12 Dias de Anime – 10° dia: “De Horizon ao Mestre de Idols”

12 days of anime

Auuuuuuuuuuuuuuuuu~

Nyan.

O grande Scamp do TheCartDriver realiza há 5 anos esses 12 dias comemorativos, onde ele comenta sobre determinada cena, algo que o tenha inspirado ou uma coisa marcante ocorrida em vários animes! Não é limitado só aos anime desse ano, qualquer anime é válido! E como seu humilde convite é aberto a todos que desejem participar, aqui estamos nós. Eu e a Marcela durante os próximos dias comentaremos sobre aquilo que nos emocionou, incentivou e encantou em determinados animes; tal como o convite do Scamp, sintam-se livres para comentar e deixar seus momentos marcantes nos comentários. Compartilhem conosco suas ~experiências~ animísticas.

WE ARE FIGHTING DREAMERS! (8)

Kyoukai Senjou no Horizon II – Raigho

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Plot, personagens e mais plot.  Horizon realmente não tem a história mais fácil de se entender, somos apresentados a um mundo novo e complexo com diversas hierarquias, personagens e com histórias que levaram o mundo até aquele estado! Falar sobre Horizon é algo digno de se alongar bastante, mas eu, como amante da literatura vou frisar uma batalha emocionante. As peças de Shakespeare executadas com maestria.

Achei a luta tão bem executada que até mesmo fiz um post inteiro sobre ela, ela não é simplesmente bonita… É poética! Kawakami consegue construir uma batalha bastante lírica que honra a obra de Shakespeare; a OST divina ao fundo alcança seu ápice ao lado de Neshinbara que tenta revidar as peças de Shakespeare até o momento derradeiro em que utiliza os personagens das próprias obras para fazer tal feito! Macbeth trespassando o Rei Lear! Os soldados da Birmânia envoltos na floresta enquanto Shakespeare declama a cena em voz alta!

Como leitor… Aquela cena me atingiu! O desespero de Shakespeare e o alivio do Rei Lear ao ser morto, em finalmente descansar após ter praticamente sacrificado sua mais fiel filha… Não tenho palavras para descrever. Realmente não tenho.

The IDOLM@STER – Marcela

ss (2013-12-23 at 09.40.35)

Não tem como, nessa época de Natal, não falar de Idolmaster e como um bando de menininhas fofinhas fazendo coisas idiota tocou tanto meu coração.

Tá, talvez eu também já tenha feito uma review desse anime por aqui, mas qual é, o anime é bom, é lindo, é moe, e tem um momento incrível junto com umas lições inesperadas. Foi mais outro como Sakurasou, que eu assisti esperando nada. Peguei o primeiro episódio e achei a estrutura dele bacana, por ser feito em primeira pessoa, semelhante aos próprios jogos da franquia. Depois disso, foram inúmeros episódios de coisinhas fofas, com uma insert song no meio e blá blá. MAS OH WAIT- ARCO DA CHIHAYA ARUKOU TRAIN WRECK.

Mas não vou falar do arco da Chihaya – aguente comigo, vou me focar lá pros últimos episódios e pro desespero da Haruka. Nessa época natalina onde tudo é paz, amor e compartilhar, o que é ser egoísta? Pra alguns existe um egoísta bom, que é daquela forma porque preza por algo de bem. Tem o egoísta ruim – que só quer tudo pra si. É estranho enxergar essa dicotomia, quando não parece haver. Mas a Haruka, nesse caso, me fez enxergar se não existe um egoísmo bom.

Ela era, basicamente, a cola que sempre uniu o 765 PRO nos seus piores momentos. Quando tava todo mundo na merda, discutindo e atirando pratos, ela chegava e tentava ser a diplomata e fazer acordos de paz melhor do que muita gente da ONU. Então, ela se vê de frente com uma situação inusitada – uma gradual separação devido ao aumento da popularidade de cada idol, exigindo com que elas trabalhassem muito mais e passassem pouco tempo realmente juntas. A Haruka não soube como aceitar isso. Ela queria todas juntas. De uma forma egoísta, queria que largassem seus trabalhos da maneira que fosse e, como ela, fizessem tudo que estivesse ao alcance para que fosse possível qualquer forma de reencontro. Mas, espera, isso não se importar com os outros? Querer ter todo mundo perto?

É bem simples se você for comparar com ciúmes. Saudável, sim, ter ciúmes, na verdade é até bom – dizem que é sinal de que você “se importa com o outro”. Afinal, quem nunca ficou com o ego lá nas alturas quando, de uma maneira toda tsunderezinha, alguém falou que tinha ciúmes de você com outra(o)? Saudável, não é você obrigar a pessoa largar tudo e se dedicar exclusivamente às suas vontades. Mas, convenhamos, todos já passamos por isso. Aquela vontade, necessidade incontrolável de ter o outro ali, não importa se a mãe dele tá no hospital no leito de morte – isso é só uma desculpa furada para você, pessoa extremamente carente e egoísta.

Então, pensem bem nesse Natal. Não é egoísta demais pedir pra Jesus abençoar mais a sua família do que as outras?

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5 thoughts on “12 Dias de Anime – 10° dia: “De Horizon ao Mestre de Idols”

  1. Puta merda, parabéns!
    Finalmente conheci alguém que viu Kyoukai Senjou no Horizon e entede o quão genial é essa série! *-*
    E pretendo ver The IDOLM@STER o mais breve possível, Marcela, ainda mais agora que você indicou desse jeito, acelerou bem o processo.

    VENHA LOGO O COMENTÁRIO ZENMANAL, TO PIRANDO ATÉ AGORA! KKKKK

  2. Acabei de começar a ver The IDOLM@STER hoje e já peguei alguns spoilers, mas ta tudo bem. Ainda estou no episódio 3 porém já estou achando o anime sensacional.

    Kyoukai Senjou no Horizon na minha opinião foi um anime sensacional também. Muita gente critica por não entender bem a história, mas pare para pensar. Você vai transformar dois volumes de uma light novel, de aproximadamente 800 páginas cada, em 12 episódios de um anime. Você acha que eles explicariam tudo timtim por timtim? O anime fez bastante sucesso no Japão porque eles podem ler a light novel sem problemas para entender a história. Só que nos não temos essa oportunidade. Eu comecei a ler a light novel em inglês para compreender melhor a história e quando terminei de ler o primeiro volume eu virei para mim mesmo é disse: agora sim entendi o motivo de todas essas tretas.
    Eu também percebi que você pode entender a história sem precisar ler a light novel. Você só precisa prestar muita atenção em cada coisa que eles falam.
    O único problema é achar alguém que consiga entender isso ao invés de sair criticando a série que eu tanto gosto.
    Agora voltando ao anime. Achei super criativo eles utilizarem as peças de Shakespeare como parte da história. Deu um toque a mais na história, já que a segunda temporada aconteceu grande parte na Inglaterra. Eles colocaram até mesmo a rainha Elizabeth na história.
    O interessante e que ele faz referência a muitas coisas que existem ou existiram na vida real.

    • Falando em Horizon acabei lembrando de uma cena muito épica de quando todos chegam a Inglaterra e estão fazendo um churrasco, quando do nada o Azuma(aquele garoto que vive no mesmo quarto que a menina da cadeira de rodas Miriam) pergunta para a Honda sobre sexo. O pior é que ele pergunta na maior inocência.
      Na boa… Eu fico rindo disso até hoje

      • Você falou sobre ser difícil adaptar o Kyoukai no Kanata por ter tido aproximadamente 800 páginas em 2 volumes, Kyoukai Senjou no Horizon em 3 volumes tem quase 6000 páginas, imagina então a dificuldade que deve ser pra adaptar isso. ‘-‘
        É sempre bom ir atrás da obra original pra pegar mais detalhes e compreender a trama melhor mesmo, as pessoas nunca percebem que até os animes que dizem ser fúteis e sem trama alguma na verdade tem uma profundidade gigantesca

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