Normalfag – é tão ruim ser um?

hipsterÉ tão ruim assim achar que eu sou o Kirito e xavecar todo mundo? (sim)

Yaho. Papo sério, jogo rápido, bate-bola, fala + joga.

Não é um ~Marcela à toa~, mas durante uma viagem minha de autodescobrimento pelos caminhos do Facebook, curtindo e compartilhando imagens engraçadas de gatos fofinhos com legendas bizarras, dei de cara com um amigo postando coisas de Bleach e, subitamente, como a onda que leva minhas mágoas para o fundo do oceano, um forte sentimento de nostalgia me atravessou. Levou-me para o fundo do Youtube. Levou-me para videos lá de 2008 e sabe-se quantos outros 2000, permeados de aberturas de Bleach e Naruto (porque eu não gosto de One Piece, se não tava no meio).

Tá, isso sempre acontece vez ou outra. Vez ou outra floodamos o twitter com aberturas em japonês, em português mesmo, em um coro unido pela caixa alta. Relembramos as maratonas de episódios em RMVB dos fillers de Naruto. E, afinal, não é um sentimento bom?

Um questionamento que me levantou agora com mais forças, e que já vinha sindo carregado há mais tempo – era tão ruim assim ser normalfag? Digo, olha como somos hoje. Passa alguém com bottom de Fairy Tail e um olhar de escárnio invonluntário se forma no rosto. Pessoas que louvam One Piece como o melhor mangá do mundo… Pff, só podem ser retardados! E o que falar de quem ainda acha que a qualidade do anime de Naruto é algo digno da Kyoto Animation? Oh, céus, tanta ingenuidade nesse nicho do nicho animístico…

E nos sentimos superiores por isso.

Falo muito por mim mesma. Sou carregada de preconceitos e, devido a circunstâncias sociais, estou tentando me desprender deles. Tudo bem, ainda é difícil encarar as pessoas louvando o Kirito como se fosse o melhor personagem já criado, ou que Sword Art Online tem uma história extremamente profunda digna de uma direção do Hideaki Anno – em depressão, pra complementar -. Só que, poxa… Olha como essas pessoas se divertem com isso. Nós tiramos graça deles em nossas panelinhas de ouro, mas olha só como eles assistem um episódio com animação estupidamente duvidosa, diálogos bagunçados, personagens sem sal e conseguem tirar mais endorfina disso do que uma ninfomaníaca em uma noite de orgias!

Quando pego para assistir uma abertura desses de Bleach, além da nostalgia, vem uma felicidadezinha. Lembro do quanto gostava de cada episódio. Na época, eu estava de castigo (12 anos, pfvr) e não podia usar o computador. Meu irmão, muito esperto e travesso, pediu que eu “cuidasse” do jogo de Travian dele enquanto ele estava na aula a tarde. Não era bem violar meu castigo porque era um pedido dele. Então, tinha 2h diárias no computador, que gastava assistindo Bleach em um DVD que um amigo meu me emprestou. Um episódio e já estava na ponta da cadeira, segurando firme na mesa. BORA, NELIEL, USA LOGO ESSA RESSUREICÍON!

E aí vejo como estou hoje em dia. Analisando muito mais tecnicamente do que deveria um bando de desenho. É difícil achar um que seja bom, porque tem erro aqui e ali, superioridade e blá blá. É tanta frescura, tanta frescura… Que eu finalmente percebi que não estou mais assistindo animes com a mesma paixão daquela menina travessa de 12 anos! Não, estou assistindo as vezes como obrigação, as vezes como algo muito mais complexo do que é (Nisemonogatari?) e o sentimento, a paixão, o calor que preenche minha alma fica de lado. É analisar esse frame aqui, o diretor, o estúdio…

AH, DANE-SE!

Sério, deveríamos mesmo criticar e xingar tanto esse povo que tem orgasmos com Shingeki no Kyojin? Posso estar soando muito hipócrita, mas qualé! Dá uma olhada como eles tão se divertindo. Não necessariamente que precisamos considerar todos esses animes em um tier igual à Evangelion ou, caham, Monogatari, mas assistir porque é legal e só.

Tem um anime que me ensinou isso melhor que todos: Mirai Nikki. Convenhamos, a animação é péssima. A história é confusa, alguns personagens aparecem e morrem sem explicação. Outros sobrevivem sem explicação. A Minene vira sayajin – mas não é divertido pra caramba? Eu ria horrores e ficava tensa com a Yuno. Saquei que aquele tipo de anime não era algo que eu precisava assistir com a mesma cabeça que usava pra assistir Evangelion – ou seja, a cabeça de alguém deprimida ao extremo.

Então…

Então. Vamos largar esses pré-conceitos e assistir cada anime como deve ser assistido. Não, não tô dizendo que você precisa assistir Boku no Pico, aquilo lá não tem salvação. Mas chega de julgar uma obra pelo que ela não tem: Bleach não é pra ser profundo. Naruto não é pra ter personagens mais overpowers que o próprio Naruto. E Mirai Nikki… Não precisa fazer sentido.

Vamos não ser científicos sobre isso, sim?

Advertisements

16 thoughts on “Normalfag – é tão ruim ser um?

  1. Marcela! por favor, esse texto traduziu exatamente o que eu penso sobre esse assunto.
    Genial!
    Acredito que esse foi um chaqualhão em muitos. Acho que devemos mesmo voltar á assistir os animes para apenas nos divertirmos. Afinal, o anime serve para isso, não é? é legal fazer análises, dar opiniões, pesquisar sobre diretores, estúdios etc. Mas acho que isso não pode ficar em primeiro plano, deixando a diversão de lado.
    Concordo com cada palavra que você escreveu aqui, e tenha certeza de que ganhou uma fã! ;D
    Parabéns pelo texto maravilhoso!
    Bjs, e até mais! :3

  2. Saudações

    “Nós tiramos graça deles em nossas panelinhas de ouro, mas olha só como eles assistem um episódio com animação estupidamente duvidosa, diálogos bagunçados, personagens sem sal e conseguem tirar mais endorfina disso do que uma ninfomaníaca em uma noite de orgias!”
    Sei que foi direcionado à SAO, mas citei esta parte de vosso texto pois, incrivelmente, já ouvi ideias similares direcionadas para obras como Monogatari, Uchouten Kazoku e Kyousougiga, por exemplo 9dentre as mais atuais).

    Lhe parabenizo por expor seus pontos pessoais sobre vosso comportamento no fandom, nobre. Isso identifica responsabilidade e seriedade para mim. E concordo contigo no tópico de ser normalfag…

    Sinceramente, não me considero mas também não vejo problema algum em alguém ser normalfag. Assistir anime [por assistir], [por prazer], [por gostar], não deveria ser tão difícil assim, como infelizmente aparenta ser para muitos…

    Bom post, nobre Marcela.

    Até mais!

  3. Nada é realmente errado, não tem problema em ser normalfag. Tipo, tenho amigos que só viram one piece e naruto e mesmo assim se divertem e se empolgam. Um amigo meu que faz faculdade de filosofia não gosta de monogatari pq n tem paciência, apesar de todo dia eu encher o saco dele tentando convence-lo de que é realmente foda. As pessoas priorizam e valorizam coisas de formas diferentes, e geralmente sempre se divertem ao faze-las independente do quanto se dedicam realmente a tal coisas. Assim como eu me dou ao trabalho de sentar e assistir um anime como monogatari analisando cada frame, olhando pra ver se não tem algum detalhe interessante no fundo de cada cena, e me divirto fazendo isso, enquanto meu amigo lê one piece e chora com algumas histórias de drama clichês. Obviamente que se sentir superior é parte do processo, não seria justo dizer que alguém que estudou tanto obras de arte como monogatari e afins está no mesmo nível de alguém que só viu dragon ball quando era pequeno. Assim como esse meu amigo do one piece se acha superior a mim, de certa forma, por fumar maconha e ir em muito mais festas do que eu (lágrimas contidas), eu tenho direito de “me achar” por ter realmente me dedicado e procurado sobre tantas coisas. Mas o ponto é que devemos analisar o esforço empenhado, não é como se eu não pudesse fumar maconha e ser mais sociável, eu não sou superior por motivos cósmicos. Assim como ele poderia ler o que eu li ou ver os animes q eu vi. E assim como eu sou feliz mesmo não me drogando e indo em festas ocasionalmente, ele é feliz chorando em one piece. Não é errado ser normalfag e nem criticar normalfags, eu acho que faz parte da mente humana essa sensação de superioridade que da por entender mais um tema, independente se isso seja vida social, animes, literatura, música ou qualquer outra coisa.

  4. Well, sinto que esse texto é totalmente direcionado a um nicho bem específico, onde cerca de 85 % do target (porcentagem sem base alguma) se concentra no twitter. E como representante dos outros 15 % que não acompanha diariamente as peripécias dessa panelinha tenho uma visão parecida com a sua e de outros desse meio quase que pedante, eu diria, mas com algumas exceções.
    Muitos que lerem esse texto se identificarão com o mesmo, sendo eles “hipsters” ou da nata mainstream. Inclusive eu. Compreendo que chega até a ser irritante analisar de forma crítica quase que qualquer desenhozinho, naturalmente venha a ser algo cansativo, contudo acredito que isso passa a ser intrínseco de alguns com o passar do tempo, o que é algo bom. Principalmente quando se gera uma discussão a partir disso, é sempre bacana refletir e conversar sobre. O que não é muito comum do lado mais público da coisa.
    Porém, como nem tudo são flores, à arrogância se perpetua às vezes e fica quase que insuportável conversar ou minimamente interagir com alguém que se ache superior por conhecer, sei lá, Montage. É quase deprimente. E por lado, conversar com alguém que só quer saber de mangás ou animês extramente genéricos dá na mesma pra mim. São tudo farinha do mesmo saco, só que a farinha de camiseta xadrez quer falar que é diferente devido a sua enorme capacidade de analisar cada minuciosidade nas obras de Taiyou Matsumoto … pff.
    Ao final percebo que nem o lado “superficial” se esforça pra alcançar um nível de informação bacana sobre aquilo que aprecia e nem o lado “profundo” tenta incentivar tais. Kinda depressed I’d say. Enfim, é isso.
    No mais, nada mais !

  5. Olá Marcela.

    Realmente fiquei impressionado com a sua coragem de dizer algo que muitas pessoas não tem.
    Hoje realmente é comum encontrar uma “elite intelectual otaku”, que adora falar mal de certas obras e cultuar outras intelectualmente superiores.
    Isso sempre existiu entre os fãs de cinema e musica, mas vem se espalhando por outras mídias como animes e quadrinhos.

    Eu, ao mesmo que não gosto dessa segregação, acho que abandonar completamente o senso crítico é algo perigoso.
    Acredito que o bom senso é a chave para essa questão. É importante saber olhar uma obra e definir suas qualidades e seus defeitos, mas ao mesmo tempo temos que entender aquilo nos foi proposto e não cobrar mais que aquilo. Não podemos pegar, por exemplo, Sword Art Online e cobrar dele a quintessência da vida.

    Acho que esse equilíbrio é a base da verdadeira crítica, analise, opinião, etc

    Bom, fico por aqui, parabéns pela coragem e continue com o ótimo trabalho.

  6. O texto está muito bom e explicou algo até que muito óbvio. Mas o problema não é ser Normalfag. O cara que assiste Naruto, Bleach e Mirai Nikki pq só quer se divertir não me incomoda. O que me irrita e realmente me incomoda é o normalfag que faz questão de esfregar na cara de todo mundo o quanto SAO é foda ou como Naruto é melhor que obras x ou y, ou até mesmo o melhor mangá de todos os tempos….. sendo que, a única justificativa que ele pode dar para defender essas afirmações impulsivas é o “eu gostei mais”. Deixando mais claro o que eu disse, o problema não é o normalfag gostar muito de algo, e sim, dizer que algo é melhor que outro sendo que ele pouco conhece a indústria.

    Um único ponto que eu posso dizer que eu discordei foi o último parágrafo. Talvez não tenha discordado de fato, e sim levei muita a sério o que vc disse. Eu acho que eu posso julgar uma obra pelo que ela não tem, sim, DESDE QUE eu tenha achado que ela precisava ter aquilo para ser melhor. Mirai Nikki, independente de ser divertido ou não, precisava ter sentido, já que aquela loucura exagerada do final com aquela conclusão covarde, ao meu ver, diminui bastante a qualidade do anime. Portanto, eu julgo essa falta de sentido porque eu queria que Mirai Nikki fosse melhor (pelo menos nessa questão do fazer sentido).Enfim, com esse exemplo já é possível entender o meu ponto. E Bleach é até bastante profundo em várias temáticas que são trabalhadas bem discretas 😛

  7. Marcela, primeiramente parabéns pelo excelente texto. Devo dizer que lamentavelmente isso não corre apenas no nicho animístico, estou cansada de ver isso tb no mundo literário. Como vc disse, é muita frescura e sinceramente, é muito bom ver um anime e fazer uma análise critica da série, mas tb é tão ver um anime por pura diversão,mesmo que a obra não seja um perfeição, seja apenas por puro entretimento!

    Adorei a reflexão!

    Bjs

  8. Não é que eu não goste de normalfags em si, mas da atitude deles. Coisas como, Isayama mudar o final pra agradar aos fãs que fazem alarde aos personagens. Esse tipo de coisa não aceito (podemos até pensar que é culpa do próprio autor). Além disso, tem a ver com o sentimento de posse, que eu particularmente nem ligo muito pra isso. Porém, alguns fãs de obras não tão populares não gostam quando a obra começa a ficar popular e outras pessoas viram fãs daquilo sem ser pelo mesmo motivo que o fã pré-popular gosta. É uma forma de envenenamento, como se violasse uma coisa que é sagrada. Vide as guerras de waifu que tem por aí, são coisas nesse naipe. Por isso alguns se referem a esses acontecimentos como o “câncer” que mata o anime.

    “Eu vi primeiro, por isso sou mais fã [merecedor] disso que você.” Nunca vi alguém dizer assim especificamente, mas acredito que é como pensam os fãs pré-popular. Tem também os mainstreamers, que não necessariamente são normalfags mas só assistem coisas que estão na moda. Em suma, é como dizem, fã brasileiro é o que mais faz escândalo, e esse negócio de normalfag ou não é tudo guerra pra vê quem é mais fã.

  9. Acompanho animes e mangás há uns 7 anos (ou seja, agora com 20, comecei a ver com 12) e admito que nesse percurso já vi muito “lixo” e me diverti bastante. Creio que a mudança vem junto com a idade e pela experiencia tb, com o tempo, logicamente vc acaba aprendendo alguma coisa, sabendo o q é realmente bom, o q é ruim, coisas do tipo. Apenas recentemente (3~4 anos atrás) comecei a desenvolver um maior senso critico quanto aos animes e mangás que lia (e só mais recentemente ainda [ano passado] passei a visitar sites de criticas).

    Mas ainda assim, não sou nem de longe tão critico quanto o pessoal de alguns sites que visito (puderás tb, eu não entendo praticamente nada de animação, diretores, CG e frames, o que acabo julgando mais num anime/mangá é a sua estória, mas msm assim, ainda deixo passar algumas coisas). Por isso, ainda assim acompanho Bleach(o mangá) (pode tacar as pedras) pq eu curto, me diverte. Sei das falhas, mas pra mim, não são tão imensas a ponto de tirar a diversão da coisa (diferentemente de outros títulos, desculpa ae Mirai Nikki, Fairy Tail, Naruto, Shingeki no Kyojin e outros, mas vcs conseguiram passar do limite do aceitável). Tem coisa que vc analisando, da pra relevar, mas tem coisa que não. E a questão pra mim é quando as pessoas não conseguem enxergar isso, e não só isso, mas fecham os olhos pra de forma nenhuma ver isso, parar por um mísero segundo pra analisar e te xingam por criticar aquilo que eles gostam.

    Creio que além do objetivo básico (gerar dinheiro para as empresas), os animes, mangás (ta ficando repetitivo isso, eu sei), um outro objetivo que creio que muitas pessoas tem se esquecido é a DIVERSÃO. Tal obra me diverte, consegue fazer surgir algum sentimento bom enquanto estou assistindo, nem q seja um singelo sorriso de canto de rosto, te passa algo legal (nem q seja puro porradeiro, mas te diverte)? Assista-a, mas tenha em mente os erros dela, e aceite discuti-los como um ser humano civilizado. Nem tudo são flores, e se são, lembre-se que algumas têm espinhos (filosófico, não? kkkkk’).

    Texto muito bom, traduz muito bem os meus sentimentos de quando comecei a visitar sites de criticas.

  10. Post interessante. Há animes feitos justamente e exclusivamente para nossa diversão. Sim, antigamente eu os via com outros olhos (até fazia jutsu de Naruto), mas agora torço o nariz para o ninja de cabelo amarelo. Sim, todos mudamos. E esse negócio de pré-conceito é uma coisa que todo mundo ao menos uma vez na vida já teve. Julgar os outros pelo que eles assistem? Bem, ai depende… rsrsrsrsr

    Até mais

  11. Você levanta pontos muito interessantes em seu texto, mas notei duas coisas que poderiam ser discutidas.

    A primeira é o próprio termo normalfag da maneira que foi utilizado. Ao meu ver, normalfaggotry está muito mais atrelado à morais e valores do que o nível de conhecimento e engajamento que uma pessoa tem com uma determinada industria (Filmes, animes, jogos, etc.). Acredito que a palavra mais adequada para quem só vê os Big 3 é Casual (Casualfag, Casualfaggotry, etc.)
    Um exemplo prático e real: uma pessoa X já viu vários animes, de Bakemonogatari até Yamato 2199. Ela não é, de maneira alguma, casual. Ela entende bastante da industria de animes. Mas quando foi jogar Saya no Uta, ela ficou com nojo. Achou desumano e horríveis as cenas de estupro e de sexo com uma criança que o jogo contém. Ela é normalfag. Seus valores e morais são muito comuns, normais.

    A segunda é o ultimo parágrafo do texto, onde você parece dizer (Me corrija se eu estiver errado): avalie se o anime cumpre a sua proposta e não cobre dele o que ele não propôs. Acho que se um anime tiver uma proposta ou premissa ruim, por mais que ele cumpra isso de uma maneira genial, ele continuará sendo ruim. Então não acho que é cabível dizer “assistir cada anime como deve ser assistido” e ignorar as falhas da série em todos os casos.

  12. Eu amo animes, mas me permito, ao menos nisso não ser tecnica, não me aprofundar se apenas como aquela garota que odiava acordar cedo mais acordava para assistir Guerreiras Magicas, que se pendurava na tv para ver YuYu que desejava muito ter mais grana para ter animes…. eu quero sempre tirar prazer das minhas experiencias com essa arte.

    E sim, Boku no Pico além de não ter salvação não deveria existir porque é um incentivo descarado a pedofilia.

    Concordo com tudo o que você disse e acho a maioria dos fãs de animes tipo “sei tudo” um bando de pé no ovário. #ProntoConfessei

  13. Eu concordo com a maioria comentários acima principalmente no que tange ao bom senso.Se criou essa divisão de obras que parecem mais profundas do quê não é.Foi só algumas pessoas terem acesso a diversos tipos de anime que o povo passou a ter vergonha de ler mangás como Bleach e Naruto como se passasse a ser uma grande ofensa curtir tais obras.
    Também se criou uma verdadeira falácia em relação a dita profundidade de tais obras não ser a mesma de um Evangelion ou Monogatari.Em Naruto temos um garoto tentando resolver o eterno conflito do ciclo repetitivo de ódio num mundo fictício perdoando e fazendo os ditos “vilões” se arrependerem(estes com passados e motivações profundas para tal) e sofrem desdem por muitas pessoas pois acham que essa lógica não se aplicaria na realidade mas naruto é um mangá shonen que passa valores típicos desse tipo de publicação e não deixam de ser profundos como o próprio tema e personagens como Itachi e Nagato não deixam mentir mas ele jamais pode fugir da proposta da revista que atinge especialmente o público jovem e os valores que eles se apegam mesmo que isso não funcione na via real(afinal é uma obra de ficção.Bleach é um mangá superficialmente como os outros mas tem sua camada de complexidade.Aqui Kubo fala sobre medo ao estilo Nisio Isin http://centraldemangas.com.br/online/bleach/567#7 e personagens como Ulquiorra e Stark são tão complexos quanto de um Monogatari
    Eu compro FT pela JBC e estou ciente de seus defeitos mas temos que considerar o modo e a natureza dele onde a fantasia reina e a magia que tem um burst dos sentimentos de apego pelos entes queridos prevalece e seus vilões que não o fazem e perdem por esse mesmo fator(de não cultivar os valores de amizade que a guilda protagonista) e acabam perdendo
    A forma como as pessoas avaliam faz com que apenas obras de conteúdo filosófico ganhem as notas mais altas enquanto um anime divertido como Chuunibyou não consegue mesmo sendo perfeito no que se propõe a fazer
    Devemos analisar com bom senso pesando prós e contras e podemos tanto nos divertir com uma obra com menor conteúdo pensante como criticar o que funciona e não e jamais menosprezar nada seja por estilo ou gênero

Dê sua opinião!

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s