12 Dias de Anime – 2º dia: “Da Garota Revolucionária ao Dormitório Bizarro”

12 days of anime

Auuuuuuuuuuuuuuuu~

Nyan!

Aqui estamos nós novamente!

O grande Scamp do TheCartDriver realiza há 5 anos esses 12 dias comemorativos, onde ele comenta sobre determinada cena, algo que o tenha inspirado ou uma coisa marcante ocorrida em vários animes! Não é limitado só aos anime desse ano, qualquer anime é válido! E como seu humilde convite é aberto a todos que desejem participar, aqui estamos nós. Eu e a Marcela durante os próximos dias comentaremos sobre aquilo que nos emocionou, incentivou e encantou em determinados animes; tal como o convite do Scamp, sintam-se livres para comentar e deixar seus momentos marcantes nos comentários. Compartilhem conosco suas ~experiências~ animísticas.

Go Go!

Shoujo Kakumei Utena [Garota Revolucionária Utena] – Raigho

utena

Falar sobre Utena é levar em conta muitos aspectos da obra: sua “profundidade”, a definição de “revolução” que cada pessoa carrega consigo e sutilezas; ao longo dos 39 episódios que compõem a série (episódios que acompanhei do começo ao fim durante este ano de 2013) tudo se ~revoluciona~ revelando a real dimensão da jornada sobre a garota que deseja ser um príncipe puro.

A história por si só começa até descontraída, mas existe a sensação de que algo obscuro está ocorrendo, quando “Zettai Unmei Mokushiroku” tocou pela primeira vez… foi amor. Mas o ponto que me marcou em Utena definitivamente foi seu final, foi a sua tão aguardada “revolução”; conforme o final é revelado, que tudo é um “mero jogo de luzes”, onde cada um interpretou seu papel e que a própria Utena se perdeu na jornada para realizar aquilo que seu príncipe ensinou a ela, tudo isso foi tão surpreendente! Quando a Anthy trai a Utena bem no final foi tão doloroso. Puramente doloroso. Embora as duas tenham começado amigas, a real situação de seu relacionamento nunca foi estabelecida, ambas se gostavam e é bem claro, mas a Utena sempre lidou isso com pouco empenho; ela desejou proteger a sua querida Anthy mas fazia isso mecanicamente, a culminação de todos os duelos/diálogos foi aquele episódio magnífico das duas discutindo!

Mas no último episódio, no duelo contra o (negão de tirar o chapéu) Akio foi a revolução, foi o momento no qual a Utena tornou-se verdadeiramente um príncipe. Não era mais uma luta mecânica, ela estava lutando de corpo e alma pela Anthy, para libertar ela do ciclo doentio que ela mesma de certa forma começou! Quando a Anthy está se sacrificando e a Utena sem desistir, insistindo, no último momento abre a porta e encontra a “real Anthy”… Não tenho palavras para descrever aquela sensação. Nesse momento você compreende porque ela é uma Garota Revolucionária, embora seu mundo tenha permanecido em um ciclo com novos personagens, ela se revolucionou! Mais do que isso, ela revolucionou a própria Anthy que ganha autonomia em suas decisões, toda a narrativa da garota Utena é soberba, mas o final é memorável. Um “Evangelion de saia” nas devidas proporções.

Sakurasou no Pet na Kanojo – Marcela

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Sakurasou foi aquele anime que ninguém começou assistindo e no final não tinha ninguém que não visse. Tá, isso pode ser exagero, mas Sakurasou, da temporada de Outono de 2012, foi um anime o qual ninguém dava uma fodinha sequer, nem a menor das menores. Entretanto, com o passar dos episódios e as reverberações através das mídias sociais, o anime foi ganhando um certo espacinho – não, não é nem um Shingeki no Clichê, mas foi uma história que marcou muito. Esse ano principalmente, tendo que arcar com umas e outras decepções e derrotas.

Antes que eu comece a dissertar mais sobre o anime (por sinal, por sinal, o Raigho também fez uma review dele aqui. Juro que não é complô, galera), vou logo me reter à uma das coisas que mais me marcou. Lá pelo seus 20, 21 episódios, o anime começa a dar aquela descarrilhada emocional terrível que é um litro de lágrimas por minuto. Em específico o caso da… Manami. Sim, Manami é a minha best girl do anime, mas justamente por um motivo bem simples: ela é esforçada. Aquela situação incômoda que todos nós já vivemos: você gosta muito de fazer algo, mas não leva aquele jeito pra coisa. … E você tem um amigo que é simplesmente um gênio nessa mesma coisa. Não importa quantas horas por dia você treine, você nunca vai chegar no nivel que ele tem em minutos de exercício. E tem uma coisa que, por incrível que pareça, ninguém nunca ensina pra gente (meu caso, ao menos): lidar com decepção. Sabe, é engraçadinho. Todo mundo sempre diz pra você que tudo vai dar certo, que você vai ser isso, aquilo, crescer, ter sucesso… Mas ninguém ensina pra você que você vai falhar. Você pode até ter chances de sucesso, mas falhar é uma certeza na vida. 

Nesses momentos as pessoas nos acolhem, sim, com certeza. Mas elas não nos preparam. O solo que nosso pais plantam é um de possibilidades, de esperanças, de o que o mundo é um lugar lindo que todo mundo consegue o que quer. Mas é só naquela primeira competição de karatê que você não ganha a medalha que seu amigo ganhou… Naquela prova que você não tirou a nota que esperava… Que você percebe que o Sol não nasce pra todo mundo sempre. No caso, a Manami queria ser uma dubladora. Ela prometeu para os pais que, se não conseguisse um papel, iria se mudar de volta pra cidade natal dela. A garota pagava todas as suas despesas com a escola de dublagem, trabalhava até desmaiar. … E ela não conseguiu o papel.

É um choque até porque, em animes que não são obviamente um mar de depressão onde tudo sempre dá errado (Madoka), nossa expectativa é sempre para o sucesso. Sakurasou mostra que, mesmo que “você tenha dado seu máximo”, as vezes o seu máximo não é o suficiente, que você tem que encarar isso e seguir em frente de qualquer jeito porque, se você não seguir, as pessoas que caíram junto contigo vão levantar e pisar em cima de você. E, sinceramente, eu acho que ensinar para alguém que existe a chance dela falhar, ao invés de ficar dizendo que ela consegue, é uma lição muito valiosa e muito mais proveitosa.

Se você sonhar alto demais, o Sol pode derreter esses seus sonhos de cera.

Segundo dia da coluna, esperamos que tenham gostado. Continuem compartilhando conosco suas histórias, firmes e fortes até o Natal!

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One thought on “12 Dias de Anime – 2º dia: “Da Garota Revolucionária ao Dormitório Bizarro”

  1. Uau.

    Esse seu texto sobre Sakurasou, Marcela, foi realmente tocante. O anime consegue mesmo ser diferente num mar de mesmices hoje e foram inúmeros os momentos em que essa história me deixou sem fôlego.

    A Nanami também era a minha best girl (mesmo gostando pra caramba da Mashiron também, haha) e sempre torci por ela, mesmo sabendo que ela seria deixada de lado no triângulo dos principais. Ela mesmo se conformou com isso, mas não deixou de ser frustrante.

    E assim como você comentou, ninguém nos ensina que vamos cair e quebrar a cara, e acho que um dos objetivos do anime é justamente esse ao colocar a Mashiron junto da Nanami e do Sorata. Uma característica muito bacana para um anime que foi realmente uma surpresa. 😀

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