Yozakura Quartet: Hana no Uta – O quarteto desenfreado

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Auuuuuuuuuuuuuuuuuu~

Agradável, frenético, interessante, peculiar… Yozakura Quartet é tudo isso e muito mais.

Yozakura Quartet: Hana no Uta – Apresentação

Yozakura Quartet é um mangá serializado desde 2006 e atualmente conta com 13 volumes, seu autor é o Suzuhito Yasuda [mesmo ilustrador de “Durarara!” por isso a semelhança entre os character designs]; sua publicação é feita pela Kodansha.

Acho interessante explicar como funciona a série Yozakura Quartet em anime visto que são diversas séries cronológicas, quase Monogatari. Quase. Bem, existiu uma primeira versão do anime feita em 2008 com duração de 12 episódios, essa primeira versão é totalmente execrável. 3 anos depois tivemos uma série de 3 OVAs lançados chamados de “Hoshi no Umi”, com uma nova direção, com traços melhores, personagens mais fiéis a personalidade original do mangá e com uma animação incrível; no ano de 2013 foi lançado a série “Hana no Uta” que segue praticamente o mangá desde o começo, teve duração de 13 episódios e no ano de 2014 temos uma nova coleção de OVAs! Sim, agora temos a série intitulada de “Tsuki ni Naku”.

Resumindo cronologicamente para quem quiser assistir: Comecem pelo recente anime – “Hana no Uta” até o episódio 8, no final desse episódio aparece a personagem nova “Zakuro” < os 3 OVAs intitulados de “Hoshi no Umi” explicam a origem dessa personagem e a situação desse desastre <  retornem a assistir Hana no Uta até o final que ocorre no episódio 13 < finalmente assistir os OVAs intitulados de “Tsuki ni Naku” que ainda estão em lançamento.

Yozakura Quartet: Hana no Uta – Enredo

Na cidade de Sakurashin existem 4 jovens: Ao, Hime, Kotoha e Akina que juntos formam o “Prefeitura Hiizumi”; normalmente eles lidam com papeladas, documentos e coisas burocráticas mas com um ponto interessante… Sakurashin é a única cidade que abriga humanos e youkais [demônios]! No mundo inteiro quem conseguiu essa proeza foi apenas a cidade de Sakurashin, mas tudo isso deve-se ao fato dos Sete Pilares existirem nas “duas dimensões”, na humana e na dos youkais; mas os anciões, os “caçadores” e forças ocultas acreditam que seja melhor a cidade ser destituída dessa “característica” de coexistência, fazendo com que o nosso quarteto precise intervir e evitar a destruição eminente.

Yozakura Quartet: Hana no Uta – Anime

Existem muitas coisas que fazem um anime ser divertido, personagens, situações, piadas bem encaixadas ou apenas um feeling bem humorado na série; tudo isso Yozakura Quartet consegue fazer com maestria! O sentimento que a série consegue passar com os episódios é de algo extremamente frenético, não existem explicações ou apresentações, os personagens já estão inseridos na história e nesse ritmo acelerado, aos poucos, entre batalhas e sorrisos, cada personagem brilha um pouco, uma revelação é feita, os vilões aparecem, o palco simplesmente se abre para receber os personagens.

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Pessoalmente falando acho que YQ é um dos poucos animes onde todos os personagens esbanjam carisma, digo, existe sempre um ou outro que realmente não consegue se sobressair, mas em geral cada um deles contêm particularidades sensacionais! A pequena Ao sempre prestativa utilizando seu “Satélite” quando necessário, os trejeitos, as caras e bocas, diversas qualidades que ressaltam sua personagem, temos também o “líder”, Akina Hiizumi, que embora pareça um cara tranquilo boa parte do tempo contém um poder ameaçador dentro de si, carregando a responsabilidade sempre em seus ombros sem nunca deixar de sorrir! Além da incrível Hime com seu jeito decidido e a peculiar Kotoha, minha diva.

A trama é bastante obscura em alguns pontos, nos momentos de conflito entre a Prefeitura x Anciões a situação fica especialmente enevoada, motivos não são revelados inicialmente e para quem lê/assiste primeiramente soa confuso, entretanto com o desenrolar da situação tudo parece cada vez mais “cinzento”; não existe um maniqueísmo de forças, todos têm seus motivos para agir de determinada forma, alguns acreditam que Sakurashin jamais deveria ter começado com essa “coexistência”, outros acham admirável o esforço de muitos para manter esse santuário intacto.

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Algo que considero sensacional nessa série é a animação! Animes como esse de 13 episódios normalmente são adaptados de maneira mediana, mas a animação aqui é soberba; o mesmo diretor dos OVAs [Ryochimo Sawa] é quem também lida com Hana no Uta demonstrando uma notável melhora nas animações! Não que o OVA tenha ficado feio, ficou extremamente bonito sendo bastante sincero, mas como eu poderia dizer… Digamos que em Hana no Uta eu consigo sentir a alma dele, em cada batalha destrutiva, em cada “Sakuga” [Caso desconheçam o termo recomendo fortemente o post do IA], em cada movimento, é simplesmente divino. Um exemplo claro disso é essa batalha contra o Enjin.

Além dessa animação capaz de mesmerizar, temos algo que eu chamo de “fanservice natural”; existem muitas cenas com ~calcinhas~, mas é algo natural nas cenas! Uma saia que se levanta com o vento, uma batalha onde a roupa sobe um pouco demais, tudo é colocado naturalmente durante essas ações. Pessoalmente não é algo que me incomode, vejo mais como uma marca pessoal da direção do anime entretanto existem aqueles que se incomodam, por isso achei interessante mencionar esse fato; um momento de maior extravagância onde isso acontece seria em algumas transformações.

Existe um ponto que desagrada muitos em YQ e ele é sobre a forma como o autor lida com as batalhas, não existe uma “pressão” de perigo, em algumas batalhas certos personagens demonstram uma postura relaxada perante o oponente, que em minha opinião não é algo ruim. Digo, se você começar a assistir YQ procurando uma luta com tensão ao melhor estilo ~Dragonball Z~ vai se decepcionar bastante, mas não se desanime, existem muitos pontos de “tensão” na trama que aliados à OST causam arrepios! Provavelmente não existem OSTs tão memoráveis assim durante o anime, mas garanto que nas 5 realmente marcantes toda a justiça é feita.

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Um fato que pode causar confusão é a origem dos Sete Pilares, são graças à eles que o equilíbrio em Sakurashin é mantido além de servirem como “ponto de transferência”, permitam-me explicar: o Clã Hiizumi tem em tese o dever de enviar os youkais para o “outro lado” que seria o mundo original deles, esses Pilares servem como ponto para que o “tuning” [poder explicado abaixo] não seja uma falha total; mas algo obscuro reside no segredo desses Sete Pilares, aquele que melhor compreende o real intuito deles é o Enjin! Sim, o “vilão” que roubou o corpo de Gin [irmão da Ao] veio do “outro lado”, apenas ele conhece o destino obscuro de todos os youkais enviados justamente por ter voltado dessa outra dimensão.

Durante toda a trama existe um ponto sempre ressaltado que é a “obrigação” do Akina. Ele é o “herdeiro” do Clã Hiizumi e têm responsabilidades conflitantes com o seu ideal de coexistência, seu real objetivo deveria ser enviar todos os youkais “para o outro lado”, mas ele hesita constantemente sempre assumindo a postura de defender Sakurashin. Uma outra ameaça é o fato das “dimensões estarem entrando em sincronia” por culpa em parte dos Sete Pilares, o que gera bastante apreensão sobre quais serão os calamitosos resultados desse fato… Inclusive um dos pontos mais intrigantes na trama é o próprio Clã Hiizumi.

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Enjin e Akina são opostos, destruição e tranquilidade, maldade e paz… Fato que é refletido até em seus poderes, onde Enjin executa o “Striking” [poder de trazer youkais da outra dimensão] e Akina com seu “Tuning” [poder de enviar os youkais para o outro lado]; obviamente existe um segredo muito maior do que o Akina jamais sonhou escondido na dualidade entre esses poderes, o momento em que ele descobre a verdade é algo extremamente chocante para toda a ideia que ele tinha de suas “obrigações”; tudo isso se relaciona também aos Anciões criando uma dimensão bem maior de conflito.

Todas essas explicações, esses conflitos e cenas são apresentados sempre, sempre de modo frenético! Por mais relaxado que possa parecer, a trama sempre segue rapidamente com o seu desenvolvimento; acredito que um dos principais charmes de YQ seja isso, toda essa velocidade, explosões, sentimentos, personagens, situações… Tudo na trama é encantador. Nesse ponto vejo algumas semelhanças com “Uchouten Kazoku“, ambos contêm personagens carismáticos, a trama é bem trabalhada, os conflitos que aos poucos vão sendo revelados, são diversas similaridades.

Yozakura Quartet: Hana no Uta – Opinião Final

Desde a época dos OVAs sempre achei YQ incrível, os personagens sempre foram interessantes, a trama que antes já me parecia instigante no recente anime só melhorou ainda mais nesse sentido. Acho que muito disso deve-se ao carisma da obra em si que aparentemente não parece “grandiosa”, mas aos poucos, com toda essa trama “barulhenta”, revela ser mais do que uma história de ideais, revela que amigos e inimigos não são tão distintos assim.

Acredito que o resumo perfeito da obra seja exatamente a letra da canção da Opening: “Todos os Quartetos nos levarão ao? Lalalalala~ Todos os Quartetos nos levarão ao? Lalalala~ (8), É tudo tão pequeno e grande ao mesmo tempo, não existe espaço para o tédio! (8)“.

Espero que caso decidam assistir a série, divirtam-se tanto quanto eu!

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11 thoughts on “Yozakura Quartet: Hana no Uta – O quarteto desenfreado

  1. O único ponto ruim dos sakugas de YQ é a falta de detalhe quando os frames passam rápidos demais. Não digo que deveria ter detalhes em quadros que não dá pra desenhar de tão pequenos que estão os personagens, mesmo assim, comparando com outros sakugas de outros animes, YQ tem uma ótima animação mas sacrificando os detalhes.

    Na primeira luta que é o primeiro arco do mangá, por exemplo, o corpo dos personagens ficou bem estranho com aquela animação. Ficou fluída, mas o detalhe e a movimentação do corpo ficou… estranho (até um leigo percebe de cara, por isso a o ressalto).

    E além da ótima animação, os efeitos sonoros orgásmicos. A ost nem peguei pra baixar, não teve nenhuma que me interessou o/, mas os efeitos sonoros são sem igual.

    • Ah sim sim, mas no meu mundo perfeito < se o Sakuga não for zoneado como aquela coisa louca de Naruto na batalha do Pain considero uma vitória pessoal [eu acho uma zona aquilo].

      Ainda assim acho extremamente bonito como anime, é um digno ~eye candy~. E sim! No geral não é uma OST chamativa, mas as poucas boas são ótimas. Foi um anime bem surpreendente no geral, eu pelo menos sempre achei isso; tudo ficou bem feito para um anime de 13 episódios, bem feito até demais.

      • Concordo. No aspecto da narrativa, só acho que privilegiou quem já lia o mangá, deixando um pouco confuso pra quem via pela primeira vez. No geral foi bom mesmo.

  2. tudo que eu queria ver nao foi mostrado entao esse anime foi uma bosta!
    eu espero que o autor do manga mostre logo como e o outro mundo, porque ja passou da hora, ele ta enrolando demais!
    EU SO QUERO VER COMO E O OUTRO MUNDO PORRA!!!!
    O RESTO QUE SE FODA!!!
    ps. EU ODEIO A KOTOHA E QUERO QUE ELA MORRA!

  3. Anime muito bom, curti pra caramba quando estava lançando.
    Espero que tenha uma continuação, não somente em OVA’s, mas temporadas mesmo, nem que seja de 13 epis.
    Fiquei na verdade um pouco confuso quanto a adaptação, li o 1º volume do mangá, e parece que a estória tem uns rumos diferentes, apesar de convergirem para um mesmo ponto.
    O character design tanto do mangá, quanto do 1º anime, não gostei (Apesar de ter gostado muito do character design da animação de Durarara!!), agora de Hana no Uta, achei supimpa, bem fluido e bonito (vontade de casar com a Kotoha e Juri kkkkkk’).
    Minhas unicas reclamações são pelo ecchi desnecessário (sim, tem alguns q dava pra engambelar, mas tinhas uns que eram realmente desnecessários) e pelo fato de não cobrir tda a estória kkkkkkk’

    • O traço realmente começa ruim, mas nos volumes atuais o traço segue invejável. Mas o ecchi não é forçado, ele só está lá, não é como se houvesse um foco em cima disso.

      Hana no Uta realmente começa diferente, o início difere do mangá, mas acho um começo mais eficiente.

      • Bom, pelo que acabei de ver aqui na net, parece q o traço se aproximou bastante do traço do Hana no Uta, o q pro meu gosto em questão, é bom.
        Cara, como eu disse, tem algumas partes que são sim cara, por exemplo, logo no inicio do arco em que a “maga” aparece, quando as amigas de escola da Hime vão perseguir o “fantasma”, putz, a mina é molestada por uma sombra… desnecessário. Tem outras cenas, mas são poucas, como já dito no texto e no seu comentário “ecchi não é forçado, ele só está lá, não é como se houvesse um foco em cima disso.”
        De fato, quanto ao começo, gostei mais do de HnU do que o do mangá e o do anime de 2008, ambos começam já inserindo personagens quando já temos um grupo bem grande pra apresentar (só na prefeitura são umas 5 cabeças). HnU exerce melhor o papel de apresentar a galera principal ao telespectador, acho.

  4. Obrigado pelo artigo
    Nao sabia desse Hoshi no Umi que conta a historia entre o episodio 8 e 9
    Pena que no Brasil o Tsuki no Naku as fansubs legenderam como se fosse só 1 ova.
    sendo que tem 3 ;p

    • É que o Tsuki ni Naku ainda está sendo lançado pelos gringos, acredito eu. Acho.

      Mas é mesmo um ótimo anime.

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