Papo Gatari #04 – Comentários de Nisio Isin em Nisemonogatari [Fênix Tsukihi]

PapoGatari!

Auuuuuuuuuuuuuuuuuuu~

É hora da sua dose quinzenal de PapoGatari com o seu lindo Raigho!

Bem, material de Monogatari é sempre bem-vindo, não é verdade? Por isso decidi novamente traduzir algumas palavras vindas do nosso querido Nisio Isin; no caso estou trazendo comentários dele sobre Nisemonogatari [Fênix Tsukihi], afinal, Nisemonogatari é dividido em 2 Light Novels.

Sempre acho interessante comentários de um autor sobre sua própria obra, uma coisa ou duas sempre podem ser compreendidas através de suas palavras; caso tenham interesse aqui estão os comentários de Abelha Karen!

Lá vamos nós~

Nisio Isin – Nisemonogatari [Fênix Tsukihi]

Nisemonogatari Volume 2 - Fênix Tsukihi

Nisemonogatari Volume 2 – Fênix Tsukihi

É tão trivial que chega a ser desnecessário mencionar, mas existem coisas reais e falsas neste mundo. Pensando necessariamente nisso, os dois conceitos são opostos, ainda assim eu tenho a sensação de que sem o real, nada falso poderia existir; e se algo não é digno de ser falso, também não pode ser chamado de real.

Sinto que se em alguma história aparece um herói da justiça, então nessa mesma história deveríamos ter o lado falso desse herói, digo, um falso herói; Caso pensemos um pouco mais nisso, acho importante reconhecer que algo falso deve existir, mas nem sempre é necessário a existência de algo real.

Se o que o nós chamamos de “real” é um ideal, então um ideal que intitulamos de “falso” pode tentar superar o real, por isso talvez seja desnecessária a existência de algo “real”.

Admito, talvez isso seja um pouco de exagero; o que eu quero realmente dizer é: Caso algo “real” seja mesmo um ideal, possivelmente, analisando friamente, todo esse real seja mera fantasia.

O que vou dizer soa meio óbvio, mas até mesmo algo que as pessoas idolatram como “real” em algum ponto batalhou muito para alcançar o “ideal”, por isso não pode ser considerado algo “real” desde o princípio.

Mas caso nos questionemos sobre o quão são influenciados os humanos por esse dito “real”, será que esse “real” nasceu mesmo de algo também “real”? Se pensarmos dessa forma, talvez a conclusão alcançada seja de que “real” e “falso” não são opostos, mas sim os dois lados da mesma moeda.

Tal como no 1º volume, este livro foi escrito 200% para satisfazer os meus desejos… mas considerando tudo, ele pode ser considerado simetricamente oposto ao 1º volume; porquê em minha opinião os sentimentos em ambas as histórias são completamente diferentes. Essa é a parte aterradora de ser escritor.

Bem, esses 2 volumes servem como epílogo para Bakemonogatari, por isso Bakemonogatari torna-se uma leitura essencial para o entendimento da trama. Mas ao mesmo tempo, se você me perguntar “Será que preciso mesmo ler Bake para entender isso?”, a resposta talvez seja “Possivelmente não.”

Em alguns momentos não visualizei esse trabalho como uma light novel, mas as irmãs Araragi são extremamente divertidas de se escrever, a minha caneta não conseguia ficar parada.

Ao VOFAN que fez a ilustração da capa, assim como para vocês meus leitores, peço desculpas por obrigá-los a lerem algo que satisfaz apenas os meus desejos. Os membros do harém Araragi experimentaram diversas situações, mas ainda conseguem desfrutar de suas vidas, por isso quis encerrar esse epílogo de maneira feliz.

Com esse sentimento no meu coração apresento a vocês Nisemonogatari – Volume 2, Fênix Tsukihi.

Ah, peço desculpas novamente. Peço desculpas por ter dito que essa história seria um epílogo, porquê faz apenas alguns minutos que decidi escrever mais 2 crônicas desta série.

Para os curiosos sobre a Hachikuji Mayoi ou Hanekawa Tsubasa, fiquem atentos.

– Nisio Isin

Raigho

Acho mesmo tudo ambíguo. Quem garante que algo “falso” é mais “real”? Já não dizia o poeta que uma dor falsa pode ser mais dolorida do que a real? Até onde vai o falso e o que define o real? Fiquei pensativo com esse comentário…

Agradecimentos

Preciso fazer um agradecimento especial ao “lvlln” do Metanorn por ter me concedido a permissão de traduzir para o português essa belíssima tradução que ele fez das palavras do Nisio! Vai ser em inglês mesmo, podem ignorar! E frisando, o crédito é todo dele, só o que eu fiz foi traduzir para nós.

lvlln, thank you! I love you from the bottom of my heart~ hahahaha

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7 thoughts on “Papo Gatari #04 – Comentários de Nisio Isin em Nisemonogatari [Fênix Tsukihi]

  1. Pelo que entendi do comentário inicial do Nisio, ele quis dizer que o real é sujeito ao ideal, ele deixa bem explícito isso na frase “O que vou dizer soa meio óbvio, mas até mesmo algo que as pessoas idolatram como “real” em algum ponto batalhou muito para alcançar o “ideal””. Pelo que interpretei, ele inverteu o senso comum de pensar que o ideal (falso) depende do real (verdadeiro), enquanto que na verdade (ironia usar essa palavra) é o contrário.

    A qualidade de que algo é verdadeiro depende solenemente do seu falso. Por exemplo, você sabe de algo, mas não sabe se esse algo é verdade ou mentira. A princípio você dá como verdade, mas só descobre que é de fato verdade quando conhece o falso (a mentira), qualificando então aquilo como verdadeiro, já que passou a existir algo que é oposto. Mas o Nisio vai além. Ele diz que o real e o falso são a mesma coisa, pois por exemplo, quando ele usa o falso como ideal (fantasia, especulação, ideia) ele implica que o ideal é uma estado primitivo do real, e que tudo que é falso (ideal) pode ser verdadeiro (real), já que as coisas nascem daquilo que não existem: ideias, especulações, pensamentos dados impossíveis etc. Um exemplo disso é viagem no tempo, que é uma coisa que alguns dizer ser impossível (falso) e estar somente no mundo das ideias (especulação/fantasia = ideal), mas quando a viagem no tempo se torna algo real, já não pode mais ser considerado ideal, no momento.

    Embora isso não quer dizer que antes nunca foi um ideal. Tudo que hoje está no mundo das especulações, que as pessoas dão como irreais podem vir a ser real, assim como outras coisas eram no passado consideradas irreais, hoje são reais. De forma simplificada, o ideal é o a criança, e o real é o adulto, e que assim como esses dois, são ambos humanos (mesma moeda).

    Bem essa foi só minha interpretação o/.

    • Eu simplesmente estou batendo palmas para o seu comentário. Sem brincadeiras. Eu não tinha pensado tão longe, embora minha lógica tenha sido por aí, você deixou tudo bem explícito!

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