eu tomei a decisão de simplesmente seguir os caminhos mais cruéis até o inferno pelo bem da minha Kouhai, além de ter transformado a questão do “jogo limpo” em algo bastante ambíguo.

“Agora, Kanbaru! Vamos nessa!”

“Ok!”

E com um drible, eu ataquei a Kanbaru—e não consigo mais me lembrar do que houve depois.

Era a mesma doença crônica que me atingia toda vez que eu avistava a Hachikuji, a tal “perda de memória” que tem sido bastante comentada por esses dias.

Espera, quer dizer que atualmente não é mais comentada?

Ah, parece que eu também esqueci isso.

A única coisa da qual eu tinha certeza, era de que após duas horas, o placar marcava 120 a 0, muito longe do “dobro do placar”, aquilo era humilhação.

Digo, uma humilhação em termos de basquete.

Isso era mesmo possível?

“Bem, se pensarmos nisso como um treino, a sensação de ter sido derrotado é bem reduzida…”

“Araragi-senpai, você está sendo bastante otimista, sabia?”

Ela estava bastante suada de tanto correr pela quadra, após isso a Kanbaru veio falar comigo, enquanto eu pendia a minha cabeça de tanta vergonha. Se você observasse atentamente ela estava segurando a bola só com a mão esquerda. Qual é o real nível do braço dela…

“Mas sério, foi incrível você ter aguentado jogar comigo por duas horas seguidas. Contudo, dizer isso faz com que eu pareça estar consolando você.”

“… Se você pensa isso, deveria ter pego mais leve comigo.”

120 a 0.

Ela marcou uma cesta por minuto—se eu colocar a frase dessa forma, fico imaginando se a minha árdua batalha contra ela vai soar mais destemida. Ainda que eu tente ser bastante otimista, não adianta. A minha cabeça estava girando. A minha visão estava girando.

“Como assim, ‘pego mais leve’?”

A Kanbaru riu.

“Faz anos desde a última vez que eu pude jogar basquete ao máximo, por que eu pegaria leve justo na única oportunidade em que posso fazer isso?”

“………….”

“Com o meu braço esquerdo nesse estado, apenas o Araragi-senpai poderia ser meu oponente, aquele que tem o poder de um vampiro.”

Obrigada, a Kanbaru disse.

Fala sério.

Francamente, ela interpreta tudo e a todos de uma forma positiva para si mesma, essa kouhai realmente—mas uma coisa é verdade, após você ter ficado tanto tempo separada do basquete isso parecia te gerar uma dor física, ainda assim você ficava agindo do mesmo modo feliz de sempre e isso era intolerável, até mesmo a Senjougahara começou a se preocupar, embora eu mesmo tenha me preocupado apenas um pouco.

Mas eu consegui assistir de um dos melhores assentos do mundo a ás do clube de basquete jogar com afinco. Eu consegui ver uma enterrada que não demonstrava misericórdia nem para com o Senpai que era seu oponente, e também consegui ver aquele incrível e abençoado sorriso que ela tinha—

Até mesmo eu consegui ficar feliz com isso.

Ok, verdade seja dita, eu queria ter vencido, mas, mesmo assim, aquele foi um dos melhores dias da minha vida.

…Por falar nisso, ela se moveu de modo tão ousado pela quadra que eu consegui ver o que tinha embaixo da saia dela.

Vamos manter esse segredinho entre nós.

Fonte

Essa crônica foi originalmente traduzida pelo Tumblr Polaris Translations.

Até a próxima!

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3 thoughts on “As Crônicas Secretas: “Quadra Suruga – 3º Dia”

  1. Oque tinha embaixo da saia dela ? É uma pergunta idiota mas ele fez parecer que fosse alguma coisa incomum. Se tratando da Kanbaru dá pra ficar curioso .

    • Bem,eu acho que é porque ela sempre usa aqueles shorts por baixo da saia então deve ser uma novidade para o Araragi, e já que é a Kanbaru sabe-se lá o que ela estava usando (ou não!) dessa vez.

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