OBJECTION! A Phoenix que sempre (quase) morre e renasce nos tribunais!

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OBJECTION!… Certo, essa é uma das últimas vezes que faço isso. Então… Yaho! Primeiro post relacionado a jogos. E que jogo, QUE JOGO se não Phoenix Wright? Se você acha que Visual Novel é só pornô e menininhas deficientes, é porque nunca ouviu um OBJECTION na cara! Prepare-se para ficar fascinado! Ike!

>VISÃO GERAL




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Certo, vocês viram a imagem da capa, viram alguns personagens excêntricos ao limite, e não fazem a mínima ideia do que estou falando aqui. Vou clarear a mente de vocês: é um jogo de advogado. Já ficou com sono? Então pode ir acordando, porque esse jogo é tão empolgante, que você vai querer largar seu curso, vestir um terno azul e sair gritando OBJECTION na cara de todo mundo na rua. Aliás, o que é OBJECTION?! No original japonês: IGIARI, seria traduzido para português como PROTESTO. Mas não é o mesmo feeling, né? OBJECTION!

Então, menos enrolação e dar uma visão geral do jogo: Ace Attorney, ou no original em japonês, Gyakuten Saiban (Que significa ” Turnabout Trial “, algo como ” Julgamento da Reviravolta “), é uma série de jogos em estilo Visual Novel e com história linear, da CAPCOM (Megaman, Street Fighter) criado por Shu Takumi, responsável também pela voz do personagem título Phoenix Wright, em japonês. O primeiro jogo, Phoenix Wright: Ace Attorney (PW: AA), foi lançado originalmente para GBA em 2001, no Japão, seguido de Phoenix Wright: Justice for All (PW: JFA), lançado em 2002 e finalizando a trilogia de jogos com o protagonista sendo Phoenix Wright (o moço bonito de terno azul ali), Phoenix Wright: Trials and Tribulations (PW: TT), em 2004.

Em linhas gerais: você é um advogado de defesa recém formado, chamado Phoenix Wright (no original, Ryuichi Naruhodo, que é uma piadinha em japonês que significa algo como “Eu entendo”. Naruhodo = Entendo, entendi, etc.), que acaba de começar sua carreira profissional. O jogo se passa em 2016 e, na versão americana, o jogo se passa em Los Angeles, Califórnia.

Phoenix Wright foi lançado pra GBA, DS, Windows Phone, iOS e Wii por meio do Wii Ware.

>O TERNO AZUL CHEGA AO OCIDENTE AND THE HYPE BEGINS

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A trilogia de jogos, inicialmente lançada para GBA e somente no o Japão, foi um sucesso por lá. Mas foi só quando recebeu uma adaptação para Nintendo DS e foi lançado na Europa e América do Norte que o jogo se tornou um GRANDE sucesso. O que não falta são cosplays de Phoenix Wright e vídeos a la ” Youtube poop ” da série, usando os icônicos sprites e os excêntricos personagens. (Minha recomendação pessoal é esse vídeo, usando uma cena de uma sitcom, mas fazendo uso dos sprites do jogo.) Entretanto, nunca cheguei a ver um jogo em terras brasileiras, principalmente porque o estilo não apela muito as massas daqui.

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Ninguém está a salvo das montagens de terno azul.

>GAMEPLAY: AFINAL, O QUE VOCÊ FAZ NO JOGO?

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Aqui é um ponto fraco e um ponto forte do jogo. Phoenix Wright tem um gameplay quase que único, mas semelhante a outros títulos do gênero investigativo. No entanto, ele é linear, não possuindo escolhas que alterem o final, somente a vitória ou GAME OVER. É um jogo de estilo Visual Novel, então posso resumir pra você dizendo que ” é um jogo feito de textos “. A leitura é fundamental pro jogo.

Ele se divide em dois momentos: o momento investigativo e o momento na corte. Ah, e um aviso: o jogo é DIFÍCIL. Não se assuste se no segundo caso começar a ficar complicado, é um jogo que exige raciocínio.

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No momento investigativo, temos a visão em primeira pessoa (no caso, a imagem acima é especial do momento), estando no corpo do advogado. Há 4 opções: Andar, ou seja, ir de um lugar para o outro, como a cena do crime, ir visitar seu cliente na cadeia, etc; Falar, opção presente quando há alguma pessoa no local, para que você obtenha mais informações sobre o caso; Apresentar Evidências, caso você queira mostrar algum item para uma pessoa lhe dar mais informações sobre ele; e por último Examinar, que serve para que você faça uma busca pelo local a procura de pistas.

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No momento na corte, é quando o jogo esquenta. Após coletar informações e evidências, Phoenix segue para o tribunal onde enfrenta seu verdadeiro desafio: provar para o juiz que o cliente em questão é inocente. E, para provar isso, ele enfrentará seus maiores rivais: os promotores. Nesse momento de jogo, o promotor irá chamar suas testemunhas e, talvez até o cliente, para testemunhar na corte. E aí vem o seu maior objetivo: examinar o testemunho e achar contradições.

” Contradições? Advogados? Testemunhos? Pff, isso parece um jogo cheio de texto e chato pra caramba. ” É o que você pode pensar a início, mas o pacing do jogo NUNCA deixa ele lento. Trust me, falarei mais sobre isso a frente. Então… Achar contradições.

Phoenix Wright1--article_imageApós ouvir o testemunho, você pode passar pelas falas dela e ir pressionando a pessoa, afim de arrancar mais informações. Há pontos em que o jogo avança somente através da pressão feita, mas na maioria das situações você deve apresenter EVIDÊNCIAS que contradizem o que a pessoa acabou de dizer. Seja porque ela cometeu um engano, ou seja porque ela está escondendo algo, elas sempre mentem. Você só precisa mostrar essa mentira. Entretanto, você não pode errar qual evidência apresentar, se não vai levar uma penalidade do juíz. Ao final de 5 erros, você perde o caso. Emocionante, eh?

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Exemplificando: A Testemunha disse que após presenciar o assassinato em um apartamento e ver o assassino fugir, ela correu para o local para ligar para a polícia as 10h. No entanto, no COURT RECORDS, onde ficam as evidências, você tem um documento que diz que houve falta falta de luz das 10-11h. Apresentando isso no testemunho, você prova que a pessoa estava mentindo. Agora, por que ela estava mentindo?… Você terá que explicar isso também. Como? Com evidência.

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>COMO O TERNO AZUL CONQUISTOU A TODOS

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” Ah, nossa. Isso era meio óbvio. O jogo é só isso? Fácil demais. O que tem de tão interessante? “

Phoenix Wright é um jogo o qual você não define um único fator unicamente interessante. Tudo trabalha em conjunto para fazer a grande máquina funcionar.

-VISUAL

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Temos os visuais que, ao meu ver, são espetaculares. Os cenários são dos mais simples aos mais detalhados, os sprites dos personagens são excentricamente charmosos, peculiares e no mais, bonitos. O visual 2D deixa tudo mais bonito. Todos os personagens tem características e visuais marcantes, que sem dúvida os destacam. Um advogado de terno azul e cabelo espetado? Uma jovem vestida de medium? Um cara com uma máscara de lasers no rosto?… De peitos a travestis, Phoenix Wright tem tudo.

Além do character design e do cenário, temos os efeitos utilizados. O que não deixa o jogo cansativo, (tratando-se de uma Visual Novel, como disse acima, é um jogo onde os textos predominam e que são necessários pro jogo fluir, praticamente sendo o componente fundamental) são os efeitos juntamente com os sprites, que não são ” estáticos “. Eles fluem muito naturalmente, quando os personagens, falam sua boca se mexe, o que é um diferencial. E, principalmente, quase sempre há flashs na tela, temos ela se mexendo constantemente e acompanhada de efeitos sonoros para causar mais impacto (em uma situação de grande agitação, a tela pode vai estar o tempo todo indo BAM BOOM VAP PAF POF, o que não deixa você se distrair), deixando o jogo mais vivo e menos cansativo.

-TRILHA SONORA

As músicas todas são sem dúvida alguma incríveis para todas as situações. Desde as músicas engraçadas e temas de personagens excêntricos, das músicas de situações complicadas, perseguições, da corte ou daquele momento dramático, tudo se encaixa e torna um jogo que, mesmo necessitando da atenção na leitura, a música não atrapalha em nada e torna o jogo mais prazeroso, juntamente com os bem colocados efeitos sonoros. É um jogo que eu altamente recomendo que se jogue com o volume no máximo.

HISTÓRIA, PERSONAGENS E EXCENTRICIDADES

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Tendo a premissa de ser um jogo de advogados, investigações, crimes, assassinatos… O que se espera é uma incrível seriedade e >sombriedade<.

Não.

Aqui foi um ponto que me surpreendeu quando baixei o jogo pela primeira vez há cerca de 3-4 anos atrás: o humor. Phoenix Wright é um jogo engraçado. E eu não quero dizer ZORRA TOTAL engraçado, mas sim, engraçado. Algumas vezes uma risadinha, outras vezes uma gargalhada. Se tem os pontos dramáticos? Com certeza, tão bons quanto. Mas o humor, cheio de sarcasmo, ironias e principalmente humor depreciativo com relação ao protagonista, está extremamente presente e deixa tudo um pouco mais leve, fluido e divertido. Pra que jogar algo que pese com drama atrás de drama? Aproveite uma história que merge a descontração com mistérios e drama, tudo na medida certa. Todos os casos tem incríveis mistérios e histórias que de longe são previsíveis, e prendem você até o último momento.

Os personagens são… bem. Vocês já devem ter visto algumas das imagens que coloquei aqui e viram uma boa leva de pessoas… particularmente estranhas. Já devem ter visto o Cíclope (Gendo, é você?!), um cara laranja com camisa de tigre, um cara com um penteado em formato de dildo, um cara com cabelo rosa (poser). Todos são únicos a sua própria maneira, e todos tem um passado que vale a pena conhecer e será explorado pelo jogo. Por que o Cíclope é o Cíclope, afinal? Continue jogando pra descobrir porque ele usa uma máscara assim. Você vai sentir raiva, amor, pena… Mas definitivamente, eles vão arrancar alguma emoção de você. (A não ser que seja o Chandler, aí é caso perdido)

E o que falar dos casos? Excelentemente trabalhados, apesar de que admito que, pela falta de maior liberdade de escolhas no jogo, há de surgirem falhas quanto a certos fatos e pontos do caso a ser investigado. São algumas falhas que, certas vezes trazem um pequeno ódio com relação ao jogo devido a uma certa ” falta de lógica “. Entretanto, como não há nada perfeito além da Hanekawa, o jogo segue superando-se apesar das falhas. Os jogos quase todos apresentam 4 casos: 1 que ensina o básico, 2 médios e 1 caso LONGO. COMPLICADO. ÉPICO.

Há também um caso especial para o remake de DS feito do primeiro jogo, ” Rise from the Ashes “, sendo considerado o maior caso, com o maior número de investigações, de dias no tribunal, de testemunhas e de evidências. É um caso LONGO PRA CARAMBA, demorado, e DIFÍCIL. Mas a história é alucinante, de tal forma que chegou em um ponto que eu comecei a usar um guia (não me queimem ainda) para conseguir zerar o mais rápido possível, pelo puro prazer de ver o desenrolar da história. Nele também temos alguns itens que são usadas as eficiências do DS, tais quais o microfone, o touch screen, etc, que não temos nos outros, por serem remakes do de GBA. (Apesar dos jogo usarem as duas telas.)

NOTA: Advogados x Promotores no Japão

Algo que você deve notar ao jogar é o quão honrados são os promotores e como os advogados de defesa tem bem menos mérito e são regularmente… zoados. Além de prover alívio cômico durante os casos no tribunal, é uma situação recorrente no Japão a qual os promotores tem muito mais domínio sobre o tribunal, as vezes usando-se até de evidências ilícitas para conseguir seu veredito. Há muita chance de que, uma vez acusado de um crime, você vá ser julgado culpado. Os advogados também necessitam de menos formação do que os promotores. Dessa forma, podemos ver de onde os criadores do jogo tiraram a base para o fato do Phoenix ser tão zoado, por todos, desde o Juiz até as testemunhas, apesar de que de uma maneira mais exagerada.

>SPIN OFFS

Bem, Phoenix Wright tem atualmente 3 spin offs. O primeiro a ser lançado, já para DS especialmente, foi Apollo Justice, com o protagonista de mesmo nome. O jogo se passa alguns anos após o último PW. Eeeh… Eu sou meio suspeita pra falar, honestamente. Apesar de ter minha gloriosa Ema Skye como detetive no jogo, não considero Apollo Justice um jogo tão especial que necessita ser jogado como Phoenix Wright. Os personagens não foram tão marcantes, nem foram os casos. Em termos de história, ele peca muito, comparando-se a trilogia de PW. Possui pontos bons, não deixa de ser uma boa história, mas não é boa nível PW. É um opcional.

Além disso, temos o Ace Attorney Investigations: Miles Edgeworth, também para DS, que apresenta como protagonista o Edgeworth, promotor de PW. Tem um gameplay diferente, mas nunca tive interesse para jogar. Mas não levem a mal, eu não gosto muito do Edgeworth (apesar dele estar lindíssimo no último caso do último jogo de PW, no flashback), mas o jogo foi bem avaliado, e teve uma continuação lançada em Fevereiro de 2011, mas que não há planos ainda para sair do Japão

Recentemente, foi lançado no Japão para 3DS Phoenix Wright vs Professor Layton; para quem não conhece, o segundo é protagonista de uma série de jogos de puzzles. Não, não é tetris e nem Pokémon Puzzle 64, mas sim desafios de lógica, charadas… Essas coisas. Outro jogo difícil. É um crossover entre os dois, tendo como escritor Shu Takumi, escritor principal de Phoenix Wright. Infeeeeeelizmente ainda não há nenhum anúncio sobre um lançamento pro Ocidente.

Vale mencionar que no Ultimate Marvel vs Capcom 3, Phoenix Wright apareceu como personagem jogável.

>O QUE VEM POR AÍ

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PHOENIX WRIGHT 5! AJEITARAM UM POUCO DO CABELO! MUDARAM O TERNO! É EM 3D! e tiraram a Maya…

>CONSIDERAÇÕES FINAIS

Phoenix Wright é um must be na lista de jogos de qualquer gamer que aprecie o estilo. Claro que, há muitos que preferem sentar-se na frente da TV e atirar em alguns zumbis, nazistas, russos, ou seja lá o que tem nos Call Of Duty de hoje em dia, mas posso afirmar que PW promove tanto entretenimento e diversão quanto. 

Apesar das falta de escolhas para um maior leque de finais e da linearidade do jogo, o replay value dele é muito bom. Mesmo que você já tenha zerado e saiba de uma coisa ou outra, vale a pena pegar o jogo pra rever as histórias e ver elas se desenrolarem.

Quem sabe daqui alguns anos eu não esteja traduzindo o jogo? Bem, é um futuro distante. Gostaria que todos pudessem aproveitá-lo, e o conhecimento de inglês, principalmente a falta dele, dificulta isso. Mas nada que um curso de 2 meses não faça.

Então, é isso. Espero que tenham gostado e espero que tenha atiçado o interesse de vocês para esse grandioso jogo e que em breve discutiremos se a o Phoenix pegou a Maya ou não… Bem. É isso. Até a próxima, e desculpem pelo tamanho do post e pela empolgação!

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13 thoughts on “OBJECTION! A Phoenix que sempre (quase) morre e renasce nos tribunais!

    • Eu não hesitaria em comprar. Ter a sensação de uma OBJECTION vir na minha cara deve ser incrível. Só me decepcionei por terem tirado a Maya, mas acredito que ela ainda irá aparecer em um dos casos.

  1. Saudações

    Me remete ao post que fiz ano passado sobre Sister Princess, jovem Marcela.
    Muito bom, tenho que admitir com muita alegria.

    Parbéns pelo post.^^

    Até mais!

      • Saudações

        Não acho que seja algo para se lamentar exatamente…
        Mas se trata de u trabalho bem feito este em seu post, sem dúvidas.

        Até mais!

      • O que eu achei interessante, é que meu inglês melhorou bastante, de verdade… Digo, em termos de ‘entendimento’… Você vai lendo e paah ^^ Amazing!!!!!!

  2. Primeiramente, parabenizo seu excelente post sobre AA (como também sou grande fã da série).
    Agora, de todo o post eu apenas discordo de considerar AJ como spin off, pois ele é a sequência de AA3 e, provavelmente, haverá ligações importantes ao próximo game. Mesmo sendo inferior aos anteriores, AJ ainda assim é essencial.

    • Obrigada. E acho que cometi um equívoco ao me expressar, diria que AJ é um spin off com relação ao protagonista, sendo o primeiro jogo o qual Phoenix não protagoniza. O post foi feito mais ligado a trilogia do Phoenix, e não a série AA toda. Mas você está certíssimo, é uma sequel.

      E considero opcional para aqueles que buscam somente a trilogia… Já que o divertimento não é o mesmo. Mas, para os fãs como nós que buscam mais sobre a história da série, realmente, é essencial. ^^ Obrigada pelo heads up!

  3. Ótimo post! *O*
    Sou fã de carterinha da série PW e ver um post a respeito me deixa muito feliz! É uma pena que diferente do Japão e EUA, o jogo parece não ter “pegado” muito por aqui >_>

    Agora fico por aqui senão vou escrever um livro ahauahuhua
    (sim, vou muito fã das 2 séries LOL)

  4. Pingback: OBJECTION! Ace Attorney 5 ganha data de lançamento | OtomeGatari

  5. Pingback: Revisitando a trilogia original de Ace Attorney e… TAKE THAT! Continua perfeita | OtomeGatari

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