Senhor dos Espinhos (Ibara no Ou) – Espinhos sem rosas

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Ainda bem que não gastei dinheiro comprando o mangá.

Yaho! Depois de decênios, mais uma review minha surgindo das trevas. Dessa vez, um mangá, que foi publicado por aqui pela editora JBC se não me falha a memória, a partir do mês de Julho desse ano. Bem que ela poderia não ter feito isso. Bem que poderia.

Um pouco sobre o espinhento

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Então, como já devem ter visto pelo título do post, o nome original do mangá é “Ibara no Ou”, traduzido para cá como “Senhor dos Espinhos”. O nome não foi de muito agrado, mas quem ainda reclama da adaptação que as editoras fazem hoje em dia? (eu). O mangá de autoria de Yuji Iwahara foi serializado na revista Monthly Comic Beam entre 2002 e 2005 e está incluído na demografia seinen. Conta com 6 volumes publicados e finalizados.

Também teve uma adaptação para filme animado pelo estúdio Sunrise em 2010 e conta inclusive com a Kana Hanazawa (Sengoku Nadeko, Kuroi Mato) no papel da protagonista, Kasumi.

A sinopse pra você que ainda vai ler o mangá

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A górgona mais famosa da mitologia grega foi homenageada na pior doença que a humanidade já enfrentou: Medusa. Não se sabe de onde veio, não se sabe como ocorre a contaminação e o pior – não se sabe a cura. Uma doença fatal onde o infectado tem no máximo 6 semanas até suas células enrijecerem e morrerem, tornando-se assim secas e frágeis ao toque, inclusas as células de orgãos como o coração, fênomeno conhecido vulgarmente como “petrificação“. Após a morte, o infectado tem a aparência de uma estátua rachada.

Uma organização de cientistas oferece à 160 sortudos, que foram escolhidos aleatoriamente entre milhares que se inscreveram, para entrarem em câmaras criogênicas (aquela onde o Fry, de Futurama, entra no primeiro episódio) para adormecerem e, consequentemente, impedirem o avanço da Medusa pelo corpo, até que se encontre uma cura. Kasumi, a sua colegial japonesa típica, foi uma dessas. O problema é que ela teve que deixar pra trás sua irmã gêmea, Shizuku, também contaminada mas que não foi sorteada. A culpa lhe assombra até o momento que entra na câmara.

Só que ela acorda. E encontra dinossauros.

Dois pontos principais a serem observados na premissa: interessante e perigosa.

Interessante, pois apresenta imediatamente um mistério grandioso que instiga o leitor a descobrir mais a respeito. Uma doença que ninguém sabe nada a respeito e já infectou o mundo inteiro. Uma organização suspeita que subitamente está oferecendo ajuda. Sem dúvidas tem grandes pitadas de clichê, mas o suficiente pra agradar os facilmente empolgados e os que “dão uma chance”. Também há o conflito principal da protagonista e que dá mais tempero para sua essência na história.

Só que, histórias com premissas assim tem sempre tudo para dar errado. O motivo é simples mas o problema é complexo – uma história dessas requer um excelente desenvolvimento e, principalmente, amarrar todas as pontas e entregar um final que seja do agrado. Você não pode só acelerar o hype train, senão fica mais difícil de parar depois.

Agora sim, a história

ATENÇÃO! DAQUI EM DIANTE MUITOS SPOILERS SERÃO REVELADOS. SE VOCÊ AINDA NÃO LEU OU SE NÃO SE IMPORTA, CONTINUE. SE NÃO QUISER LER OS SPOILERS, PULE DIRETO PARA A CONCLUSÃO.

Então, eu tenho uma quedinha por Sci-Fi, principalmente quando envolve biologia e mutações. Gosto de ver explicações que fazem até sentido mas dependem de algum fator ainda desconhecido para nós para se tornarem realidade, ou simplesmente um acontecimento do acaso. Por exemplo, Elfen Lied – carregado de ciência, tenta mostrar para nós a evolução da humanidade, como isso nos destruiria e como tentamos impedir isso a todo custo. Fantasioso, mas buscava “bases científicas”, mínimas que fossem. Senhor dos Espinhos começou assim. Mas, infelizmente, não terminou assim.

Quando nos deparamos com uma história como a tal, que apresenta todo esse contexto de pandemia, a expectativa de que seja carregada de pseudo-ciência é grande. Não que seja ruim – realmente adoro ter ciência inventada jogada na minha cara. Só que, quando somos apresentados ao que realmente é a Medusa… Tudo isso parece desabar. A história que estava sendo tão bem construída, ainda que rodeada de clichês, apela para algo metafísicoimaginativo. Vulgarmente falando, fica muito viajada.

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Primeiro que Medusa não é uma doença. É uma entidade. Um alien. Deus. O nada. O vazio. O tudo. A explicação que deram para o conflito principal da história foi simplesmente, vulgarmente falando de novo, broxante. É apresentado para o leitor que a doença na verdade não é uma doença, somente algo – sim, ênfase no algo, a definição exata nunca é perfeitamente dada com detalhes suficientes para uma boa compreensão- que vaga pelo espaço a mais tempo que a eternidade em si e por isso já perdeu noção de si mesma. Podem realmente ter sido aliens, estrelas, seja o que for, perdeu-se no meio do caminho. Esse algo chega na terra em uma chuva de meteoros, aparentemente É algo físico -uma pedrinha espacial- e automaticamente já contamina um pequeno garoto que vagava pelo local.

Como se já não bastasse essa loucura, é uma… É algo que contamina a mente. Não, não o cérebro ou os neurônios, a MENTE! Sabe, aquela voz que fala com você todo dia – provavelmente a única pessoa que fala com você. E CALMA! Já falei que ela precisa de alto poder imaginativo?…

Pausemos o tópico da Medusa por um instante e voltemos para a história per se, cronologicamente…

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Os dois ou três primeiros volumes caminham para um plot tipicamente de sci-fi e eventualmente distopia, provavelmente causada pela conspiração de alguma grande organização. Um grupo de personagens cada um com suas particularidades, o quais falarei um pouco mais a frente, nenhum muito cativante e com o principal chamariz sendo o mistério que rodeia sua origem, motivação, enfim – o pano de fundo. Situações apresentadas que beiram o impossível a cada instante e por isso o mistério se aprofunda e a leitura fica cada vez mais prazerosa. Você clama pelas explicações, para que digam e joguem na sua cara o porquê de terem tantos espinhos, o porquê de dinossauros, se isso nem é Dragon Ball! Posso afirmar com veemência que os primeiros volumes são incríveis. Uma imersão que faz você segurar-se na cadeira, apertar com firmeza o lençol, travesseiro, dakimakura que for. Quando algo parece fazer sentido, um plot twist desmembra e a história segue com um pacing cativante e magnético.

Então vem o quarto volume. E o quinto. E o… sexto.

O que eu senti ao ler esses volumes seguintes foi o que o autor pegou todos os papéis de anotação dele que embasavam a história de maneira científica, amassou, jogou fora e disse: “vou filosofar” e assim o fez.

Uma tentativa muito falha de explorar o subsconsciente humano, a ideia de sonhos e da imaginação foi o resultado dessa virada brusca na história, provocando grande confusão e inúmeras pontas soltas. Na preguiça ou quem sabe ineficácia de criar uma explicação detalhada, foram dadas dimensões muito vagas aos conceitos que haviam sido apresentados e recorreu-se a elementos ainda mais clichês, como seitas religiosas, que, ainda sim, não tiveram “iluminação suficiente” (pun intended).

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A capacidade de materialização do que imaginamos, que a Medusa concede aos infectados, foi deixada aquém. Foi tudo completamente plot driven, feito sem justificativas que convencessem o leitor, mostrando uma certa imaturidade do autor em escrever aquilo pra encaixar com a história “porque sim”. Por exemplo: quando você pega uma obra boa, mesmo que ela não tenha todas as explicações, isso pode ter sido intencional para provocar um debate entre quem leu. A famosa formulação de teorias por fãs, que a gente tanto vê em fóruns de animes. Sabe, aqueles caras que perdem o tempo escrevendo colunas de texto sobre o porquê da calcinha da personagem ser rosa. Enfim… Você consegue encontrar as motivações para seja lá o que aconteceu na história. Infelizmente, em Ibara no Ou, você não encontra motivação nenhuma – na verdade, ao ler essa… coisa no meu notebook, a única coisa que veio na minha mente foi: “que diabos tu tava pensando, cara.”

E o final – inconclusivo. As últimas páginas são confusas demais e, aquele mangá que teve momentos de tensão durante todo decorrer, subitamente ganha uma lufada de felicidade, paz e “tudo vai dar certo”. Sendo curta e grossa: a porcaria do mundo acabou e tá todo mundo sorrindo porque sim. Sim, realmente o “porque sim” acompanha você em toda a leitura. Parece uma discussão com seus pais: você pergunta por que tem que, sei lá, ficar rezando na novena se seus pais nem são católicos praticantes, e eles soltam um uníssono “porque sim“. Ibara no Ou é uma grande novena sem sentido.

O romance entre os personagens principais, Kasumi e Marco, é irreal para a situação que eles se encontram. Talvez nem tanto irreal, mas superficial e fraco. A garota apaixona-se pelo simples motivo de estar sendo sempre salva por ele. Não é tanto amor e mais dependência, fragilidade e medo. Ela não quer ele, ela precisa dele.

Pra piorar… Aí vem os personagens

Como vou explicar isso… Os personagens tem alguns dos piores arquétipos e são desenvolvidos de maneira horrenda. De fato, a única personagem decente é a americana Kate. Isso é, antes dela virar um grifo.

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De início, pela protagonista: uma covarde irritante que parecia ter uma paixão lésbica pela própria irmã. Páginas e páginas seguem-se com flashbacks mostrando o passado dela, como era tão fraca perante a irmã. Espera, ou era a irmã dela, já que ela achava ser a própria irmã e… Tá vendo, não dá nem pra entender. No final eles falam que ela era a própria irmã, então quem seria a irmã que ela imaginava? Ela mesma?

Prosseguindo, não é uma personagem muito cativante. O seu backstory, antes de virar uma novela mexicana de “a gêmea do bem era a gêmea do mal”, tinha algumas pontadas interessantes, como a tentativa de suicídio. A dependência que ela tem da irmã… Ou dela mesma, tanto faz, é um dos tópicos relacionáveis e que deixam você mais curioso. A superação dessa dependência demora, quando vemos que ela começa a depende incrivelmente do Marco, mas aos poucos liberta-se.

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Falando no Marco… Posso afirmar com certeza que ele é a definição de Mary Sue. Primeiro, ele não é contaminado pela Medusa. Segundo, ele consegue enfrentar dinossauros, curar-se rápido, aguentar porrada atrás de porrada… O autor deixa bem claro que criou esse personagem para facilitar o avanço na história. Os personagens teriam que enfrentar dificuldades, claro. Mutações aquáticas que percebem as agitações na água, por exemplo. Entretanto, é cansativo demais pensar em uma forma de personagens tão precários em sobrevivência e atividade física conseguirem vencer esses obstáculos com puro raciocínio. Saída fácil: Marco. Ele salva a Kasumi sempre e entende muito bem como se virar nos seu arredores, além de ter aquela sorte espetacular para movimentos arriscados. Quando você acha que ele vai morrer, boom, na outra página tá balançando nos cipós feito o Tarzan. E suas motivações?… No mínimo, estúpidas.

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Os únicos personagens que tentam criar um laço com você, apesar do ligeiro clichê, são a Kate e o garotinho. A Kate tem um passado mais interessante, sendo uma mãe álcoolatra que perdeu a guarda do filho por bater nele. É perceptível como ela tenta compensar a falta do filho sendo superprotetora com a única criança no grupo e leva aquilo emocionalmente muito a sério, um  traço humano mais lógico que o resto das coisas. Só que, por motivos de história novamente, a contaminação total dela pela Medusa demorou tempo considerável. Assim que mostram a pulseira dela, a contaminação já está quase completa. Os efeitos foram chegando aos poucos. Apesar de ser uma das personagens que mais faz sentido, a “transformação” dela e mamãe coruja (haha) foi inconsistente. Oras, se o desejo dela de proteger o garoto foi tão grande que transformou-se em uma ave protetora, e as outras pessoas contaminadas? Elas não tinham desejos igualmente fortes no coração para que algo assim acontecesse?

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E não dá nem pra começar a falar daquele vilão Deus Ex Machina. A dificuldade em criar um vilão é lhe dar motivações apropriadas para o contexto da história e ao seu público alvo. Em uma história de crianças não há problema de se criar um vilão que faz o que faz por vilania, isso serve para ensinar o moleque um conceito preto e branco a respeito de bem e mal, entregando uma definição bem clara e específica que sirva para educar, de uma certa forma. Quando você cresce um pouco mais, fica difícil simplesmente aceitar que existe bem e mal sem um intervalo no meio – existem ações superficialmente ruins mas que trarão consequências boas para o geral. Não dá para se prender somente no fato de que ele gosta de fazer coisas más – ainda sim, para ficar mais plausível, teria que explicar como o personagem é simplesmente doente. Entram os recursos como vingança, visão arquiteta e visionária… Enfim. Fazer um vilão com uma motivação e, principalmente, com emoções, já que no conceito geral todo vilão tem que ser uma pessoa fria e maníaca, torna a história mais humana e aumenta as ligações com o leitor.

O vilão nesse caso, é puramente um maníaco. Motivações incertas e, adivinha só, movido por um “porque sim”. De novo.

Conclusão – afinal, o que dá pra concluir?

Você que estava evitando spoilers, pode continuar a ler agora.

Para aquele que pretende a ler Ibarar no Ou, aviso logo que a história toma rumos completamente imprevisíveis – de uma maneira ruim. Na tentativa de ser original, enganar você para que pense o contrário do que ele planeja ou simplesmente preguiça de pensar, as explicações vão ficando cada vez mais vazias e sem sentidos, ao pontos de que não adianta nem ler as falas. Se não quiser gastar seu dinheiro comprando o mangá, melhor ler online como todo bom pirata.

Para aquele que já leu, compartilho da sua dor, meu amigo. Meu hype foi criado, regado e nutrido até o volume 3 ou 4, para ser duramente esmagado pelos pés de um colosso chamado “dane-se a história“.

E, para aquele que não leu e nem quer ler, tem um filmezinho que a Sunrise (Valverape) fez em 2010. As críticas são igualmente ruins e piores porque relevam a adaptação feita, então é só se você tiver preguiça de seguir por todos os volumes.

Enfim, dá pra resumir essa obra como potencial desperdiçado, que, infelizmente, não é característica exclusiva dela e nem de minorias. O que poderia ter sido algo memorável da melhor maneira possível acaba se tornando memorável pelo tanto que decaiu.

Paz, amor e muitas garotinhas siberianas sem corpo pra vocês.

Minha exata reação ao ver o final da história: não tem pé (e mal tem cabeça).

Minha exata reação ao ver o final da história: não tem pé (e mal tem cabeça).

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15 thoughts on “Senhor dos Espinhos (Ibara no Ou) – Espinhos sem rosas

  1. Bem, eu já acho qualquer história pequena um desperdício, já que poderia evoluir. Eu li esse manga à muito tempo, então não lembro muito bem, mas lembro que achei interessante a história, bem criativa até. É claro que eu não fico com esse olhar critico tão grande, mas acho um manga ao menos para passar o tempo. E bem, pra mim era “king of thorn” ( rei dos espinhos) =P

  2. Eu Tenho o primeiro volume de Senhor dos Espinhos e terminei de ler ele no Ano novo(Festa de família e nada pra fazer isso que dá…) e devo dizer que achei a trama muito interessante e no final do manga dizia que ele ganhara uma adaptação animada, que eu assisti e em comparação com primeiro volume foge muito do enredo original e tem um explicação que faz muito pouco sentido… Eu estava empolgado para continua com a leitura, mais depois do seu texto ele não esta mais na minha lista de prioridade, talvez quando eu não tiver mangas para compra(muito difícil) eu possa retorna com leitura. Como só olhei por cima a área de spoilers minha vontade de ler ainda não foi totalmente destruída.

    PS: Eu sabia que conhecia a voz da personagem principal, só não sabia de onde… ^^

      • Tenho a obra completa e admito que em nenhum momento me decepcionei, acho que por ter começado a ler com a mente completamente aberta. Na verdade fui ficando ainda mais interessado na história a medida que avançava.

  3. Ainda bem que eu não troquei meu manga do Ao no Exorcist por essa coisa bizarra. Sempre que eu ia comprar mangas na banca eu via na prateleira todo empoeirado “O Senhor dos Espinhos” e pensava:

    “Será que vale a pena eu comprar?”

    Aí eu pensava bem e sempre dizia:

    “acho melhor não.”

    Agora percebo que pela primeira vez na vida eu tomei uma atitude certa 🙂

  4. eu não achei tão ruim assim não, eu pelo menos ja não esperava algo grandioso, para mim desde o começo era um manga Trash , com o super musculoso e uma historiar voltada muito mais para “olha que interessante”. sobre o fazer o mal porque gosta, ser algo inaceitável, na verdade não e nada estranho e nada incoerente se vc parar para pensar, pega o filme do No pain no gain que vc vai perceber.

  5. Então, eu gastei o meu dinheiro comprando Senhor dos Epinhos (até gostei da adaptação do nome) e o final realmente me decepcionou. Era um dos poucos mangás que eu comprava junto de Monster e 20th Century Boys e todos os três mangás se pautam muito em um mistério, e todos os três mangás me fizeram subir no hypetrain e ficar de abraços abertos pro que viesse. Até agora 20th CB e Monster não decepcionaram, mas Senhor dos Epinhos… Eu realmente fiquei DOIDO e nervoso lendo os primeiros volumes. Assim como você adoro ciência/pseudo-ciência sendo jogada em mim. E quando foi chegando na parte em que revelam o que é a Medusa… E O FINAL? Bom, Acho que ainda valeu a leitura (ou eu tô só querendo me confortar por ter gasto tudo aquilo de dinheiro).

  6. Não concordo plenamente com sua opinião, comprei todos os volumes, fiquei satisfeito com boa parte, o motivo pelo qual você não ter gostado tanto, ao meu ver, é de que você esperava uma coisa e não a conseguiu, você queria apenas a ciência da coisa, mas ao falar da parte mais filosófica, você já começou a descartar a ideia de ser bom… E quanto ao final, não é tão difícil de ser entendido, a Shizuku jogou a irmã dela nas pedras, na qual quase morreu, e começou a evoluir a medusa devido a culpa, e dela começaram a ver o real efeito da medusa, controlando a da original, e pela culpa que sentia a Shizuku criou outra personalidade a de Kazumi, transformando a si mesma na irmã, que evoluíra em muito a medusa em si, aproveitando deste fato Zeus, com o “aparelho” de lavagem cerebral, retirou sua “consciência” e a transferiu para a Kazumi original, fazendo com que parte dela fosse ele, e quando marco invade o “sistema” da irmã acaba de vez com o vírus chamado Zeus. Quanto a motivação de Zeus não necessita de muita explicação, há tantos assassinos que matam apenas pelo prazer, ele desejava apenas um mundo mais divertido, e transformar-se num ser supremo que possuiria o poder de controlar a crianção. A Medusa, entidade espacial, poderia tomar a forma do medo de todo o infectado, isso explicaria o por que de Kate se transformasse numa águia, o medo de não poder proteger a criança, Tim. Após a exterminação de Zeus, a besta criada pela Medusa foi destruída por falta de um comando central, e junto dela Kazumi. Com o choque da realidade Shizuku não sabe o que pensar sobre quem é ela, já que sua mente acredita que é Kazumi mas a realidade jogou contra ela ser Shizuku… Essa é a minha opinião geral sobre a obra, tentando dar explicações cientificas e filosóficas as pontas soltas, não esta certa nem errada, é apenas a minha visão sobre o manga. Em relação ao seu final realmente foi fraco e deixado na vibe de paz e que tudo vai dar certo, esquecendo-se que todos, e agora marco também, estão infectados pela Medusa, e não foi demonstrado em nenhum deles, com exceção de Kate, a petrificação dos mesmos, e nem mesmo a preocupação com a cura dela, dando um final fraco e com apenas algo para deixar os menos exigentes com a felicidade do momento. É um texto grande, mas tento defender o manga, por ter sido bem pensado se realmente for no que eu disse anteriormente.

    • Acredito que a kazumi original que você menciona, está morta mesmo e a que vemos durante toda a série é uma medusa criada pela shizuku, pois esta sente-se culpada por ter matado a irmã e não aguenta o fato de ter de viver em um “mundo sem kazumi”. A unica maldita coisa que não consegui realmente pescar são a porcaria dos espinhos. A Kazumi (medusa) fala: “agora entendo o motivo dos espinhos” mas eu sinceramente não entendi o que ela quis dizer.
      Quanto ao final, foi muito fraco mesmo, deixando varias pontas soltar com relação ao fim do mundo e a propria doença da medusa.

      • Só uma teoria meio louca, mas pode ser o que os espinhos representam: algo que segura e protege, mas machuca. Tem essa dualidade no relacionamento das irmãs, onde o excesso de afeto acaba causando injúrias.

      • Acho que não é uma medusa pelo fato de no final aparecer a kazumi com um corte no pescoço, assim como a mesma havia feito na banheira, entao, ela estava em uma especie de estado vegetativo, talvez a shizuku tenho se transformado em uma medusa da kazumi, isso na minha opniao faria mais logica, quanto aos espinhos provavelmente era para a proteçao da kazumi pela shizuku, pois como em uma parte nao me recordo quem disse, eles apenas crescem quando ela não esta por perto… A propósito, recentemente assisti a animação feita, não gostei muito, podem ter pessoas que gostaram, mas acho que mexeram de mais na personalidade do marco, fazendo dele um cara mais engraçado, de um jeito que não era para ficar, assim como o mangá possui suas pontas soltas.

        • Eu tbm cheguei na mesma conclusão do Wagner na primeira vez q li… que a Kazumi tava morta e aquela protagonista era a medusa da Shizuku, mas depois eu pensei sobre as ataduras no pescoço da Shizuku… dai eu nao entendi

          Sei que voce explicou, mas continuei sem entender…
          No mangá deixou claro que a Kazumi é a medusa da Shizuku (até ai beleza),
          E que quando a Kazumi morreu, a medusa da Shizuku manifestou e ela foi levada para o nivel 4 (dai traquilo tbm)
          Na parte no final, quando a Kazumi vê que o corpo da irmã tem uma atadura no pescoço, dá pra se concluir que na verdade não é o corpo da Shizuku e sim da KASUMI… foi dai que FODEU a minha linha de raciocinio

          como o corpo dela foi para ali? se realmennte é a Shizuku ali, pq ela tá com a atadura no percoço? Se é a Kazumi, qual foi o motivo dela materializar ela mesma?
          Por favor, alguem me explique =[

  7. Nossa, criticas duras porque a historia é “muito viajada”? Pode matar escrevendo em um livro, receber missões de uma bola preta na sala, comer almas para virar uma arma fodona para um Deus da morte… E a historia é “viajada” porque não tem nenhuma justificativa cientifica para a historia?

    Acredito que você esperou uma coisa que o mangá não ofereceu, acredito que você colocou muita expectativa em como deveria ser comparando com outras obras e se decepcionou por isso. Pra mim foi uma grata surpresa, é uma das coleções que eu guardo com muito carinho.

  8. Haha. Gostei da crítica em geral, apesar de discordar em alguns pontos. Mesmo o autor dando aquela avacalhada básica na parte final do manga, achei ele milhões de vezes melhor que o filme (que deixa diversas pontas soltas). Enquanto via o dito cujo me lembrei daquele filme do justin timberlake – o preço do amanhã- que tem uma baita idéia, mas parece que a história foi desenvolvida por uma criança… Agora uma coisa que eu estou sofrendo pra entender é o final. A kasumi morre quando cai do precipício, dai a shizuku cria uma medusa-kasumi(que é a protagonista). Até aí ok. Depois quando elas se encontram no interior do bixo, a medusa-kasumi-protagonista repara no corte do pescoço da outra medusa-kasumi (que a shizuku estava segurando no momento). Então na verdade existem duas kasumi’s-medusa, uma é a protagonista e a outra é a kasumi criada pela shizuku para proteger a si mesmo, afinal ela não agüenta o fato da kasumi ter morrido certo? Então no final quem sobrevive é a kasumi-medusa-protagonista, cria da mente da shizuku. Está certo esse raciocínio? Aaaaah já não sei mais, alguém me da uma luz.

    • Sinceramente, não faço a mínima ideia de quem era quem no final. A essa altura meu cérebro já tinha fritado só tentando entender a origem dessa “doença alien que surge da imaginação das pessoas”.

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