Eu Mato Gigantes – “Bárbara no Kyojin”

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Auuuuuuuuuuuuuuu~

Não tenho tempo para explicar, pega esse chaveiro e corre. CORRE!

Publicado aqui recentemente pela editora NewPOP a HQ “Eu Mato Gigantes” foi um verdadeiro achado da editora, embora tenha recebido diversos prêmios eu mesmo jamais tinha ouvido falar dessa incrível história! A editora acertou em cheio com essa história que é emocionante, interessante e- AI MEU DEUS OUTRO GIGANTE TÁ VINDO CORRE DE NOVO QUE DEPOIS EU EXPLICO, CORRE.

Sobre Eu Mato Gigantes

“Eu Mato Gigantes” foi escrita por Joe Kelly e ilustrada por JM Ken Niimura. A história originalmente tinha sido dividida em sete edições, porém depois do sucesso recebeu uma edição única, a mesma que, por sinal, foi muito bem lançada aqui: tradução ótima, quase nenhum erro, só poderia dizer algo sobre o preço porém comprei no Anime Friends 2013 com desconto então não tenho muito do que reclamar; essa HQ me atraiu principalmente por ter traços semelhantes aos de mangá no geral (tal qual Scott Pilgrim VS. o mundo me atraiu pela mesma coisa).

Enredo

Somos apresentados a garota Bárbara, uma garota que é excluída de qualquer círculo de amizades e que vive totalmente imersa em seu mundo de “Dungeons & Dragons” (RPG de Mesa); a história começa com ela gritando em plena sala de aula que é uma caçadora de gigantes, que mata gigantes e vive apenas para isso… Mas por que essas atitudes? Afinal, aquilo é apenas um jogo. Porém para a Bárbara aquilo deixou de ser um jogo, aquilo é a vida dela e ao longo da história entenderemos por que ela é assim, quais são seus motivos e quem ela é.

HQ

O diferencial nessa História em Quadrinhos é o tom semelhante a um mangá, todo preto e branco, quadros de ação rápidos e outras pequenas semelhanças. A história de Bárbara é separada em 7 capítulos narrados do ponto de vista da protagonista que diversas vezes tem seu “próprio mundo” em choque com o “mundo real”, a Bárbara está na 5ª série do ensino fundamental e encontra-se naquela fase delicada entre infância-adolescência perdida em seu mundo de fantasia e é justamente em cima disso que a história é trabalhada.

A Bárbara é introvertida, têm gostos diferentes da maioria e enfrenta problemas pessoais, a sua adoração por RPGs de mesa fez com que ela devido a um grave problema na família se desconectasse do mundo real vivendo em um mundo próprio com fadas, gnomos, gigantes e titãs. É engraçado que após uma briga dela com o irmão, ela se senta ao ar livre e começa a explorar o gramado, conforme ela faz isso gnomos surgem fazendo brincadeiras, monstros exóticos rodeiam o céu e ela diz, enquanto admira o céu: “eles é quem são loucos”, embora ela mesma esteja em uma realidade diferente, para ela, o resto é loucura.

A Narrativa é muito boa, leve e divertida embora tenha seus momentos pesados; a protagonista sofre bullying, é chamada de louca pelas valentonas e constantemente vai parar na diretoria mas entre suas desaventuras aos poucos, bem pouco mesmo, somos apresentados a vida pessoal dela, a família dela que se encontra em um estado caótico enquanto a própria Bárbara não sabe o que fazer. Um momento perturbador é quando ela se aproxima da escada e uma espécie de voz monstruosa chama pelo nome dela “Bárbaraaaaaaaaa” e a menina corre para seu esconderijo com medo dessa tal voz que se localiza no andar de cima… Esses mistérios do ponto de vista dela fazem a curiosidade ser instigada, pessoalmente falando estava bem curioso.

Quando a Bárbara faz a primeira amizade dela, Sofia, vemos como ela não tem jeito com as pessoas por viver focada em seu mundo particular de fantasia, mas a Sofia se esforça para que ambas conversem sobre algo e somos apresentados ao mundo dos Gigantes! Eu tenho que dizer que é sensacional a explicação da Bárbara, palmas para o autor e ilustrador que combinados criam várias cenas poderosas como essa que vou mencionar: vários gigantes reunidos em tornos das amigas enquanto a Bárbara explica como esses monstros agem e tudo vai ganhando vida aos poucos, isso é fantástico!

Temos por outro lado cenas onde ela se corta para “realizar um ritual” contra gigantes, em parte pela fantasia, em parte pela dor dela mesma; nesse lado mais pesado temos a Psicóloga que insistentemente tenta fazer Bárbara se abrir sobre seus problemas o que resulta em brigas feias, em diversos momentos um assunto N é mencionado e aparece “riscado” como se a protagonista não quisesse que ninguém descobrisse o que aquilo é, cada vez mais instigando o leitor. Além disso a garota em diversos momentos começa a gritar em plena escola quando devaneia demais nesse mundo particular mas tudo parece caminhar para algo grande. Chega em um ponto da história em que fantasia e realidade se confundem, Bárbara briga com Sofia, as valentonas vão para cima dela… Algo grandioso estava por acontecer.

Quando a verdade é revelada fiquei em  choque! Aquela cena dela na chuva com a Psicóloga dizendo o estado da mãe dela, dizendo que a mãe dela estava para morrer foi tão… Forte. É, forte. A Bárbara encarando com desespero dizendo que é mentira, que o ritual vai salvar a mãe dela. A melhor parte estava para acontecer, aquele sentimento de que algo estava prestes a ocorrer crescia e crescia cada vez mais, em uma tempestade quando as valentonas estão destruindo o ritual da Bárbara um gigante- não, um Titã aparece. Sinceramente, eu fiquei alguns minutos apenas admirando a força, a magnitude daquele monstro.

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Mas nesse final, quando a Bárbara “batalha” contra ele, quando a tempestade aumenta, a realidade e a ficção do mundo dela se confundem, se entrelaçam! Era muito maior do que eu tinha imaginado, Bárbara batalha com tudo e derrota o Titã! Mas aquela era uma “luta perdida”, o Titã jamais teve a intenção de ganhar dela… Ele tinha vindo para ajudar ela. Após esse desespero, após lágrimas a Bárbara cria coragem para subir as escadas e  quando ela sobe, encontra a mãe dela… Bem, lágrimas foram derramadas. A cena foi linda, a protagonista finalmente encarou a realidade/fantasia; temos o final e assim seguiu a vida, assim Bárbara se tornou a Matadora de Titãs e dessa mesma forma ela se tornou a minha heroína.

Recomendações

Enquanto elogiava tremendamente essa HQ recebi a recomendação de um site onde encontrei uma história bacana intitulada de “Valente”, não preciso dizer que me tornei fã imediatamente e por isso recomendo o PunyParker; esse mesmo autor fez a HQ “Laços” que é da Turma da Mônica. Outras 2 HQs que recomendo é “Scott Pilgrim VS. O Mundo” e “Koko Be Good”.

Opinião Final

Ao final da história a Bárbara repete o lema dela, a frase “Somos mais fortes do que a gente imagina” e tomo ela como verdade, somos fortes na queda, nas adversidades e em encarar o mundo; uma história soberba e não por acaso ganhou diversos prêmios. A editora NewPOP fez um ótimo trabalho mesmo na tradução, na revisão e espero que a editora aposte mais em leituras desse tipo, fica a minha recomendação!

E… Bem, demorei demais já! Vou caçar gigantes, fui~

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2 thoughts on “Eu Mato Gigantes – “Bárbara no Kyojin”

  1. Pingback: #HashiBrothers 2: o pessoal dos blogs estão animados e tem muita coisa rolando… | HashiPOP

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